Ola Bernardo,
 
Essa pergunta me veio a cabeça qdo vi a figura (espiral) gerada qdo partimos do 
triangulo retangulo de lados 1,1 para "construir" o numero 2^(1/2), e 
continuamos, construindo sucessivamente os números (3)^(1/2), 4^(1/2).....
 
Ou seja, considerando os extremos (intercessão das hipotenusas com os catetos 
"externos"), existe alguma equação que defina a curva (no caso, a espiral) que 
passe por todos estes pontos?
 
ps : não sei se a figura e o problema que apresentei ficaram claros.
 
Abs
Felipe

--- Em sex, 16/9/11, Bernardo Freitas Paulo da Costa <[email protected]> 
escreveu:


De: Bernardo Freitas Paulo da Costa <[email protected]>
Assunto: [obm-l] Re: [obm-l] Curvas e Equações
Para: [email protected]
Data: Sexta-feira, 16 de Setembro de 2011, 12:59


2011/9/16 luiz silva <[email protected]>
> Prezados,
>
> Alguém sabe se exsite algum teorema que defina as condições para que, dado um 
> conjunto de n pontos (no R2, por exemplo), exsita uma equação para a curva 
> Cx,y que passe por estes pontos.

Assim, sem nenhuma condição sobre a curva, sempre há.

Agora, se você quiser que a curva seja dada por uma função polinomial
em duas variáveis (tipo X^2 + XY + Y^3 = 4 X^4 Y^5 + 2 X^2 Y) daí eu
acho que se você permitir um grau beeem alto (tipo igual a n-1) então
existe uma curva que passará por esses pontos.

Isso tem um pouco a ver com polinômios interpoladores de Lagrange, por
exemplo, se todas as abscissas forem diferentes, então você consegue
achar uma função Y = P(X) com P de grau <= n - 1. Em seguida, note
que, como você tem um número finito de pontos, existe um número finito
de retas que passam por eles. Assim, você pode conseguir uma outra
reta, sobre a qual todas as projeções dos pontos são diferentes. Nesse
novo sistema de coordenadas, a solução anterior te dá W = P(Z), e
temos Z = aX + bY + c, W = dX + eY + f. Substituindo tudo, você chega
numa equação de grau n-1 que passa por todos os pontos que você pediu.

Não que essa seja a solução mais elegante, mas pelo menos ela funciona
sempre. Por exemplo, usando esse método você não chegará no círculo
para (0,1), (1, 0) (-1, 0) e (0, -1), mas sim numa equação de grau 3.

Um teorema "ótimo" no sentido de achar o menor grau (combinado) do
polinômio me parece *bastante* difícil de demonstrar...

> Abs
> Felipe

Abraços,
--
Bernardo Freitas Paulo da Costa

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Instruções para entrar na lista, sair da lista e usar a lista em
http://www.mat.puc-rio.br/~obmlistas/obm-l.html
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