Olá Nehab!!!
Tudo bem???
Muito obrigado pela resposta!!!
Gostei muito da charada e quero resolvê-la com calma...
Um grande abraço!!!
Luiz.

2010/7/28 Carlos Nehab <[email protected]>

> Oi, Bernardo (e Luiz)
>
> Você tem toda razão, mais achei mais natural para o Luiz ele primeiro se
> divertir com a notação prefixada. É mais natural.
>
> Na verdade já programei durante MUITOS anos e fui também professor na
> área...
> Mas sem querer ser saudosista (já sendo) lembro aos jovens que meu primeiro
> PC tinha 64k de memória e meu HD 10 Mb (isto mesmo)...
> Além disso no IME, onde cursei Engenharia Elétrica (1965/1969) - me formei
> há mais de 40 anos... o IBM 1130 tinha 8k de memória e não era
> muititarefa... Tempos inacreditáveis...
>
> E sem nenhum saudosismo bobo, naquela época programar era mais do que uma
> arte.  Era mágico.
> E isto em linguagens malucas, como Assembler, Mumps, PL1, Pascal / Turbo
> Pascal e... até Cobol... (um saco) e... outras linguagens "exdruxulas" da
> época.
> Pouco depois do C e da Orientação a Objeto, acabou meu saco e eu me decidi
> pela Matemágica...
>
> Mas na linha da fronteira entre Informática e Matemática, também durante
> anos fui professor de Técnicas de Construção de Algoritmos (inclusive
> Algoritmos Heurísticos), Matemática Discreta, Linguagens Formais,
> Complexidade de Computação, etc, para a galera de Ciência da Computação e,
> cá prá nós, isto é mais matemática do que informática, né...
>
> Portanto, meu comentário sobre as notações in/pós/prefixas vêm deste
> saudoso tempo (1970 a 2000).
>
> Quanto à sua charada, deixo como exercício pro Luiz, responsável por esta
> discussão...
>
> Grande abraço,
> Nehab
>
> PS: Gostosa inveja de você ai na França... Ralando muito ou apenas passando
> férias?
>
>
> Bernardo Freitas Paulo da Costa escreveu:
>
> 2010/7/28 Carlos Nehab <[email protected]> <[email protected]>:
>
>
> Oi, Luiz,
>
> Tô ausente da lista há algum tempo justamente por falta de tempo, mas
> gostaria de participar desta ...
>
>
> Oi Nehab! Eu aproveitei o almoço hoje para perguntar para alguns
> colegas franceses se essa história de "parênteses, colchetes, chaves"
> existia por aqui... Parece que não, enfim, ninguém se lembra de ter
> visto uma coisa dessas na escola.
>
> Mas eu respondo mesmo porque eu gosto de perturbar, e você falou da
> notação polonesa, eu não posso evitar falar da RPN (reverse polish
> notation, ou notação polonesa invertida), e também propor um
> probleminha.
>
>
> Vários colegas já responderam na linha de "é uma convenção", "tanto faz" e
> eu concordo com os comentários já postados.
> Mas talvez a chave da questão no que diz respeito ao ensino das notações
> disponíveis para representar expressões seja perceber que, na verdade, não é
> necessário nenhum símbolo separador para escrevê-las sem ambiguidade.
>
> Como a turma de computação aprende, você tem 3 formas usuais chamadas de
> infixa, pósfixa e préfixa para representar expressões.
> Algumas máquinas de calcular aceitam a forma préfixa naturalmente, também
> chamada de notação polonesa.
> Procure na Web os verbetes citados se quiser detalhes, mas ai dou apenas uma
> idéia da "notação polonesa" que, se ensinada às crianças, evitaria todas
> esta discussão.
>
> Por exemplo, para escrever expressões com esta notação escreva,
> recursivamente (repetidamente), o símbolo da operação em primeiro lugar e, à
> direita, as duas parcelas a ela associadas, na ordem em que ocorrem:
>
> Exemplinhos:
> a + b   será escrito como +ab
> a+ b*c será escrito como  +a*bc
> a * (b + c)  será escrito como *a+bc
> e assim sucessivamente.
>
> Ou eja a notação é chamada de préfica porque a operação precede as parcelas
> a elas associadas. Percebeu?
>
> Ou seja, o uso de parênteses, colchetes e chaves é apenas para facilitar o
> uso da notação usual que utilizamos que é burra e limitada, pois lemos da
> esquerda para a direita mas não necessariamente as operações que desejamos
> realizar sejam calculadas nesta ordem.   Teoricamente, no ocidente,
> portanto, a notação mais sensata é a préfixa (ou polonesa)...  Ma se eu
> fosse japones ou árabe, possivelmente (espero não estar dando mancada)
> preferiria a notação pósfixa... :-)
>
>
> E se você fosse programador, talvez preferisse que seus utilizadores
> usassem a notação posfixa, porque usa menos memória e as contas são
> feitas diretamente na pilha, o que simplifica bastante o procedimento,
> e deve acelerar um pouquinho as coisas ! De um ponto de vista
> funcional (de função, não que seja mais simples...), a notação
> polonesa inspira bastante f(a,b), se você pensar que f = adição,
> enquanto a notação invertida é "a,b,f", que parece mais estranha
> ainda. Mas eu prometo, é uma questão de hábito, como você disse. Em
> vez de pensar "somar 2 e 3", e escrever isso como "somar(2,3)", você
> tem que pensar: "eu tenho 2 e 3, e quero somar". De certa forma, isso
> mantém os "argumentos" da função bem próximos, o que ajuda bastante o
> programa.
>
> E agora, uma charada:
>
> +*+*123--45--678 = ?
>
>
> Abraços
> Nehab
>
>
> Abraços,
>
>
>
> =========================================================================
> Instruções para entrar na lista, sair da lista e usar a lista em
> http://www.mat.puc-rio.br/~obmlistas/obm-l.html=========================================================================

Responder a