On Wed, Apr 03, 2002 at 10:13:49PM -0300, Juliana Freire wrote:
> Opa, n�o � bem assim.
> A tabela de verdade da implica��o �:
> 
> p  q  p->q
> 
> V  V   V
> V  F   F
> F  V   V
> F  F   V
> 
> Acho que nas duas primeiras linhas n�o tem como ter d�vida, mas nas duas
> �ltimas � meio esquisito da primeira vez que se v� isso.  Para entender, eu
> sempre achei mais f�cil pensar em exemplos bem absurdos, tipo: p = o c�u �
> verde q = elefantes voam A frase "Se o c�u � verde, ent�o
> elefantes voam" � verdadeira? �, u�... O c�u n�o � verde mesmo, eu posso
> colocar qualquer coisa como conseq��ncia desse fato, que vai ser verdade. A
> frase n�o est� dizendo que elefantes voam, mas que o c�u ser verde implica em
> elefantes voarem. Como voc� vai contestar que essa frase seja verdade, se o
> c�u n�o � verde?  A mesma coisa vale colocando uma coisa verdadeira na
> consequencia. Por
> exemplo, num belo dia de sol, o professor entra na sala e diz "Se hoje est�
> chovendo, ent�o vou dar uma prova surpresa." E tem prova. A frase que ele
> disse continua sendo verdadeira. Ele disse que se estivesse chovendo teria
> prova. N�o disse nada sobre o que aconteceria se estivesse fazendo sol!
> Estava sol e ele deu prova, ou seja, a implica��o ficou F->V. Mas ele n�o
> disse nenhuma mentira, o que qualifica a frase como verdadeira!
> 
> O seu erro est� no sentido que voc� est� considerando a palavra "implicar".
> Quando analisamos estas express�es l�gicas, todas as vari�veis (JaP e Pb, por
> exemplo) tem um valor determinado (V ou F) e ent�o descobrimos o valor da
> frase inteira. O valor de JaP n�o vai definir o valor de Pb, mas sim o valor
> das duas vai definir o valor da implica��o.
> 
> Espero que tenha explicado...
> 
> 
> - Juliana
> 
> 
> ----- Original Message -----
> From: "Gustavo Martins" <[EMAIL PROTECTED]>
> To: "Lista OBM" <[EMAIL PROTECTED]>
> Sent: Monday, January 21, 1980 6:46 PM
> Subject: [obm-l] Logica
> 
> 
> Li algo que diz que, se p falso e q, verdadeiro, pode-se concluir que p -> q
> sera verdadeiro.  Como e dito que isso vale sempre, tambem devera valer para
> este exemplo:
> 
> Vamos ver se JaP -> Pb e verdadeira, onde JaP significa "jogador do time a
> faz ponto" e Pb "ponto do time b". Ou seja, sempre que um jogador de A fizer
> ponto, B tambem  fara ponto.  Entao, se num dado momento, JaP for falso e Pb,
> verdadeiro, podemos concluir que a afirmacao e verdadeira.
> 
> Mas sabemos que nao e.
> 
> Talvez o texto de logica que eu li esteja mal escrito. Alguem pode me dizer
> qual e a regra correta?

N�o entendi bem o exemplo do Gustavo, mas uma diferen�a entre o uso matem�tico
de 'implica' (explicado pela Juliana) e o uso coloquial est� em que no uso
coloquial subentende-se (pelo menos em geral) que uma das afirma��es tem
alguma coisa a ver com a outra. Se afirmamos que p => q normalmente 
interpretamos que h� uma uma esp�cie de rela��o de causa e efeito entre
p e q. Mesmo as duas primeiras linhas da tabela podem gerar um pouco
de confus�o. A frase:

  Se hoje est� chovendo ent�o ontem eu lavei meu carro.

normalmente seria interpretada como humor�stica, como sugerindo que

  Hoje chove PORQUE ontem eu lavei o carro.

A l�gica de afirma��es factuais � muito mais simples do que a de rela��es
de causa e efeito. O matem�tico gosta das coisas mais simples e portanto
a l�gica matem�tica (pelo menos a mais simples e mais usual) n�o considera
rela��es de causa e efeito, considera apenas se afirma��es s�o verdadeiras
ou falsas.

[]s, N.
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O administrador desta lista � <[EMAIL PROTECTED]>
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