Oi, Bouskela,

Gostei dos livros também...

Na década de 70 eu "trucidava" alguns alunos do IME do primeiro ano (turmas de 70 a 73) com o Theory of Sets do Burbaki (ainda tenho a edição de 68...) e  alguns até confessaram, 20 ou 30 anos depois, que foi útil...  Na época, entretanto, alguns queriam me matar só um pouquinho....  E realmente sou fanzoca da coleção deste cara virtual desde aquela época.  E engraçado que recentemente meu filho me mandou um email se dizendo surpreso, pois achava que o cara era mesmo de carne e osso... 

Quanto ao livro da Rebbeca, é realmente um achado e saiu a resenha deste livro há uns 2 ou 3 meses na Folha.  

Bem, tenha bom proveito e se tiver mais dicas não deixe de enviá-las...  Também sou rato de livros (e de cds...), mas o tempo para ler atualmente infelizmente anda escasso.

Grande abraço,
Nehab
.

Bouskela escreveu:

Meus caros amigos:

 

Agradeço, sinceramente, a todos que, de alguma forma, me cumprimentaram pelo meu aniversário – foram, todos vocês, muito carinhosos. Obrigado!

 

Vou comentar alguns presentes que ganhei:

 

– Um notebook, que faz qualquer processamento muito antes que eu pense em clicar o “Enter”. E, o que é melhor, já devidamente equipado com a última versão do Maple e a versão 3 do Rybka (o melhor “engine” de xadrez!).

– Uns apetrechos, com os quais – acreditem! – vou jogar tênis igual ao Federer!

– E... livros! Muitos livros!

 

É exatamente sobre os livros que vou fazer as minhas observações:

 

– Um caríssimo amigo me arrumou (não me perguntem como, porque eu não tenho a menor idéia!) uma edição praticamente sem uso do “O Teorema de Gödel e a Hipótese do Contínuo (Continuum)” – uma antologia organizada, prefaciada e traduzida por Manuel Lourenço (um português pra lá de competente).

– Minha mulher me deu (dentre muitos outros mimos) o recém lançado “Incompletude – A prova e o paradoxo de Kurt Gödel”, escrito por Rebecca Goldstein.

– Por último, ganhei uma edição especial da Scientific American sobre o Bourbaki.

 

Esse último presente traz algumas curiosidades que me deixaram furibundo: (1) Aos 50 anos, o cara era expulso do Bourbaki, porque era considerado velho demais... (2) Um professor do Bourbaki só podia dar aulas para alunos que fossem 10, no máximo 15 anos, mais novos; além disso, julgavam-no ultrapassado...

 

E eu aqui, já com 53, é de doer...  

 

Mas é exatamente sobre a Hipótese do Continuum que quero falar: recomendo a todos o livro “O Mistério do Alef” (Amir D. Aczel). Esse livro narra, apaixonadamente, o drama de Georg Cantor e a história da sua fantástica Hipótese. É uma leitura agradabilíssima, tanto pelo aspecto matemático, como, também, pelas agruras sofridas pelo desafortunado Cantor. Em suma, uma jóia pra qualquer biblioteca de quem gosta das Ciências (quase exatas) do Homem.

 

Novamente, obrigado a todos!

AB

========================================================================= Instruções para entrar na lista, sair da lista e usar a lista em http://www.mat.puc-rio.br/~obmlistas/obm-l.html =========================================================================

Responder a