A galera tá animada nesta sexta-feira, hein? Vou sair daqui a pouco e por isso não vou colar aqui os trechos da fala de cada um pq vai demorar e li tudo de uma única vez (fontes citadas: orlando, felipe, patrícia, fernanda, lelex, mbraz)
Como alguém que chegou há pouco, assim como o Orlando, acho as discussões que rolam aqui interessantes, mas não me sinto bem-vinda e às vezes intimidada a falar. Por mais contraditório que isso soe... mesmo assim, vou tentando de todo e qq jeito: teimosia, ignorância, ingenuidade, submissão, arrogância, ironia, equívocos, paciência, palpites, informações relevantes/inadequadas/sem importância, boa vontade... Dias atrás, quando veio a primeira mensagem sobre as propostas para home, disse que achava que ela era para iniciados. Achei estranho que ninguém se posicionasse sobre ela pq eu pensava "só eu acho que esse negócio precisa mudar/pode se transformar?", "ninguém mais acha que a home é algo importante para O/A proposta/movimento/ideologia/ação contraditória,complexa e emergente metareciclagem"? Aí, partindo da home, comecei um estudo pessoal, num método bem cartesiano e com resultado pra lá de careta para entender e localizar os "meios questionamentos e meias propostas" escondidos/perdidos/guardados/jogados/postados/emoldurados em algum lugar/não-lugar do site (desencanei da home a esta altura do campeonato). Como alguém que chega na palestra iniciada, na aula que vc não entende ou não consegue prestar atenção, comecei uma conversa paralela e enchi o saco do Felipe milhões de vezes por dia (valeu pela paciência!) para tentar "entender" as coisas (como disse o Tom Jobim, "esse negócio de entender de uma coisa, tem que amar. Quando você ama, isso cria uma capacidade. Você se interessa pela coisa, você começa a olhar." ). E aqui cabe um link com aquele papo do "amador", que a Lele e a Fernanda encabeçaram há pouco... A Patrícia falou sobre a adequação do "tamanho da porta" para os que chegam e querem entrar. Então eu me lembrei das exposições dos meus amigos designers quando estava na faculdade. Um outro amigo, funcionário, dizia "xi...lá vem... aquela exposição de cadeira que vc olha, olha e não sabe onde senta". Pois é, para mim, a metareciclagem é assim. Não tem porta. Ou talvez, ninguém saiba onde ela esteja, que tamanho tem, ou se ela abre ou não. Mas quem chega precisa olhar para tentar descobrir. Se for uma porta, provavelmente estará fechada e ele/ela tem que decidir se bate e espera alguém abrir, se arromba ou se vai embora. Na melhor das hipóteses e com um pouco de sorte, talvez esteja entreaberta ou haja algum buraco ou janela que faça as vezes da porta. Qual a diferença entre metareciclagem e a exposição de cadeiras? É que na exposição tinha uma placa, uma simples placa, onde estava escrito: "exposição de cadeiras dos alunos da turma X". Pois é... acho que isso é o que falta para a home. Se o nome é "cartão de visitas" ou "tapão no ouvido", eu não sei. Pode ser uma questão de definição/votação/omissão/democracia ou ditadura se as discussões simplesmente pararem sem uma "conclusão", ou como diz a filha de uma artista cujo nome eu esqueci: "uma certeza temporária" (antes de cada frase ou pergunta que lhe fazem, ela fala "minha certeza temporária por enquanto me diz que...."). Não sei vcs, mas eu, vez ou outra, preciso de uma "certeza temporária" para sair do lugar (mesmo que depois eu decida voltar, abandoná-lo, ficar parada um tempão, dormir, cochilar, sair correndo, fugir deste lugar). E como seria esta "placa"? A boca-casa de mosquitos do mbraz já resolveu e a piada da Patrícia junto com a *imagem* que já ta na home (aproprie-se, bla-bla...) são, no meu ponto de vista, mais do que suficientes. Detalhe 1: não faz a menor diferença se o cara leu Umberto Eco ou não e nem precisamos citar/explicar, o importante é que quem chega tem mais de um caminho para escolher e que depois, lá na frente, ele descubra que tanto faz o caminho escolhido, porque eles se cruzam e viram outro(s). Acho que isso tem a ver com metareciclagem. Eu gosto, mas... apocalíptico e integrado ta difícil? (botão do meio, se não entender, será pelo menos o lugar da dúvida) A gente inventa outros nomes... [outro dia estava fazendo trilha na Chapada dos Veadeiros e o guia, ao