Tati,

Me sinto um intimidado menos solitário agora Rs Rs :).

Na melhor das hipóteses e com um pouco de sorte, talvez esteja entreaberta
ou haja algum buraco ou janela que faça as vezes da porta. Qual a diferença
entre metareciclagem e a exposição de cadeiras? É que na exposição tinha uma
placa, uma simples placa, onde estava escrito: "exposição de cadeiras dos
alunos da turma X".

Adorei a analogia com a exposição de cadeiras, mas acho que a diferença é
que lá sabiam que aquilo era uma exposição de cadeiras. Rs

Não dá pra dizer que dá para mudar a home, sem pensar no que existe por trás
dela.

Engraçado. Pensei nisso durante a discussão.


Ah... E esse lance do Windows. Não consigo imaginar o povo da (do)
MetaReciclagem descriminando ninguém só porque usa Windows. Só zoação mesmo,
né?!

Abração.






2008/9/12 Tatiana Prado <[EMAIL PROTECTED]>

> A galera tá animada nesta sexta-feira, hein? Vou sair daqui a pouco e por
> isso não vou colar aqui os trechos da fala de cada um pq vai demorar e li
> tudo de uma única vez (fontes citadas: orlando, felipe, patrícia, fernanda,
> lelex, mbraz)
>
>
>
> Como alguém que chegou há pouco, assim como o Orlando, acho as discussões
> que rolam aqui interessantes, mas não me sinto bem-vinda e às vezes
> intimidada a falar. Por mais contraditório que isso soe... mesmo assim, vou
> tentando de todo e qq jeito: teimosia, ignorância, ingenuidade, submissão,
> arrogância, ironia, equívocos, paciência, palpites, informações
> relevantes/inadequadas/sem importância, boa vontade...
>
>
>
> Dias atrás, quando veio a primeira mensagem sobre as propostas para home,
> disse que achava que ela era para iniciados. Achei estranho que ninguém se
> posicionasse sobre ela pq eu pensava "só eu acho que esse negócio precisa
> mudar/pode se transformar?", "ninguém mais acha que a home é algo importante
> para O/A proposta/movimento/ideologia/ação contraditória,complexa e
> emergente metareciclagem"?  Aí, partindo da home, comecei um estudo
> pessoal, num método bem cartesiano e com resultado pra lá de careta para
> entender e localizar os "meios questionamentos e meias propostas"
> escondidos/perdidos/guardados/jogados/postados/emoldurados em algum
> lugar/não-lugar do site (desencanei da home a esta altura do campeonato).
> Como alguém que chega na palestra iniciada, na aula que vc não entende ou
> não consegue prestar atenção, comecei uma conversa paralela e enchi o saco
> do Felipe milhões de vezes por dia (valeu pela paciência!) para tentar
> "entender" as coisas (como disse o Tom Jobim, "esse negócio de entender de
> uma coisa, tem que amar. Quando você ama, isso cria uma capacidade. Você se
> interessa pela coisa, você começa a olhar." ). E aqui cabe um link com
> aquele papo do "amador", que a Lele e a Fernanda encabeçaram há pouco...
>
>
>
> A Patrícia falou sobre a adequação do "tamanho da porta" para os que chegam
> e querem entrar. Então eu me lembrei das exposições dos meus amigos
> designers quando estava na faculdade. Um outro amigo, funcionário, dizia
> "xi...lá vem... aquela exposição de cadeira que vc olha, olha e não sabe
> onde senta". Pois é, para mim, a metareciclagem é assim. Não tem porta. Ou
> talvez, ninguém saiba onde ela esteja, que tamanho tem, ou se ela abre ou
> não. Mas quem chega precisa olhar para tentar descobrir. Se for uma porta,
> provavelmente estará fechada e ele/ela tem que decidir se bate e espera
> alguém abrir, se arromba ou se vai embora. Na melhor das hipóteses e com um
> pouco de sorte, talvez esteja entreaberta ou haja algum buraco ou janela que
> faça as vezes da porta. Qual a diferença entre metareciclagem e a exposição
> de cadeiras? É que na exposição tinha uma placa, uma simples placa, onde
> estava escrito: "exposição de cadeiras dos alunos da turma X".
>
>
>
> Pois é... acho que isso é o que falta para a home. Se o nome é "cartão de
> visitas" ou "tapão no ouvido", eu não sei.  Pode ser uma questão de
> definição/votação/omissão/democracia ou ditadura se as discussões
> simplesmente pararem sem uma "conclusão", ou como diz a filha de uma artista
> cujo nome eu esqueci: "uma certeza temporária" (antes de cada frase ou
> pergunta que lhe fazem, ela fala "minha certeza temporária por enquanto me
> diz que...."). Não sei vcs, mas eu, vez ou outra, preciso de uma "certeza
> temporária" para sair do lugar (mesmo que depois eu decida voltar,
> abandoná-lo, ficar parada um tempão, dormir, cochilar, sair correndo, fugir
> deste lugar).
>
>
>
> E como seria esta "placa"? A boca-casa de mosquitos do mbraz já resolveu e
> a piada da Patrícia junto com a *imagem* que já ta na home (aproprie-se,
> bla-bla...) são, no meu ponto de vista, mais do que suficientes.
>
> Detalhe 1: não faz a menor diferença se o cara leu Umberto Eco ou não e nem
> precisamos citar/explicar, o importante é que quem chega tem mais de um
