Bem, no avanço da ciencia, estou crente de algumas coisas:

1 - Fixado o grau, se o polinomio existir será único.
Quando eu abro os expoentes, não há margem para substituições arbitrárias.
Eu começo a crer nisto por experiência.

2 - O grau do polinômio seria uma potência de 2: grau 6 falha.

Em 08/07/11, Johann Dirichlet<[email protected]> escreveu:
> Que coisa... Onde tá o meu erro, again??
>
> De todo modo, o problema original tá resolvido!
> Acho que testei casos de graus que darão errado, e não os que dariam
> certo... Mas é facto: o polinômio deve ser par, e só terá expoentes
> pares.
>
> Em 07/07/11, Carlos Yuzo Shine<[email protected]> escreveu:
>> Ué, P(x) = x^2 + 1 não dá certo? Essencialmente, sendo f(x) = x^2 + 1,
>> estamos
>> querendo resolver P(f(x)) = f(P(x)), e se f = P isso dá certo.
>>
>> Na verdade, f(x) = P(P(...P(x)...)) dá certo para qualquer quantidade de
>> vezes
>> que aplicamos P. Não sei se são todas as soluções, porém.
>>
>> []'s
>> Shine
>>
>>
>> ----- Original Message ----
>> From: Johann Dirichlet <[email protected]>
>> To: [email protected]
>> Sent: Thu, July 7, 2011 10:01:22 AM
>> Subject: Re: [obm-l] P(x^2+1)=P(x)^2+1
>>
>> Bem, voltando ao novo problema:
>> P(x^2+1)=(P(x))^2+1.
>>
>> O polinômio é mônico, basta aplicar uma ideia básica de limite para
>> saber o valor do coeficiente líder de P.
>>
>> Primeiro, se P(c)=c para algum c real então P(x)=x. É só usar a
>> formula acima para achar infinitos x tais que P(x)=x. E dois
>> polinomios que se intersectam infinitamente são iguais.
>>
>> Logo, podemos supor P(x) != x para todo x.
>>
>> O polinomio acima ou é par ou é ímpar. Basta ver que
>> (P(x))^2=(P(-x))^2, e ou P(x)=P(-x) pu P(x)=-P(-x). Como pelo menos
>> uma destas alternativas ocorre infinitas vezes, o polinômio ou é par
>> ou é ímpar.
>>
>> Mas se P(x) fosse ímpar, P(0)=0. E sabemos que P(x)!=x. Logo, o
>> polinomio procurado é par.
>>
>> Meu problema está sendo o seguinte: quando eu testo um polinômio (isso
>> mesmo, P(x)=x^4+bx^2+c, substituir e suar a caneta!), ele falha
>> miseravelmente.
>> Creio que este problema está sem solução, also...
>>
>> Em 01/07/11, Ralph Teixeira<[email protected]> escreveu:
>>> Melhorando aos poucos, ainda usando as ideias do Dirichlet: p(x) não
>>> pode
>>> ser ímpar. Se fosse, 0 seria raiz. Mas então 0^2+1=1 seria raiz, e
>>> 1^2+1=2
>>> seria raiz, e 2^2+1=5 seria raiz... e p(x) não pode ter infinitas
>>> raízes.
>>> Então estamos à procura de um polinômio **par** p(x) tal que
>>> p(x^2+1)=[p(x)]^2.
>>>
>>> Aliás, esse raciocínio mostra que esse p(x) não pode ter nenhuma raiz
>>> real
>>> -- se tiver uma raiz real x, terá infinitas, já que x^2+1>x para todo x
>>> real.
>>>
>>> (Por enquanto, fico com a terrível impressão de que tal polinômio não
>>> existe... Alguém achou o dito cujo?)
>>> 2011/7/1 Ralph Teixeira <[email protected]>
>>>
>>>> O raciocínio do Dirichlet mostra que basta achar UM polinômio (não
>>>> constante) que tenha esta propriedade. Afinal, como ele mostrou, se
>>>> p(x)
>>>> serve, então q(x)=(p(x))^2 também serve.
>>>>
>>>> Mas seja lá quem for o polinômio mágico, eu sei que ou ele é um
>>>> polinômio
>>>> par ou ele é ímpar. Afinal, escreva p(x)=P(x)+I(x) onde P(x) tem apenas
>>>> os
