Title: Quest�o de Direito Penal
Hetan, Meu Caro,
 
 
 
 
Quanto �s suas conclus�es a respeito dos elementos da culpa "stricto sensu", n�o fa�o maiores reparos.
 
S� n�o consigo compreender como voc� conseguir� transpor a "barreira" que lhe op�e o art. 13, � 1�, do C�digo Penal... Seus argumentos, muito bons por sinal (como de praxe), n�o se lastreiam na exist�ncia, ou n�o, de nexo de causalidade, repare.
 
Assim � que, se temos, de um lado, uma conduta e, ap�s esta conduta, surge uma concausa (o motorista que atropela o gerente do banco), � de se indagar: a despeito de qualquer coment�rio sobre a o fato de haver, ou n�o, previsibilidade quanto ao resultado natural�stico, o atropelamento, como assinalaram neste f�rum os demais debatedores, n�o seria tido como causa superveniente relativamente independente que causou o resultado (art. 13, �1�, do CP), excluindo-se, destarte, o nexo causal?
 
Conversando com alguns Promotores de Justi�a e Ju�zes amigos meus, pude inferir que todos seguem o mesmo posicionamento da falta de nexo de causalidade entre a conduta dos assaltantes e a morte do gerente.
 
Por derradeiro, salvo melhor ju�zo, voc�, h� um ou dois dias, havia acolhido a tese de tentativa de roubo (art. 157 c/c art. 14, II e par�grafo �nico, ambos do CP), e n�o de latroc�nio consumado. O que o fez mudar de opini�o?
 
Bem, de qualquer sorte, aguardo seus valiosos coment�rios.
 
Cordialmente,
 
Guilherme da Rocha Ramos
----- Original Message -----
From: Hetan
Sent: s�bado, 3 de junho de 2000 13:42
Subject: [penal] RES: Re: RES: Re: Crime Formal e Material

Car�ssimo
 Tomei o cuidado de n�o rebater o sua tese pontuando-a .
 Isso porque, como pudemos experimentar, o Direito � uma ci�ncia da dial�tica, da persuass�o, do convencimento, do entendimento, e � na cr�tica sincera que se busca um enteder melhor.
 Do ponto de vista da defesa, sua formula��o � v�lida, e, sem d�vida,  me utilizaria desta na certeza de estar usando uma boa t�cnica.
O mesmo n�o aconteceria sob a �tica da acusa��o. Acredito que o caminho que se descortinaria seria a tese por mim articulada.
Meu enquadramento do caso concreto a norma n�o se coaduna com os demais listeiros:
Hetan: houve Latroc�nio consumado e tentativa de subtra��o material, formulado em acordo com entendimento do STF, conforme esclarecedora jurisprud�ncia a respeito;
Guilherme: "condena��o dos r�us por crime de tentativa de roubo, aplicando-se, destarte, os arts. 157, "caput", c/c 14, II, e seu par�grafo �nico, todos do C�digo Penal."
Cl�vis: "O crime � a tentativa de roubo. Incab�vel pensar-se em latroc�nio"
Josy: "A hip�tese � de tentativa de roubo e n�o de latroc�nio".
 
Para os demais listeiros n�o alcan�arem o entendimento de Latroc�nio tem-se que n�o h� nexo causal na morte do gerente, com a a��o dos agentes, como ficou de todo estabelecido em sua tese: 
"No tocante � morte do gerente, n�o podem os assaltantes responder pela mesma, haja vista que, seja consumado ou tentado o delito, doloso ou culposo, pouco importa: s� se pode responsabilizar os agentes pelo resultado natural�stico ocorrido se, quando e porque ele tenha se dado em decorr�ncia da conduta dos infratores (exist�ncia de nexo causal)."
 
Entendo firmemente que h� nexo etiol�gico- " evidente nexo causal entre a a��o dos agentes - assalto - e a rea��o da v�tima - fuga".  O nexo causal somente falecer� se na fuga n�o fosse pelo menos previs�vel o resultado natural�stico.
Por exemplo: Se o ilicito ocorrece num lugar em que n�o houvesse carros passando,  as Ruas de Pedestres.
Ou se ilicito se desse no campo. 
Agora, ao contr�rio, se o il�cito se deu em um lugar onde poderia se supor tranquilamente que a v�tima em fuga ou os agentes em fuga,  teriam risco real e imediato, prev�ssivel, de um novo il�cito penal, foi feita a "Ponte de Ouro" , h� nexo causal.
Observe o que firma a seguinte jurisprud�ncia
"Assim, se o agente se fere na fuga quando procura fugir � agress�o, h� rela��o de causalidade, pois, se hipoteticamente se suprimisse a agress�o, a v�timan�o fugiria e, portanto, n�o sofreria les�o". JCAT 77/615-6; e no mesmo sentido TJSP - RT 382/271 e 387/82.
 