> caminho para escolher e que depois, lá na frente, ele descubra que tanto faz
> o caminho escolhido, porque eles se cruzam e viram outro(s). Acho que isso
> tem a ver com metareciclagem. Eu gosto, mas... apocalíptico e integrado ta
> difícil? (botão do meio, se não entender, será pelo menos o lugar da dúvida)
> A gente inventa outros nomes... [outro dia estava fazendo trilha na Chapada
> dos Veadeiros e o guia, ao explicar as coisas dos ovnis, energia e outras
> viagens que rolam no lugar, me perguntou: aqui só tem dois tipos de pessoas:
> malucos ou simpatizantes, vc é qual?  Sem saber o que era cada um deles,
> escolhi e continuei...).
>
> O que cabe em cada um?Aí vai ter rolar uma rave de postagens para
> decidir... pensemos nisso daqui a pouco...
>
>
>
> Detalhe 2: Eu deixaria o texto da Patrícia tal como está (só pq acredito em
> fadas e duendes, viu?), fazendo uma pequena alteração no final: " Não nos
> responsabilizamos pelas modificações causadas nos seus neurônios após o
> convívio (prolongado ou não) *em nossa* comunidade". Trocaria *em nossa*por
> *"nesta"* ou *"com esta"* porque aí o nossa pode ser de quem é novo e
> velho, dentro e fora, aqui e acolá, perto ou longe, tanto faz. Deixaria a
> moderação para lá pq cada um sabe o seu limite. E, convenhamos, como na
> propaganda de cerveja ou cigarro: este lembrete não faz diferença nenhuma se
> o cara quer beber ou fumar, pouco ou até morrer. O aviso só tá lá porque a
> lei exige. E me parece que metareciclagem não dá lugar para o que é
> supérfluo (indefinição, possibilidade, sim, mas excesso talvez não... sei
> lá... é o que está soprando no meu ouvido o anjo-diabo da minha certeza
> temporária de hoje).
>
>
>
> Cuidado 1: Embora seja a favor de "pensar no leitor no momento da escrita",
> não acho que ela deva ser "barateada" ou devamos ser condescendentes com
> ele. Como sintetizar sem reduzir? Sei lá... Vamos ter que tentar... milhões
> de vezes talvez... Isso é um caso do tipo piada intelectualóide: qual a
> diferença entre a gestalt e a semiótica? Uma simplifica o que é muito
> difícil conseguir e a outra, complica o que é muito fácil de entender... "O
> todo é maior do que a soma de todas as partes" ou "signo, significado,
> significante"? qual vc prefere?
>
> Como vamos fazer, testar e tentar? Não vejo outra alternativa a não ser a
> velha e boa mão na massa. Sou super a favor da divisão de tarefas que o Rui
> já sugeriu dias atrás e a Patrícia retomou hoje (podemos ter outra
> sexta/segunda/terça/qq dia da semana animada como esta só para isso) e me
> disponho a colaborar. Agora, por conta do meu tempo, posso assumir aquela
> tarefa "de presidiário" (sabe? Aquela bem chata, que demora e ninguém quer,
> mas é necessária e requer paciência? pois é...), que eu possa fazer um pouco
> por dia. Quem lembrou de alguma necessidade deste tipo, que me eleja como
> seu auxiliar... [eu não entendo desta parte de sistemas, só para avisar.
> Talvez por isso prefira uma home editada por um pequeno grupo de pessoas].
>
>
>
> Cuidado 2: Já que o mundo não é pequeno e agora estamos ficando em muitos,
> mas queremos mais/outros/novos/os velhos/só os de sempre/um grupo de
> protagonistas e vários coadjuvantes/ uns idiotas com mais consciência e
> outros conscientes idiotas, o fato é que ficou evidente que a home tem que
> ser outra. Se o público está no alvo ou nunca deveria estar –  pq não é
> por aí ou é +- num outro conceito –   vamos deixar isto sem nome e sem
> forma... Mas, de qualquer modo, algo sem forma e sem nome que está num mundo
> que a gente não sabe qual é requer uma home (e pq não o próprio site)
> acessível/inclusiva (com as limitações que os dois termos carregam)
> compatível com os "objetivos" implícitos e explícitos da/do metareciclagem.
> Não dá pra dizer que dá para mudar a home, sem pensar no que existe por trás
> dela.
>
>
>
> E só para terminar como comecei... sou filha do
> construtivismo/construcionismo tb. E isso cansa. Às vezes ir para escola e
> ter que fazer o próprio material, pensar contra e favor ao mesmo tempo, ter
> que escolher sem saber o quê, desconstruir ou desmanchar para fazer de novo,
> dá um trabalho e tanto... Mas é como brincar na praia, se o que foi feito é
> um castelo ou um buraco, não importa. As ondas , o mar e a areia tão sempre
> lá... Construir/desconstruir não significa não ter estrutura... Só não vale
> morrer na praia!
>
>
>
>
>
> Já chega, né? Para alguém que se sente intimidada, falei demais!!!!
>
>
>
> Abs
>
> Tati
>
>
>
> P.S. Acho prudente avisar que uso windows por falta de
> oportunidade/conhecimento/apoio, caso este seja um critério para permanência
> ou expulsão da lista. Se eu puder recorrer da decisão (só no caso disso ser
> uma democracia hipócrita), aprendi dia desses o que é livecd e installfests,
> tá?
>
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