explicar as coisas dos ovnis, energia e outras viagens que rolam no lugar, me perguntou: aqui só tem dois tipos de pessoas: malucos ou simpatizantes, vc é qual? Sem saber o que era cada um deles, escolhi e continuei...). O que cabe em cada um?Aí vai ter rolar uma rave de postagens para decidir... pensemos nisso daqui a pouco... Detalhe 2: Eu deixaria o texto da Patrícia tal como está (só pq acredito em fadas e duendes, viu?), fazendo uma pequena alteração no final: " Não nos responsabilizamos pelas modificações causadas nos seus neurônios após o convívio (prolongado ou não) *em nossa* comunidade". Trocaria *em nossa* por *"nesta"* ou *"com esta"* porque aí o nossa pode ser de quem é novo e velho, dentro e fora, aqui e acolá, perto ou longe, tanto faz. Deixaria a moderação para lá pq cada um sabe o seu limite. E, convenhamos, como na propaganda de cerveja ou cigarro: este lembrete não faz diferença nenhuma se o cara quer beber ou fumar, pouco ou até morrer. O aviso só tá lá porque a lei exige. E me parece que metareciclagem não dá lugar para o que é supérfluo (indefinição, possibilidade, sim, mas excesso talvez não... sei lá... é o que está soprando no meu ouvido o anjo-diabo da minha certeza temporária de hoje). Cuidado 1: Embora seja a favor de "pensar no leitor no momento da escrita", não acho que ela deva ser "barateada" ou devamos ser condescendentes com ele. Como sintetizar sem reduzir? Sei lá... Vamos ter que tentar... milhões de vezes talvez... Isso é um caso do tipo piada intelectualóide: qual a diferença entre a gestalt e a semiótica? Uma simplifica o que é muito difícil conseguir e a outra, complica o que é muito fácil de entender... "O todo é maior do que a soma de todas as partes" ou "signo, significado, significante"? qual vc prefere? Como vamos fazer, testar e tentar? Não vejo outra alternativa a não ser a velha e boa mão na massa. Sou super a favor da divisão de tarefas que o Rui já sugeriu dias atrás e a Patrícia retomou hoje (podemos ter outra sexta/segunda/terça/qq dia da semana animada como esta só para isso) e me disponho a colaborar. Agora, por conta do meu tempo, posso assumir aquela tarefa "de presidiário" (sabe? Aquela bem chata, que demora e ninguém quer, mas é necessária e requer paciência? pois é...), que eu possa fazer um pouco por dia. Quem lembrou de alguma necessidade deste tipo, que me eleja como seu auxiliar... [eu não entendo desta parte de sistemas, só para avisar. Talvez por isso prefira uma home editada por um pequeno grupo de pessoas]. Cuidado 2: Já que o mundo não é pequeno e agora estamos ficando em muitos, mas queremos mais/outros/novos/os velhos/só os de sempre/um grupo de protagonistas e vários coadjuvantes/ uns idiotas com mais consciência e outros conscientes idiotas, o fato é que ficou evidente que a home tem que ser outra. Se o público está no alvo ou nunca deveria estar – pq não é por aí ou é +- num outro conceito – vamos deixar isto sem nome e sem forma... Mas, de qualquer modo, algo sem forma e sem nome que está num mundo que a gente não sabe qual é requer uma home (e pq não o próprio site) acessível/inclusiva (com as limitações que os dois termos carregam) compatível com os "objetivos" implícitos e explícitos da/do metareciclagem. Não dá pra dizer que dá para mudar a home, sem pensar no que existe por trás dela. E só para terminar como comecei... sou filha do construtivismo/construcionismo tb. E isso cansa. Às vezes ir para escola e ter que fazer o próprio material, pensar contra e favor ao mesmo tempo, ter que escolher sem saber o quê, desconstruir ou desmanchar para fazer de novo, dá um trabalho e tanto... Mas é como brincar na praia, se o que foi feito é um castelo ou um buraco, não importa. As ondas , o mar e a areia tão sempre lá... Construir/desconstruir não significa não ter estrutura... Só não vale morrer na praia! Já chega, né? Para alguém que se sente intimidada, falei demais!!!! Abs Tati P.S. Acho prudente avisar que uso windows por falta de oportunidade/conhecimento/apoio, caso este seja um critério para permanência ou expulsão da lista. Se eu puder recorrer da decisão (só no caso disso ser uma democracia hipócrita), aprendi dia desses o que é livecd e installfests, tá?
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