Prezado Cassio,
 
Acho que por problemas de comunicação entre meu servidor e o grupo pois o meu e-mail mudou o grupo não recebeu a minha resposta para o seu caso apresentado.
Neste caso antes da intervenção proposta pelo Prof. Salavery e pelo Teeve, eu colocaria um tubo de ventilação de demora (tipo Paparella 2) no quadrante póstero-superior preso ao cabo do martelo. Este tubo irá permanecer permanente neste local e em garnde numero dos casos estabiliza o quadro. A intervenção na mastoide não quer dizer que o quadro não voltará novamente depois de algum tempo. Paralelamente faria tratamento de longo prazo da alergia de IVAS.
 
Ricardo Bento
-----Mensagem original-----
De: Cassio Scomazzon <[EMAIL PROTECTED]>
Para: [EMAIL PROTECTED] <[EMAIL PROTECTED]>
Data: Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2000 22:19
Assunto: [otorri.] En: [otorri.] [otorrino] Re: invaginação atical

    Agradeço o interesse a a brilhante colaboração dos colegas Teeve e M.Salaverry na discussão deste meu caso. Como eu suspeitava a simples indicação de tubo de ventilação no ouvido médio não seria a terapia mais correta neste meu caso. Acho que a comunicação entre o ouvido médio e o antro devam ser exploradas neste meu paciente, claro se o convênio pagar...
 meu muito obrigado aos colegas e continuo aberto a novas porposições. Só uma coisa que talvez não ficou clara o bastante é que o paciente não apresentamais oms, o episódio foi tratado e o mesmo apresenta a manobra de valsalva sinais de pneumatização do ouvido médio , mas continua com a retração atical sendo que de um lado já começa a apresentar certa retenção de epitélio.                                                                                                 Cássio
-----Mensagem original-----
De: Marcial Armando Salaverry <[EMAIL PROTECTED]>
Para: Grupo de Discussão da USP <[EMAIL PROTECTED]>
Data: Domingo, 13 de Fevereiro de 2000 08:27
Assunto: [otorri.] [otorrino] Re: invaginação atical

Prezado Teeve
Vou continuar com meus comentários sobre esses casos. O bloqueio dos istmos timpânicos
é comum em crianças da primeira idade e é a causa do colesteatoma primário. O processo começa com otite média crônica com perfuração central e em virtude da cronicidade a pressão
negativa que se forma é responsável pelo colesteatoma primário. Voltemos ao caso do nosso
colega Cassio. Enquanto a otite serosa não curar o bloqueio áticoantral vai continuar e as
bolsas de retração vão continuar a progredir. O único meio de impedir a formação do
colesteatoma é fazer uma comunicação entre a caixa e o espaço áticoantral. Isso pode ser
feito por três meios: abertura do ressesso do facial, pela remoção do curto ramo da bigorna
ou então secção do tendão do tensor. Nenhum destes dois últimos acarretará prejuizo para a
audição.Há ainda uma quarta opção fazer uma plicotomia malear anterior. No primeiro tempo
da transatical quando se faz a entrada no ático adiante da cabeça do martelo brocando a  raiz
do zigoma e a parede externa do ático, antes de chegar ao gânglio geniculado, há uma membrana chamada malear anterior que  separa o ático da caixa. A remoção dessa membrana abre a comunicação. Eu penso que a mais simples é a secção do tendão do tensor.Um dos istmos bloqueados é o istmo timpânico anterior que fica junto ao tendão. Qualquer um desses
processos acaba com a pressão negativa e a bolsa de retração não progride.
Um abraço do colega M.Salaverry 
 

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