Olá! Estou sem tempo para me inteirar melhor sobre o assunto, mas lendo a resposta, digo que: 1. visibilidade é fundamental. Como conseguir isso? A questão é legítima. 2. se alguém quer comparar uma coisa qualquer com favela, compare, oras.
Não vejo motivos pra nos sentirmos ofendidos. Ofender-se com isso seria na verdade confessar que acreditamos estar "acima" das favelas. Ora, queremos fazer isso? Eu não. Nossas cidades têm favelas, muitos de nossos concidadãos moram em favelas, e muitas coisas na nossa sociedade tem, sim, aspectos favelares, ou favelísticos, ou seja lá qual é o adjetivo de favelas. São parte da sociedade brasileira, inspiram obras de arte, músicas lindas, filmes, romances, novelas, por que não inspirariam também as ciências? Ou as ciências brasileiras não tem a ver com a sociedade local, apenas com Humboldt ou MIT? Se a afirmação dele for verdadeira, o caso é apenas de pensar em que sentido essa favela pode ser aprimorada para que cumpra melhor sua função. Se for falsa, é falsa e pronto. Pergunta ao grupo: Por que a comunidade se ofendeu tanto com a comparação? Alguém tem alguma idéia? Sem ironia, eu realmente estou investigando isso, a rejeição da universidade brasileira aos saber nacional, que é rico e pulsante. Abraços, Heloisa 2015-08-02 19:42 GMT-03:00 Miguel Said Vieira <[email protected]>: > Olá pessoal, > > o Beall aponta uma questão séria e relevante com seu trabalho; o acesso > aberto dourado abre caminho pra problemas graves de mercantilização da > publicação acadêmica, e um dos primeiros esforços mais sistemáticos em > evidenciar esses problemas foi o da sua famosa e polêmica lista de > "periódicos predatórios". Mas volta e meia, Beall sustenta posições muito > questionáveis. > > Esse post em questão é exemplo disso. O argumento do texto não é nada > científico: ele faz diversas afirmações retóricas (sobre a qualidade do > trabalho de SciELO e Redalyc, sobre as intenções do governo ao cogitar > contratar grandes editoras), sem nenhuma fonte ou evidência razoável. > > Além disso, achei a comparação com favelas / "bairros agradáveis" > preconceituosa, e com uma conotação bem colonialista; se nossos periódicos > são carentes de recursos (como "favelas"), não é por uma mera escolha, mas > por um cenário complexo que envolve (entre outros fatores) a pobreza de > nossos países e o caráter altamente concentrado do mercado de publicações > científicas. A comparação também é reveladora da posição dele: ele omite > que no "bairro agradável" o que temos são condomínios fechados -- > publicações de acesso caríssimo, e que remuneram o oligopólio de grandes > editoras a taxas de lucro exorbitantes. A "favela" de publicações pode ter > seus problemas, mas em vários aspectos o condomínio fechado é pior para > todos (tirando os donos das grandes editoras)... > > Minha impressão, aliás, é de que ele é *a priori* contrário a acesso > aberto (seja predatório ou não). Este artigo dele, por exemplo, passa bem > essa ideia: > > http://www.triple-c.at/index.php/tripleC/article/view/525 > > Abraços, > Miguel > > > > On 08/02/2015 02:13 PM, Everton Zanella Alvarenga wrote: > > Caros, > > entraram em contato conosco sobre o seguinte episódio envolvendo a SciELO, > descrito no blog da própria: > > > http://blog.scielo.org/blog/2015/08/02/mocao-de-repudio-ao-ataque-classista-do-sr-jeffrey-beall-ao-scielo/#.Vb4w1nnEPS0.twitter > > Alguém aqui tem acompanhado o caso? Devemos nos manifestar? Não conheço > esse sr., então gostariade saber se ele tem alguma relevância para nosso > trabalho ampliar o acesso ao conhecimento científico ao ponto de dedicar > algum esforço de nossa parte. > > Tom > Open Knowledge Brasil > > > > _______________________________________________ > okfn-br mailing list > [email protected] > https://lists.okfn.org/mailman/listinfo/okfn-br > Unsubscribe: https://lists.okfn.org/mailman/options/okfn-br > >
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