Oi, Lu,

acho melhor relatar como aconteceu isto, do ciclo de debates e
oficinas, pois ja' faz parte do 'Como??':

A ideia partiu da intuicao dos Dialogos na Casinha -
http://rede.metareciclagem.org/wiki/Di%C3%A1logos-na-Casinha - e ali,
penso que surgem as primeiras possibilidades de interfaceamento.

Nos papos com o felipe sempre quis retomar os dialogos numa outra
formatacao, mais abrangente. No comeco deste ano surge a possibilidade
quando o Donizete, do proj cala-boca ja' morreu, participa do Carnaval
Revolucao, onde promovi uma oficina.

E as afinidades aumentaram ainda mais quando participei, como
oficineiro_debatedor, no curso intitulado Educomunicacao promovido por
ele, e ficamos de afinar a parceria.

Nesta oficina apareceu o tema recorrente pra muitos metarecicleiros, a
gambiarra. E deste os dialogos com as pessoas que teem ela tanto como
pratica, quanto atuacao politica.

No inicio pensamos em duas possibilidades: num evento totalmente
aberto e nao pago; mas tambem nao remunerando os convidados. Ou,
compor um valor de inscricao, remunerando os oficineiros_debatedores
por hora, destacando o merito dos trabalho ja' realizado por eles. Que
foi a opcao escolhida, ainda pensando na continuidade dos projetos a
serem desenvolvidos.

Resumo: a sugestao de sustentabilidade num prazo maior oferecida pelo
sstalker faz sentido, pois inicia uma possibilidade de colaboracao
mais intensa com outros grupos de acao. E penso que pode ser iniciada
assim: enquanto o dialogo e os vetores de afinidade prevalecerem, a
parceria frutifica. E a arvore Metareciclagem fara' sombra para
muitos, como ja' faz, apesar das tempestades.

Felipe insistiu com a renovacao da tag Dialogos na Casinha, entao ai'
esta' como proposta em execucao: ´Interfaceamentos Dialogicos'.

 Dentro dela, o tema Heterodesign: da tecnica 'a gambiarra -
http://rede.metareciclagem.org/wiki/Heterodesign.

<>================Divulgacao=================

HETERODESIGN

da Técnica à Gambiarra

Somos também o que projetamos. Pensamentos e desejos estão refletidos
nos objetos (em particular, nos objetos tecnológicos) que construímos.
Inacabados e muito longe ainda do que queremos, esses objetos estão
sempre se alterando com a cultura de cada época. Ao adaptar objetos
tecnológicos, criamos gambiarras.

Um processo de metamorfose e/ou disfunção é subjacente a este
movimento. Se analisarmos a pré-definição dos objetos tecnológicos que
a indústria, a cultura e a indústria da cultura nos impõem podemos
chamar a isto de Ortodesign. Um design certinho, por conseqüência.

Como contraproposta produtiva, a gambiarra se manifesta como um
processo de subversão política e cultural; pode ser pensada como
Heterodesign - outro design, outra lógica de invenção e inovação – e
não a manifestação do que se impôs como produção industrial de
consumo.

As diversas perspectivas sobre este tema, por pessoas que vêem e têm a
gambiarra como prática, irá gerar a partir de Setembro, em São Paulo,
um ciclo inaugural de debates e oficinas livres.


Objetivos:

    * Oferecer diversas visões sobre a Gambiarra como ação política e
como conceito
    * Discutir consumismo e dejetos tecnológicos, imagens técnicas e fotografia
    * Estimular a reflexão crítica, a ação tática da desconstrução e
apropriação tecnológica
    * Pensar o "desvio de função" como tática instauradora de novas
relações com as maquinas técnicas e sociais
    * Introduzir o pensamento de Vilém Flusser, filósofo tcheco-brasileiro
    * Construir objetos e projetos na forma de pequenos mutirões
    * Relacionar estas práticas e os projetos nos quais os
participantes estejam envolvidos
    * Promover o encontro lúdico e festivo entre participantes e proponentes
    * Estimular o pós-uso e a improvisação de artefatos, através da
inovação pela sustentabilidade ambiental e formas alternativas de
design

Conteúdos

    * Design e Gambiarra – introdução ao tema
    * Antropomorfismo na tecnologia
    * Subversão das ferramentas produzidas pela indústria
    * Rádio Livre: o que pode uma rádio?
    * Gambiarra, Resistência e Movimentos Sociais
    * Arte e gambiarra - Duchamp: outra lógica de invenção
    * Articulação de gambiarra com TIC´s
    * Uso, invenção e subjetivação
    * Objetos tecnológicos: uso, reuso e gambiarra

Estratégia

Organizados em pequenos grupos de afinidades, os indivíduos são
convidados a propor projetos sociais alternativos. No final, haverá
uma mesa-redonda com todos os responsáveis pelos debates e oficinas.