>>>> termos de grau par e I(x) tem apenas os de grau ímpar.
>>>>
>>>> Ora, p(x)^2=(P^2+I^2)+2PI. Note que P^2+I^2 é um polinômio par e 2PI é
>>>> ímpar.
>>>>
>>>> Mas a condição manda que p^2=p(x^2+1), que é uma função par. Então o
>>>> termo
>>>> 2PI não pode existir, isto é, P=0 ou I=0. Assim, p(x) é par ou ímpar. E
>>>> x^2-x+1 não é um nem outro, então não funcionou...
>>>>
>>>> Então precisamos ainda mostrar que existe UM tal polinômio!
>>>>
>>>> Abraço,
>>>>           Ralph
>>>>
>>>> P.S.: Tem certeza que o enunciado é esse mesmo? Não seria, sei lá,
>>>> p(x^2+1)=(p(x))^2+1 ao invés?
>>>> 2011/7/1 Johann Dirichlet <[email protected]>
>>>>
>>>>> Em 01/07/11, Johann Dirichlet<[email protected]> escreveu:
>>>>> > Em 30/06/11, marcone augusto araújo
>>>>> > borges<[email protected]> escreveu:
>>>>> >>
>>>>> >> 1) Se p é inteiro primo ímpar,mostre que o numerador da fração
>>>>> >> 1+1/2+1/3+...1/(p-1) é um múltiplo de p.
>>>>> >
>>>>> > 1) Teorema de Wolstenholme, se não me engano...
>>>>> >
>>>>> > Bora lá, usar o velho truque das pontas de Gauss:
>>>>> 1/k+1/(p-k)=p/(k(p-k));
>>>>> > assim sendo, temos um monte de frações p/(alguma coisa). Esta coisa
>>>>> > não será múltipla de p em momento nenhum, logo nada aniquila este
>>>>> > fator p.
>>>>> >
>>>>> >>
>>>>> >> 2) Mostre que existem infinitos polinômios p(x) com coeficientes
>>>>> >> reais
>>>>> >> tais
>>>>> >> que p(x^2+1) = [p(x)]^2.
>>>>>
>>>>> É mais mole do que eu pensei!
>>>>>
>>>>> 1 - Se P e Q são soluções da equação acima, P*Q também será. Óbvio!
>>>>> 2 - Um polinômio possível é x^2-x+1.
>>>>> Como sei? Simples:
>>>>>
>>>>> Se L é um zero de P, então L^2+1 também será.
>>>>> Se eu conseguir L=L^2+1, terei uma solução pronta!
>>>>> Basta abrir o polinomio sem medo.
>>>>>
>>>>>
>>>>> P.S.: saber todas as soluções me parece mais desgastante. Aplicando a
>>>>> transformação T(L)=L^2+1 um numero finito de vezes, todos os
>>>>> polinômios dos pontos fixos são soluções. A treta é saber se não
>>>>> escapa nenhum (até porque muitos desses polinomios são fatoráveis, I
>>>>> think so).
>>>>>
>>>>> >>
>>>>> >> 3) Uma corda AB,de comprimento constante,desliza sobre uma
>>>>> >> semicircunferência determinada por um diâmetro d.
>>>>> >> Considere o triângulo cujos vértices são: o ponto médio da corda e
>>>>> >> as
>>>>> >> projeções ortogonais dos seus extremos A e B
>>>>> >> sobre o diâmetro d.Mostre que ,durante o deslizamento da corda,esse
>>>>> >> triângulo é sempre isósceles e nunca muda de formato(i.é.,os
>>>>> >> ângulos
>>>>> >> do
>>>>> >> triângulo são constantes)
>>>>> >
>>>>> > Faz um desenho!
>>>>> > Diâmetro r;centro O, raio 1; corda AB, tamanho d, médio M; AB
>>>>> > projetado em r dá XY.
>>>>> >
>>>>> > O triangulo AOB é obviamente isósceles.
>>>>> > Os quadrilateros XOMA e YOMB são inscritíveis de diâmetros OA e OB
>>>>> > respectivamente (angulos de 90 graus).
>>>>> >
>>>>> > Temos OXM=OAM=OBM=OYM, logo XMY é isosceles. E o angulo OBA depende
>>>>> > unicamente de d.
>>>>> >
>>>>> > P.S.: duvido que os triangulos sejam todos congruentes. O angulo XOM
>>>>> > define o tamanho de XM.
>>>>> >
>>>>> >>
>>>>> >> Meus agradecimentos por qualquer esclarecimento.
>>>>> >
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