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Pedro,
Infelizmente, alguns autores n�o consideram o zero
como sendo um n�mero positivo ou negativo. Ou, mais rigorosamente, n�o o
consideram como n�mero alg�brico. Como voc� pediu uma explica��o
detalhada, veja:
Para a + b + c = 7, v�m:
0 + 0 + 7 = 7 � solu��o, portanto as permuta��es desses tr�s n�meros (dois repetidos) representam: 3!/2! = 3 solu��es 0 + 1 + 6 = 7 � solu��o, n�o havendo n�meros repetidos, temos as permuta��es de tr�s n�meros, isto �, 3! = 6 solu��es 0 + 2 + 5 = 7 � solu��o, de forma an�loga, 3! = 6 solu��es 0 + 3 + 4 = 7 � solu��o, assim, temos: 3! = 6 solu��es Observe que o n�mero total de solu��es em que a ou b ou
c � zero ser�: 3 + 6 + 6 + 6 = 21
De maneira semelhante, ainda teremos:
1 + 1 + 5 = 7 3!/2! = 3 solu��es
1 + 2 + 4 = 7 3! = 6 solu��es 1 + 3 + 3 = 7 3!/2! = 3 solu��es 2 + 2 + 3 = 7 3!/2! = 3 solu��es Agora, a e b e c s�o diferentes de zero. O n�mero
total de solu��es ser�: 3 + 6 + 3 + 3 = 15
N�o � dif�cil concluir o que disse eu inicialmente: quando o autor se
referiu a "solu��es inteiras positivas", ele tinha em mente que as tr�s
inc�gnitas fossem diferentes de zero; ao dizer "solu��es inteiras n�o
negativas", ele intencionava que uma das inc�gnitas, pelo menos, fosse
igual a zero. Logo, o item (a) corresponde a 15 solu��es e o item (b)
corresponde a 21+15=36 solu��es.
E, de fato, n�o � f�cil saber o que o "autor tem em mente" ao elaborar uma
quest�o. Como se diz, quem quer uma boa resposta deve fazer uma boa pergunta.
Como a quest�o consta de dois itens, quando lemos, temos a impress�o de que o
autor est� louco perguntando duas vezes a mesma coisa (o que n�o costuma
ocorrer...), ou que h� algum detalhe que estamos perdendo...
Uma outra d�vida freq�ente est� no conjunto dos n�meros naturais: o
zero pertence ou n�o a ele? A maioria diz que sim, outros, entretanto,
n�o. O zero, ou aus�ncia de objetos num conjunto, n�o era em geral aceito
como n�mero antes do s�culo XIII.
A explica��o, certa vez li, est� em que alguns constroem os naturais por axiomas de Peanno, enquanto outros, n�o. Enfim, espero ter podido ajud�-lo e, qualquer d�vida, n�o hesite: pergunte!
;-)
Um forte abra�o,
Rafael de A. Sampaio
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