Convidados

CHICO CAMINATI- doutorando em Sociologia do IFCH-UNICAMP

CHRISTIAN P. KASPER - doutor em ciências sociais/UNICAMP, artista e pesquisador

DJAIR GUILHERME - tecnólogo, ator e ativista do Mov. Humanista

FELIPE FONSECA – pesquisador em redes colaborativas online,
colaborador da Metareciclagem

GUILHERME MARANHÃO – fotógrafo e pesquisador em imagem

JOÃO BORBA – mestre e doutorando em filosofia - PUC/SP

MARCELO BERG – artista plástico, membro da equipe do GENS

RODRIGO BOUFLEUR – mestre e pesquisador da FAU-USP

Coordenação

Marcelo Braz – tecnólogo e educador, colaborador da Metareciclagem e do GENS

Donizete Soares, professor de filosofia e diretor do GENS

Público

Pessoas envolvidas e/ou críticas aos temas, ONGs, escolas, institutos,
interessados em geral

Período

de 6 setembro a 8 de novembro, das 9h30 às 12h30 – aos sábados

Local

Av. Prof. Lucio Martins Rodrigues, 403 – Trav 4 – Bl 28 - Cidade
Universitária - São Paulo, SP

Investimento

R$ 270,00 a vista ou 2 X R$ 140,00 ou 3 X R$100,00

Realização

GENS - Serviços Educacionais

Apoio

    * Projeto Cala-boca já morreu - http://www.cala-bocajamorreu.org
    * ITCP USP - Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares -
http://www.itcp.usp.br
    * Metareciclagem - http://rede.metareciclagem.org

