Caro Amigo
Paulo
A situa��o aqui no
Brasil � bem diferente, ao menos nos hospitais terci�rios que tratam
tamb�m de pacientes oncol�gicos ( n�o sei como est� a situa��o dos Centros de
excel�ncia como o INCA.)
Por aqui,
aguardamos o resultado definitivo dos Protocolos de preserva��o de �rg�os, que
se iniciaram em v�rios pa�ses do mundo e que vem sendo publicados, ainda como
TRIALs. Enquanto n�o houver um resultado definitivo o SUS n�o libera
determinados tratamentos quimioter�picos.( exemplo: QTX para orofaringe
ainda n�o � liberada pelo SUS e em caso de pacientes jovens com tumores de
orofaringe inoper�veis , s� nos resta apelar para truques a fim de conseguirmos
um tto adequado com qtx e rdtx
concomitante).
Enquanto os
resultados mundiais forem conflitantes nada mudar� por aqui. ( Tentamos at�
iniciar um protocolo para acelerar essa mudan�a, mas a casu�stica necess�ria
para tal , demanda um trabalho multic�ntrico bem organizado, o que ainda �
complicado no nosso pa�s).
O
�ltimo Congresso Mundial de Cabe�a e Pesco�o, em S�o Francisco, revelou que em
alguns grandes Centros os resultados da QTX de indu��o n�o tem sido t�o bons
quanto em seu servi�o , ex: CHEMOTHERAPY FOLLOWED by SURGERY IS NO MORE
EFFECTIVE THAN SURGERY ALONE AS A TREATMENT FOR ORAL CAVITY CANCER,
trabalho desenvolvido concomitantemente por Americanos e Italianos
que n�o observaram diferen�a estatisticamente significativa entre os tipos
de tto citados. Por�m, surgiram tamb�m novas esperan�as para o
entendimento da a��o da QTX in vivo, al�m do que j� sabemos: velocidade de
replica��o tumoral, oxigena��o da les�o, capacidade de reparo celular , muta��es
aleat�rias, foi descoberto e divulgado em S�o Francisco a rela��o entre a
muta��o do gene de prote��o P53 associada � quimiossensibilidade : AN
ASSOCIATION BETWEEN THE P53 GENE MUTATION IN HEAD AND NECK CANCER AND
CHEMOSSENSITIVITY IS ESTABLISHED. Tudo isso, ao mesmo tempo que nos aproxima de
uma evolu��o em dire��o ao entendimento do c�ncer, nos cria m�ltiplas
possibilidades para seu
tratamento.
Com rela��o ao uso do
termo Cirurgia de Resgate ele se refere, segundo o professor Charles Cummings da
Universidade de Washington, ao procedimento cir�rgico realizado ap�s a
tentativa de cura por outro m�todo, seja �nico ou associado, ou seja tanto faz
se a tentativa de cura foi por QTX neoadjuvante e ocorreu a fal�ncia do
m�todo ou se foi por RDTXeQTX com tumor residual observado. Tem sido utilizado ,
atualmente, o termo RESGATE para todo procedimento que tenta recuperar o
que n�o foi conseguido de outra forma, EX: RDTX de resgate tem sido citado em
alguns artigos como uma dose a mais de RDTX em pacientes cuja les�o ainda n�o
foi controlada. No caso da QTX de indu��o esse termo n�o se aplica porque j� se
vislumbra a necessidade de um complemento cirurgico daquele procedimento,
ent�o n�o se trata de falha no tratamento e sim de tratamento
combinado.
Agrade�o sua aten��o e
pe�o que continuemos a nos corresponder sobre esse assunto t�o instigante e que
por sorte minha conta com sua participa��o competente em um servi�o
internacional. Nos envie seus resultados para que possamos estar
sempre atualizados, de nossa parte , me comprometo a te enviar o Feedback
de nossas limita��es e o que formos conseguindo de nosso
governo.
Abra�os
ADRIANO FONSECA
Title:
- [otorri.] Quimioterapia em ORL paulo figueiredo
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- RES: [otorri.] Quimioterapia em ORL AdrianoSF
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