Olá Peter, por simplicidade, podemos dividir todo material escrito em dois tipos: (1) "texto" --- e.g. wiki, atas, artigos científicos --- e (2) "infográfico" --- e.g. revistas, posters.
> Consulte o mercado (!) de revistas, de livros, etc. Quantos por cento do > mercado editorial usam alguma das ferramentas que você cita > (Pandoc, LaTex, até MS-Word e cia) para gerar produtos profissionais? O "mercado" basicamente produz material do tipo "infográfico". Nesse tipo de material você se importa bastante com a posição de cada elemento e por isso você vai precisar utilizar uma ferramenta que lhe permita "fixar" os elementos em uma posição. Para essa caso o Pandoc não é a melhor solução. Ele segue a filosofia UNIX de fazer apenas uma única tarefa, que nesse caso é converter de uma linguagem de marcação para outra, e.g. de HTML para DOCX. LaTeX e MS-Word são capazes de gerar produtos profissionais!!! Porque o mercado não usa? No caso de LaTeX, porque o número de usuários é muito pequeno e posicionar elementos é extremamente difícil. No caso de MS-Word, porque filtrar o joio do trigo demandaria muito esforço. > Pandoc não tem capacidade de gerar produto profissional, CSS2-page (e no > futuro CSS3) tem. Se você utilizar o Pandoc para converter para HTML você estará utilizando CSS2-page e CSS3. Então, Pandoc tem capacidade de gerar produto profissional. > > O mercado editorial do Brasil usa, em 80% ou mais dos casos, o *Adobe > InDesign* (e pirata), > e o InDesign é muito ruim para trabalhar com softwares de geração > automática de conteúdo, alem de não ser software aberto. > Softwares como InDesign não permitem por exemplo o uso em cadeia produtiva, > num esquema p.ex. de XML-Publishing. O InDesign foi feito para trabalhar com "infográfico". XML-Publishing basicamente está trabalhando com "texto". > Notadamente os Diários Oficiais dos 5570 municípios brasileiros são caros > (temos pago caro por isso!) por passarem por todo esse processo > artesanal... quando não precisariam. Você sabe onde encontro o valor gasto com o Diário Oficial? > Desde as revistas das bancas, até revistas científicas da USP, relatórios > da UNESCO e panfletos da Cocacola, é tudo InDesign... E o público desses > PDFs é refratário a "diagramação ruim" (!), não dá para "quebrar o galho" > com Pandoc. Isso é um problema de transição tecnológica. Eu tenho esse problema com a minha mãe que quando jovem fez curso de datilografia e uso por muito tempo máquina de escrever. Não adianta eu explicar para ela que o LibreOffice Writer é capaz de atribuir estilo aos parágrafos e assim controlar o espaçamento entre eles. Ela vai colocar um parágrafo vazio entre os parágrafos e alterar manualmente a fonte desses parágrafos vazios para obter um espaçamento duplo. A mesma coisa acontece no ramo editorial. Grande parte das pessoas que trabalham hoje ainda utilizaram a máquina de escrever e vão fazer as coisas como se estivessem utilizando uma máquina de escrever. Eu e você vamos precisar esperar essas pessoas se aposentarem, torcer para que os vícios delas não sejam passados para as novas gerações e incentivar os mais novos a adotarem os padrões que queremos, e.g. CSS3. Raniere
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