Para solicitar Ficha de Inscrição, envie mensagem para

------>     [EMAIL PROTECTED]  <-------------

================Divulgacao=================</>

m'braz

2008/8/15 lu arembepe <[EMAIL PROTECTED]>:
> mbraz,
>
> cadê o pdf que voce falou sobre o "ciclo de oficinas e debates "???
>
> 2008/8/13 mbraz <[EMAIL PROTECTED]>
>>
>> como naquela thread - assunto, fio da meada - sobre Pra que? muita coisa
>> boa rolou, estou criando esta nova sobre como operacionalizar as propostas.
>>
>> Ate' porque toda thread gigante acaba saindo fora do foco em determinado
>> momento e fica dificil para todos acompanharem.
>>
>> Pra isso aparei alguns ramos, umas folhinhas, pra que aparecam novos
>> brotos. Ate' onde o pixel propoem encontros regionais e nacional. Havendo
>> incorrecoes os citados se manifestem, por gentileza, ou complementem:
>>
>> =================pra que??=========================
>>
>> efe: Se ainda tem alguém interessado em usar um sistema como esse.
>> Em chamar as coisas que faz de MetaReciclagem, e com isso
>> contar com o apoio de outras pessoas. Ou se ainda tem gente
>> interessada em apoiar os projetos de outrxs
>>
>> ruiz: opa
>>
>> ... acho que faz sentido a estrutura. até por esse monte de lab por ai que
>> eh metarec e ainda sabe soh mais ou menos.
>>
>> hudson: ... MetaClave que é um trabalho muito mas demorado pois depende
>> muito da mudança cultural em relação ao auxilio de pessoas com necessidades
>> especiais, somente a  minha irmã que é professora que se interessou pelo
>> assunto. Sempre penso que pode ter sido um "fracasso" os dois projetos por
>> falta de experiência e maturidade da minha parte, mas o desejo ainda
>> continua mas tenho o problema de infraestrutura pois ainda dependo somente
>> do computador daqui do trampo.
>>
>> O que é mais dificil é tentar levar tudo sozinho, mesmo tentando divulgar
>> é ainda questão cultural. Mas não desisiti e sim aguardando uma oportunidade
>> para retornar com os projetos.
>>
>> çtalker: Compartilho completamente o diagnóstico do FF sobre a inocuidade
>> de estruturas sem dynamos (como se diz na semiótica) ou sem desejo (para a
>> psicanálise)
>>
>> Temos que respeitar nossas novas realidades pessoais, ou seja, nosso amor
>> pelas ações autonomistas e inovadoras tem que ser sustentável em longo
>> prazo.
>>
>> Será que ao virarmos pessoas jurídicas, seremos obrigatoriamente iguais às
>> ONGs formadas nos anos 80 e 90, que a gente tanto malhava (com boas razões
>> mas nem tão bons afetos)? Elas próprias (as ONGs) absorveram inúmeras
>> inovações que o nosso ciberativismo inventou, assim como muitas as pessoas
>> nelas se empregam hoje.
>>
>> Esgotamos o combustível das paixões de começo e o que era volátil, já se
>> sublimou. Temos amor bastante para continuar? Toleraremos abandonar nossos
>> projetos nos dizendo que "foi curto o verão"?
>>
>> efe responde çtalker: eu não acho
>> que precisemos virar uma PJ específica... deveriam
>> existir infinitas formas de construir um agrupamento
>> diverso sem necessariamente passar por um estatuto
>> e cadastro na receita federal. ou não?
>>
>> >Temos amor bastante para continuar?
>>
>> ou alguma outra coisa? eu continuo acreditando que
>> isso aqui, seja lá como a gente chame, desempenhou
>> e pode voltar a desempenhar um papel importante na
>> disseminação de um tipo de sensibilidade íntima com
>> as tecnologias, todas elas. acho que é viável pensar
>> na metareciclagem como catalisadora de uma rede
>> aberta de inventorxs, de pessoas que são amigas
>> e criadoras de tecnologia. mas acho que precisamos
>> mudar algumas coisas fundamentais para chegar a isso.
>>
>> çtalker responde a efe:
>>
>> Eu, particularmente, gostaria muito de ter um cnpj para dar recibos de
>> doação e entrar em alguns editais públicos específicos, e de uma pj para
>> fazer convenios com escolas técnicas.
>>
>> Na informalidade é mais difícil, porque institucionalmente não pertencemos
>> a "campo profissional" específico algum. Então, acho que precisamos criar
>> interfaces com esse mundo institucional.
>>
>> O limite desse interfaceamento é o dele inverter a direção e ao inves de
>> ajudar a gente a parasitar o universo institucional, vira o contrário. Não
>> acho que exista regra para isso.
>>
>> fab balveddi responde a efe e çtalker:
>>
>> Bingo! interfaceS, mas não apenas UMA interface. Metareciclagem é rede,
>> e não PJ. O que tem de existir são inúmeros PJs parceiros distribuídos por
>> aí,
>> mas não um único PJ pra tudo.
>>
>> eiabel: acho importante destacar que metareciclagem é de domínio público,
>> respeitada sua autoria...
>>
>> Uma sociedade autônoma - vale dizer: não alienada de si mesma- é aquela
>> onde suas regras estão permanentemente em questão; onde, em outras palavras,
>> a ordem está em questão. Sempre que garantirmos esta possibilidade, mesmo
>> diante dos mecanismos conhecidos de apropriação privada e excludente do
>> poder e das riquezas, saberemos que estes mesmos mecanismos estarão sob uma
>> oposição de direito.
>>
>> Se uma decisão for absolutamente lógica, racional e dedutível de regras
>> pré-estabelecidas, bem, não houve decisão nenhuma, só uma aplicação de
>> princípios já dados, não é mesmo? A decisão verdadeira só ocorre quando você
>> se enfrenta com o inteiramente cabeludo, com o indecidível.
>>
>> A isso Oswald de Andrade chamou a contribuição milionária de todos os
>> erros.
>>
>> regis: metareciclagem é processo.
>> é o processo é rizoma
>> e o rizoma são pessoas
>> é pessoas é o sistema onde crescemos no grupo,precisamos do outro e no
