Caros Rhilbert/Felipe, obrigado pelas considerações. Olha, uma coisa eu digo
a vocês: estou sendo sincero, não há motivos porque mentir(!). Se minhas
técnicas parecem ser pouco convecionais, a culpa é minha, por esquecer de
ler nos livros e confiar apenas no papel e lápis!

Bem, o que afirmo é que a ordinalidade dos números primos é determinada
daquela forma, i.e., fazendo a diferença p-c-1, pois p é tomado como número
posicionado na sucessão dos números naturais (o que condiz) e c nada mais é
do que o valor de posições "deslocadas" de compostos devido ao método de
aproximar os números primos (ou seja, c é quantidade de compostos até p).

Ainda, como temos Op=p-c-1, obtemos c=p-|Op|-1 e p=c+|Op|+1 (Pn=n+c+1). Isso
é demasiadamente complexo computacionalmente. Podemos obter qualquer número
primo, desde que saibamos calcular o c. Eu pergunto: nós sabemos? O que
temos é o conjunto dos números p-complementares, do qual poderão surgir
novas relações.

Tudo bem, mas como eu calculei naqueles exemplos? Não disse que sabia como,
afirmei que podemos fazê-lo. Como eu fiz? Simples: lancei mão de uma lista
de números primos, ao lado de cada um sua ordem em valor absoluto. Como sei
que c=p-|Op|-1, uma planilha funcionou bem. Mas como agora tenho a lista dos
números p-complementares, então posso calcular qualquer número primo. Mas
não sabemos como calcular c, realmente! Não sabendo determinar o c não
podemos calcular o p!

Enfim, para ser mais realista, digo o seguinte: se você conhece o primo p e
a quantidade de números compostos c até p, e quer saber a ordem do primo p,
faça |Op|=p-c-1. Se conhece um primo p e sua ordem, e quer saber quantos
números compostos aparecem antes de p, faça c=p-|Op|-1 (esta, mais realista,
pois conhecemos milhares de primos). Se conhece a quantidade de números
compostos até um primo p e a ordem desse primo p e quer saber qual é o primo
p, faça Pn=n+c+1. A essência está em sabermos como fazê-lo, não se iremos
conseguir fazê-lo - conseguir fazer é coisa que deixo para os mais
avançados. Talvez eu mesmo consiga resolver esse problema um dia e então
ficarei feliz.

Rhilbert, não coloco o "c" como a quantidade de compostos de zero até p-1
(p-1 é número composto se não consideramos a exceção de 2 e 3), eu digo que
"c" é o número que representa a quantidade de compostos até p. A redundância
que você encontrou está em substituir |Op| pelo valor do outro membro em
p=c+|p-c-1|+1. Não é assim que funciona. Isso é absolutamente redundante.
Existem meios a serem descobertos para se chegar ao que você procura. Aliás,
não estamos procurando meios para calcular os números primos? Igualmente.

Agora, pessoalmente, acho que esta é a fórmula mais bonita para calcular
números primos: é simples, elegante e funciona. Nem preciso dizer porque
vocês são matemáticos e vocês também sabem mais ou menos porque eu sou!
Uma coisa afirmo com a devida certeza: se um dia conseguirmos calcular os
números primos e ainda tivermos a esperança de que isso aconteça numa
simples equação, podemos esperar que isso vai ser em função do c na fórmula
Pn=n+c+1, pois no resto da fórmula não será necessário mudanças.

-- 
Marco Bivar

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