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--Prezado colega,
        Ficamos felizes com suas informa��es e seu interesse em Cabe�a e Pesco�o, visto que isto, at� hoje, tem interessado pouco aos nossos colegas otorrinolaringologistas.
        Adicionando ao seu texto, s� queria lembrar da necess�ria cautela na avalia��o dos pacientes que entrar�o no
protocolo de preserva��o de �rg�os, realizado com QTX e RDTX. Colocada a informa��o da forma que foi, tive a sensa��o de que diante de um tumor em Cabe�a e Pesco�o  a indica��o mais acertada seria encaminhar o paciente a um oncologista cl�nico. 

     Sabe-se atualmente que existem locos onde a QTX neo adjuvante � muito eficiente, por�m seus melhores resultados s�o obtidos em tumores indiferenciados iniciais, onde observamos uma alta taxa de multiplica��o celular e uma alta concentra��o de oxig�nio local, fator muito importante se queremos uma monoterapia resolutiva. Por�m, em outros locos, por exemplo a laringe, tumores iniciais s�o mais bem acompanhados se tratados cirurgicamente, embora a RDTX tenha resultados excelentes.  Al�m destes detalhes precisamos nos lembrar de que a cirurgia de resgate, aquela realizada ap�s fal�ncia da QTX e RDTX , � muito mais dif�cil tecnicamente e geradora de grande morbidade. Trabalha-se ,ap�s a RDTX, em uma �rea fibrosada e pouco vascularizada. Adicionado a isto, � importante frisar que a cirurgia de resgate adequada � igual a aquela que seria realizada inicialmente ( se houve uma area radio ou quimio resistente nada impede que o restante do tecido irradiado tenha outros focos de c�lulas tumorais espalhados entre as traves de fibrose). Ent�o, se h� d�vida diante de um caso de TU de cabe�a e pesco�o, o melhor � que se encaminhe o paciente para um Otorrinolaringologista com forma��o em Cabe�a e Pesco�o, ele avaliar� a melhor conduta para cada caso.

Abra�o

Adriano Fonseca

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