>> outro metareciclamos.
>> metareciclagem e tecnologias alternativas e intuitivas.
>>
>>
>> liquuid: Tem lab que é e não sabe, ou não tem a manha pois ta crú e verde.
>> O resto é megalomania demais, tem poucos labs metarec, mas tem um monte de
>> labs ambulantes.
>>
>> efe responde a liquuid: fórum a gente já tentou e ninguém se apropriou.
>> mas
>> dá pra fazer dentro do próprio drupal. lista eu acho
>> limitada. serve pra isso que a gente tá fazendo agora,
>> mas pra combinar alguma ação é uma merda. fora
>> que condiciona a participação a um tipo de retórica
>> que acaba excluindo mais gente do que inclui. gosto
>> da lista, mas acho que não é suficiente.
>>
>> eu somo a isso um wiki estruturado. e o rede.metarec
>> que eu tô fazendo não é nada mais do que isso.
>>
>> mbraz responde a efe e liquuid: concordo com a questao dos labs que o
>> liquuid coloca, e a funcao de compartilhar tem que ser produzida, pois nao
>> faz parte da cultura geral, mas de caracteristicas ou bloqueios individuais,
>> Resumindo, aprende-se a compartilhar.
>>
>> a ideia dos relatos faz parte deste aprendizado, como forma de criar uma
>> diaspora - uma dispersao de pessoas e conhecimentos, mas nao uma disritmia.
>> Que acontece quando a dispersao fica excessiva, sem reconexao dos vetores
>> geradores.
>>
>> Porem como pessoa, reservo-me o direito de quando faze-lo, o relato. Usar
>> a surpresa como tatica; re_citando çtalker: surpreender e surpreender-se e'
>> uma questao de tonalidade afetiva.
>>
>> dpadua:
>>
>> eu acho que existe um problema de estratégia
>> de comunicação, que a gente nunca conseguiu resolver.
>> culpa de todo mundo, lógico. imho, a função dessas
>> 300 e tantas pessoas é mapear e relatar. montar um
>> varal apontando o que tá rolando. simples e realista.
>> se sobre 1 metarecicleiro de pé fazendo isso, a
>> nação tá garantida.
>>
>> enfim, sendo prático: primeiro ponto a resolver - infra-física
>> pra leigo conseguir mexer em infra-lógica. se for pra complicar,
>> que se faça passo-a-passo. metarec antes de mais nada
>> é xemelizar.
>>
>> efe responde a dpadua:
>>  isso a gente já tentou com wikis. e aí, das duas uma:
>> ou dependia de alguém pra fazer o papel de jardineirx
>> (porque, querendo ou não, sentir-se na liberdade de
>> mexer numa página de wiki é um passo grande a se dar),
>> ou se começava a documentar, e logo as coisas saíam
>> de qualquer padrão arbitrário que a gente tivesse criado,
>> e tendiam ao caos. o tal do puta drupal com mil recursos,
>> na real, é só uma tentativa de fazer exatamente isso,
>> mas facilitando pra quem não tem a manha de wiki
>> (a manha conceitual, não a técnica). e também pra
>> facilitar as pessoas que chegam no site sem saber de
>> nada de blog, wiki, e essas coisas. tô falando de
>> pensar uma arquitetura/estrutura que traduza toda
>> essa coisa colaborativa pra não-iniciadxs.
>>
>> a gente não tem estratégia de comunicação porque a gente
>> não tem estratégia de ação. "estratégia de comunicação"
>> é quando tu sabe o que quer comunicar. o que nos falta,
>> pra mim, é outra coisa: intercomunicação e compartilhamento.
>>
>> mbraz: nao chamo o que faco de metareciclagem, se alguem quiser chamar que
>> chame e ficarei feliz por isto. Explico: ja' ha' algum tempo ficou mais
>> facil pra mim dizer o que nao e' metareciclagem. Exemplo, posso afirmar com
>> todas as letras que CDI nao e' metareciclagem. E uma outras tantas acoes que
>> tambem nao sao. Nao que tenha algum poder sobre a definicao da coisa, do
>> conceito metarec. E' so' uma desencanacao sadia. Em outros termos seria algo
>> proximo do gestaltismo - http://pt.wikipedia.org/wiki/Gestalt, so' consigo
>> destacar a forma pela diferenciacao do fundo.
>>
>> lu:
>>
>> por onde é que a gente pode começar?
>> de repente com algo prático,
>> como um grupo de estudo semanal e dentro destes estudos
>> começarmos a articulação local do tal encontro intergalatico.
>> e o tema que de prima veio na minha cabeça: tecnomagia.
>> (porque será?)
>>
>>
>> tentar reconstruir a idéia da galera diretamente nas ruas..
>>
>> sei que tem muito trabalho a ser feito!!!
>>
>> e precisamos nos re-unir mesmo...
>>
>> pixel:
>>
>> eu sou a favor de 'encontros regionais', regados à cerveja, e de um
>> 'encontro nacional', junto com algum evento desses, com objetivos
>> pensados nos regionais.
>>
>> o que acham?
>>
>> =================pra que??=========================
>>
>> e seguiu e segue a rima ... ;)
>>
>> m'braz
>>
>>
>>
>> --
>> ---------------
>> ava ñe'ë mβռăʒ
>> --------------------------------
>> Sem semear, semente nao brota - Makanu tanewa haenu. (proverbio japones)
>> ------------------------------------------------------------------
>>
>> _______________________________________________
>> Lista de discussão da MetaReciclagem
>> Envie mensagens para [email protected]
>> http://lista.metareciclagem.org
>
>
>
> --
> //lu arembepe
>
> imagine um mundo onde as fórmulas são compartilhadas e livres para serem
> adaptadas. imagine que tudo seja matéria-prima para a criatividade humana. o
> que você faria com isso? o que você mudaria com isso?
>
> http://estudiolivre.org/el-user.php?view_user=marialu
> http://filmeola.blogspot.com
>
>
>
>
> _______________________________________________
> Lista de discussão da MetaReciclagem
> Envie mensagens para [email protected]
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Sem semear, semente nao brota - Makanu tanewa haenu. (proverbio japones)
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