Meus caros amigos:
Agradeço, sinceramente, a todos que, de alguma forma, me cumprimentaram pelo meu aniversário foram, todos vocês, muito carinhosos. Obrigado! Vou comentar alguns presentes que ganhei: Um notebook, que faz qualquer processamento muito antes que eu pense em clicar o Enter. E, o que é melhor, já devidamente equipado com a última versão do Maple e a versão 3 do Rybka (o melhor engine de xadrez!). Uns apetrechos, com os quais acreditem! vou jogar tênis igual ao Federer! E... livros! Muitos livros! É exatamente sobre os livros que vou fazer as minhas observações: Um caríssimo amigo me arrumou (não me perguntem como, porque eu não tenho a menor idéia!) uma edição praticamente sem uso do O Teorema de Gödel e a Hipótese do Contínuo (Continuum) uma antologia organizada, prefaciada e traduzida por Manuel Lourenço (um português pra lá de competente). Minha mulher me deu (dentre muitos outros mimos) o recém lançado Incompletude A prova e o paradoxo de Kurt Gödel, escrito por Rebecca Goldstein. Por último, ganhei uma edição especial da Scientific American sobre o Bourbaki. Esse último presente traz algumas curiosidades que me deixaram furibundo: (1) Aos 50 anos, o cara era expulso do Bourbaki, porque era considerado velho demais... (2) Um professor do Bourbaki só podia dar aulas para alunos que fossem 10, no máximo 15 anos, mais novos; além disso, julgavam-no ultrapassado... E eu aqui, já com 53, é de doer... Mas é exatamente sobre a Hipótese do Continuum que quero falar: recomendo a todos o livro O Mistério do Alef (Amir D. Aczel). Esse livro narra, apaixonadamente, o drama de Georg Cantor e a história da sua fantástica Hipótese. É uma leitura agradabilíssima, tanto pelo aspecto matemático, como, também, pelas agruras sofridas pelo desafortunado Cantor. Em suma, uma jóia pra qualquer biblioteca de quem gosta das Ciências (quase exatas) do Homem. Novamente, obrigado a todos! AB

