Olá Cláudio.

   Essa expressão que você encontrou, n^(1/n) para a inversa
de f(n)  só é válida para 0<n<=1, pelas considerações feitas
por mim e pelo Sallab.
Veja que não estamos mais analisando n real e não n natural,
pois já vimos que n^n^n^...  diverge e não tem limite para n>1 e
que não existe para n = 0.

   Você deve ter feito o seguinte (considerando agora x real):

  x^x^x^x^... = n = f(x)
 x^(x^x^x^x^...) = n
ln (x^(x^x^x^x^...)) = ln n
 ( x^x^x^...)* ln(x) = ln n
    n * ln(x) = ln n
     ln (x) = (ln n)/n
      x = e^((ln n)/n)
      x = e^( (ln n)* (1/n) )
         = (e^( (ln n) ) ) ^(1/n)

(justificativa  m ^(p*q) = (m^p)^q)  )

        = n ^(1/n)

  logo se  f(x) = x^x^x^... então
              f(n^(1/n)) = n  (porque f(x) = n)

   O que deve estar te confundindo é que
 n^(1/n)  é a inversa de f(n), (basta
trocar x por n para ver isso) pois
a inversa tem a propriedade que

   f(  f^(-1) (n) ) = n

então comparando as duas expressões:
  f(  f^(-1) (n) ) = n     e
  f ( n^(1/n) ) = n

então

  f^(-1) (n) = n^(1/n)  , pois f injetiva, conforme
você afirma.

   Troque agora n por x e temos

   f^(-1) (x) = x^(1/x)

   Claro que esta expressão f^(-1) só é valida tomando-se como domínio
a imagem da função f (x), que como vimos é (0,1].

     Bom. Peço humildemente aos membros da lista que corrijam as
possíveis
besteiras que eu possa ter dito.  Neste caso é lógico que a função
x^x^x^x^...
nunca atingirá o valor 3, nos naturais pois seu valor máximo é 1
quando x = 1 e não existe para x>1.

Abraço a todos.
Ronaldo Luiz Alonso


Claudio Gustavo wrote:

>   Desculpe, pois não fui claro na minha solução. Na verdade não é a
> função f(x) que é decrescente, mas sim a função representada por
> n^(1/n) que é decrescente para o n maior que 3 (vai tender para 1).
> Quanto a como eu cheguei nesse n^(1/n), foi considerando o caso geral,
> para imagens naturais, com f(x)=n. Se vc aplicar logarítmo e isolar o
> x encontrará exatamente isso.  Daí eu concluí que, como a função f(x)
> é crescente (acho que isso já é o suficiente para vermos que ele é
> injetiva, pois será monótona), para uma abscissa maior obtemos uma
> imagem maior. Logo a maior imagem possível (considerando apenas entre
> as imagens naturais) é para a abscissa 3^(1/3), que obtemos imagem 3.
> Logo essa função nunca atingirá a imagem 4.  Acho que agora fui mais
> claro nas explicitações.   Abraço,Claudio Gustavo.
>
> Marcelo Salhab Brogliato <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>
>      Ola Claudio,
>      acredito que sua solucao esteja errada.. veja:
>
>      f_n(x) = x^x^x^...^x [n vezes]
>
>      para x > 1...
>      x^x > x ... f_2(x) > f_1(x)
>      x^(x^x) > x^x ... f_3(x) > f_2(x)
>      :
>      f_{n+1}(x) > f_n{x}
>      assim, a funcao é crescente com n para x>1
>      ela tbem é ilimitada.. deste modo, f_n(x) diverge para x >
>      1..
>      portanto, lim n->inf f_n(x) nao existe para x > 1...
>
>      para x = 1, f_n(x) = 1, para todo n
>
>      para 0 < x < 1, f_{n+1}(x) < f_n(x) ... e f_n(x) > 0.. a
>      funcao é
>      decrescente e limitada.. logo converge.. entao, lim n->inf
>      f_n(x)
>      existe...
>      como f_1(x) = x < 1, a funcao nao tem como imagem nenhum
>      valor maior que 1...
>
>      na sua solucao, nao entendi como vc concluiu que a funcao eh
>
>      decrescente para x>3 .. pois: 4 > 3 ... 4^4 > 3^3 ...
>      4^(4^4) >
>      3^(3^3).. e assim por diante...
>
>      nao consegui ver como vc mostrou que a^(1/a) é solucao de
>      lim n->inf
>      f_n(x) = a..
>      intuitivamente parece correto, porem, qdo as coisas tendem
>      para o
>      infinito elas nao se comportam exatamente como no caso
>      finito.. [temos
>      as series para mostrar isso.. um caso tipico que foge do
>      intuitivo é a
>      serie telescopica com lim a_n diferente de 0]
>
>      tambem nao achei trivial mostrar que lim n->inf f_n(x) é
>      injetiva...
>
>      abracos,
>      Salhab
>
>
>      On 5/26/07, Claudio Gustavo wrote:
>      > Chamei de função potencial (não sei se posso chamá-la
>      assim, mas fiz...)
>      > de x a função x^x^x^x^x^...(x elevado a x elevado a x
>      elevado a x ...).
>      > Como posso demonstrar que, sendo essa a f(x), a função não
>      pode ter como
>      > imagens 2 e 4? Pois para as duas imagens encontramos x =
>      2^(1/2), mas daí
>      > concluímos que 2 = 4!!!
>      > Vou colocar a minha solução. Mas gostaria de saber se
>      existem outras
>      > considerações e se o que pensei está correto.
>      > Primeiro, pode-se demonstrar que a função é injetiva
>      (fazendo f(a)=f(b),
>      > então a=b) e crescente (fazendo f(x+1) maior que f(x)),
>      para o intervalo de
>      > x positivo e maior que 1, que é o caso, logo é monótona
>      crescente para o
>      > intervalo considerado. Considerando apenas as imagens
>      naturais, ou seja,
>      > f(x)=n, encontramos como solução geral x = n^(1/n).
>      Sabe-se que essa função
>      > é crescente até n = 3 e, a partir daí, ela é decrescente e
>      com limite 1
>      > (logo obedece a condição de x positivo e maior que 1).
>      Como a função f(x) no
>      > dado intervalo é monótona crescente, para uma abscissa
>      maior teremos uma
>      > imagem maior. Portanto a maior imagem possível, para
>      valores naturais, é
>      > para quando x = 3^(1/3), logo f(3^(1/3)) = 3. Então a
>      função nunca atingirá
>      > a imagem igual a 4.
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