Smolka, pra facilitar faça w=x+3 que fica w^3 +kw^2 - 4w - 4 = 0.
Use Cardano pra ver que todas as raizes são reais.

Ojesed
  ----- Original Message ----- 
  From: J. R. Smolka 
  To: [email protected] 
  Sent: Tuesday, May 13, 2008 9:56 AM
  Subject: Re: [obm-l] Polinômios de variável complexa


  Primeiramente obrigado à Alane e ao Ralph pelas sugestões. Vamos por partes:

  A Alane lembrou que se z é uma raiz do polinômio, então o conjugado complexo 
de z também será raiz. Não tenho certeza absoluta, mas acho que este princípio 
se mantém para funções polinomiais de C em C.

  O Ralph fez uma análise como se o polinômio fosse função de R em R, que não é 
o caso. Mas me deu algumas idéias sobre como atacar o problema. Até agora estou 
apenas no nível qualitativo. Depois vou tentar resolver a álgebra (a menos que 
alguém me mostre que esta linha de raciocínio não tem futuro :-)). O que estou 
pensando é:

  1) Se k=0, P(x) tem três raízes reais em x=-1, x=-3 e x=-5.

  2) Deve existir uma faixa de valores 0<k<=k1 para a qual P(x) ainda apresenta 
três raízes reais, que vão "excursionar" em algum trecho do semi-eixo real 
negativo. A investigar: (a) Qual o valor de k1? (estudo de 
máximos/mínimos/inflexões via P'(x)=0 deve ajudar nisso); (b) qual(is) 
intervalo(s) do semi-eixo real negativo é(são) percorrido(s) pelas raízes?

  3) Se k>k1 então deve continuar a existir uma raiz real (que também 
"excursiona" no semi-eixo real negativo) e um par de raízes complexas 
conjugadas. Sobre a raiz real a pergunta é: qual o seu intervalo de excursão? 
Sobre as raízes complexas o raciocínio é mais longo...

  4) Temos que P(x)=x^3+(k+9)x^2+(6k+23)x+(8k+15). Se z=r.e^(i.a) é raiz de 
P(x), então r^3.e^(i.3a)+(k+9)r^2.e^(i.2a)+(6k+23)r.e^(i.a)+(8k+15)=0. Então 
temos quatro componentes, com argumentos complexos 0 (número real), a, 2a e 3a. 
De cara enxergo como "candidatos" a raiz os números complexos na forma 
z=r.e^(i.pi/2), onde o valor de r depende de k. Desta forma, o componente de 
argumento complexo 2a=2.pi/2=pi  pode anular o componente de argumento complexo 
0, e o componente de argumento complexo 3a=3.pi/2 pode anular o componente de 
argumento complexo a=pi/2. Se isto realmente for possível (tenho que verificar 
a álgebra), então z excursiona em um intervalo do semi-eixo imaginário 
positivo, com este intervalo limitado em (pelo menos) um valor que é função de 
k1, e o seu conjugado complexo vai ter um comportamento "espelhado" no 
semi-eixo imaginário negativo.

  Então minha primeira visão (qualitativa) para o lugar geométrico procurado é: 
um conunto de intervalos (possivelmente contínuos ou parcialmente sobrepostos) 
no semi-eixo real negativo, um intervalo (talvez finito) no semi-eixo 
imaginário positivo e o seu "espelho" no semi-eixo imaginário negativo.

  Críticas? Sugestões?

  [ ]'s


    Esta questão foi da prova de álgebra do IME 1976/1977. Vou transliterar um 
pouco o enunciado.
    Seja P(x)=(x+1)(x+3)(x+5)+k(x+2)(x+4), com x complexo e k real positivo. 
Desenhar no plano complexo o lugar geométrico  das raízes de P(x)=0 para todos 
os valores possíveis de k.
    Tentei o seguinte: se z=a+bi é raiz de P(x), então P(z)=0, o que implica 
que Re[P(z)]=0 e Im[P(z)]=0, então daria para obter expressões em função de a e 
b que descrevessem o lugar geométrico procurado. Só que as expressões parecem 
intratáveis.


  J. R. Smolka 

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