N�o tenho certeza sobre o tal paradoxo, mas ao que me parece seria
relativo ao processo de obten��o dessa corda.

Escolhendo ao acaso uma corda de uma circunfer�ncia, qual � a
probabilidade de que ela seja maior que o lado do tri�ngulo equil�tero
inscrito nessa 
circunfer�ncia?

Se escolhermos uma corda j� "pronta" dentro da circunfer�ncia a
probabilidade � diferente de considerar essa corda(que n�o deixa de ser
um segmento de reta) formada pela uni�o de 2 pontos escolhidos
aleatoriamente na circunfer�ncia.

No caso da corda j� "pronta" acho que a probabilidade � 1/2. Tra�a-se o
di�metro da circunfer�ncia e considerando-se a corda perpendicular a
este di�metro, ela teria somente metade do segmento para ser maior que o
lado do triangulo eq�il�tero inscrito.

Agora, se formarmos a corda por 2 pontos escolhidos aletoriamente
teremos 2 possibilidades:

a) o primeiro ponto cai dentro da circunfer�ncia conc�ntrica � citada no
enunciado, e com raio de metade da mesma(N�o sei se usei o portugu�s
corretamente... "O primeiro ponto cai dentro de uma circunfer�ncia de
raio 2, se a circunfer�ncia citada no enunciado for de raio 4. Estas
duas s�o concentricas). Se assim for, ent�o o pr�ximo ponto poder� cair
onde quiser que ele ser� maior que o lado do triangulo eq�il�tero
inscrito.

b) primeiro ponto cai dentro da circunfer�ncia conc�ntrica � citada no
enunciado, e com raio de metade da mesma. Ent�o teria-se que calcular a
�rea em que o outro ponto poderia ser posto para satisfazer a condi��o
do enunciado. Na verdade esse c�lculo acho que � bem complicado... pois
pelo que deu pra perceber existe uma probabilidade m�nima e uma
probabilidade m�xima, que seriam respectivamente se o primeiro ponto
ca�sse em cima da circunfer�ncia de raio maior, ou se o primeiro ponto
ca�sse em cima da de raio menor. Por sinal eu gostaria de saber de
algu�m como seria o calculo dessa probabilidade m�dia. Seria tomando uma
�rea m�dia? Ou fazendo a media das probabilidades m�nima e m�xima? Ou
tanto faz? Heheheh eu realmente fiquei na duvida

N�o sei se � isso que realmente define o tal paradoxo, mas pelo que deu
a entender � isso. Bem interessante!

Abra�os, Douglas Ribeiro

-----Mensagem original-----
De: [EMAIL PROTECTED] [mailto:[EMAIL PROTECTED] Em
nome de Nicolau C. Saldanha
Enviada em: quarta-feira, 11 de fevereiro de 2004 11:39
Para: [EMAIL PROTECTED]
Assunto: Re: [obm-l] O PARADOXO DE BERTRAND!

On Tue, Feb 10, 2004 at 08:26:56PM -0300, [EMAIL PROTECTED] wrote:
> Turma! Alguma id�ia a respeito do problema dos dados? Eu,
particularmente,
> continuo na mesma, apesar de achar o racioc�nio muito parecido com o
da
> Pen�lope x Ol�via, elucidado recentemente pelo Ralph. Enquanto isso,
vejam
> abaixo um famoso paradoxo em que incrivelmente um problema sobre
> probabilidades passa a ter diversas respostas.

Voc� quer dizer aquele que eu propus e repito abaixo?
� muito dif�cil, e a dificuldade � combinat�ria,
nada a ver com estes problemas de probabilidade com
um racioc�nio certo e outro errado.

[]s, N.

PS: O que � o paradoxo de Bertrand?

========================================================================
====

Tome uma cole��o finita de dados. Os dados n�o precisam ter 6 faces,
o n�mero de faces � um inteiro positivo qq n, e as faces s�o numeradas
de 1 a n. O valor de n (o n�mero de faces) pode inclusive variar de um
dado
para outro, isto �, estamos misturando dados de v�rios tipos.
A �nica restri��o � que cada dado deve ser honesto, i.e.,
que em um dado com n faces cada face tem probabilidade 1/n.
Os dados tamb�m s�o independentes uns dos outros, claro.
Vamos jogar todos os dados da cole��o e somar todos os n�meros
sorteados:
chamemos esta soma de N.

� bem f�cil calcular os valores m�nimo e m�ximo poss�vel de N:
Nmin � o n�mero de dados e Nmax � o n�mero total de faces de todos os
dados.
Seja Nm = (Nmin + Nmax)/2.

Sejam N1 > N2 >= Nm. Prove que prob(N=N1) <= prob(N=N2).

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=
Instru��es para entrar na lista, sair da lista e usar a lista em
http://www.mat.puc-rio.br/~nicolau/olimp/obm-l.html
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Instru��es para entrar na lista, sair da lista e usar a lista em
http://www.mat.puc-rio.br/~nicolau/olimp/obm-l.html
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