Penso que este ensinamento � excessivo para o estabelecimento do nexo etiol�gico, pois temos que levar em considera��o n�o o resultado natural�stico pura e simplesmente, mas se este seria prev�sivel.
Exemplo de resultado prev�sivel fuga e atropelamento num grande centro;
Exemplo de resultado n�o prev�sivel fuga e morte porque um cometa caiu na cabe�a do evasivo. 
 
No exemplo sucintado - "e na rua � atropelado e vem a falecer"  pareceu-me evidente que o resultado - ser atropelado numa fuga - era previs�vel antes do il�cito Roubo.
   
Const�nuo portanto, com a devida v�nia, entender que houve Latroc�nio consumado e tentativa de subtra��o material, diferente dos demais colegas, podendo modificar meu entendimento se, na circunst�ncias em que ocorreu o il�cito, n�o havia como prever aquele resultado. 
-----Mensagem original-----
De: [EMAIL PROTECTED] [mailto:[EMAIL PROTECTED]]
Enviada em: sexta-feira, 2 de junho de 2000 23:39
Para: [EMAIL PROTECTED]
Assunto: [penal] Re: RES: Re: Crime Formal e Material

hpG

 

Apenas uma observa��o, colega Hetan: Eu n�o afirmei que o letroc�nio � crime material, e tanto � assim que n�o fiz qualquer coment�rio ou cr�tica � S�mula 610 do STF.
 
O que asseverei foi, t�o-somente, que o roubo, seja pr�prio ou impr�prio, mas sempre em sua modalidade simples, ou circunstanciada (e n�o o latroc�nio, que n�o deixa de ser um roubo qualificado), � crime material. A prop�sito, sequer cito, em meu coment�rio anterior, a S�mula 610 do STF (pode conferir), de molde que, repito, n�o fiz qualquer refer�ncia, e muito menos uma cr�tica, ao posicionamento do Excelso Pret�rio quanto � natureza (do ponto de vista do resultado natural�stico) do latroc�nio. Pode ser que um dia eu venha a formular uma tese contr�ria � da Colenda Corte, mas at� aqui e agora n�o foi o que fiz.
 
No mais, agrade�o muito ao colega por ter abra�ado a opini�o exposada por mim e pelos demais colegas deste f�rum.
 
Um abra�o amigo ao colega Hetan e a todos os demais debatedores!
 
Guilherme da Rocha Ramos
----- Original Message -----
From: Hetan
Sent: sexta-feira, 2 de junho de 2000 22:16
Subject: [penal] RES: Re: Crime Formal e Material

Car�ssimos

    S�o valiosa as li��es aqui apresentadas em especial devido a qualidade dos participantes. Neste sentido, vergo-me ao entendimento de que os crimes formais admitem a forma tentada. Generalizei uma afirma��o que guardava rela��o t�o somente ao caso concreto.

    Contudo, n�o estou s� quando tenho que o fato sucitado leva a ented�-lo como crime formal.

    Observem a jurisprud�ncia abaixo, de nossa maior corte, com o grifo nosso:

 

S�mula

610

Decis�o

17/10/1984

Publica��o

DJ DATA:29-10-84 PG:08114

Texto

HA CRIME DE LATROCINIO, QUANDO O HOMICIDIO SE CONSUMA, AINDA QUE
N�O SE REALIZE O AGENTE A SUBTRA��O DE BENS DA VITIMA.

Legisla��o

LEG:FED DEL:002848 ANO:1940 ART:00157 PAR:00003
*****  CP-40    CODIGO PENAL

Indexa��o

CRIME CONTRA O PATRIMONIO, LATROCINIO, CONSUMA��O, MORTE, VITIMA,
BENS, SUBTRA��O, RELEVANCIA, INEXISTENCIA.
PN0286 CRIME CONTRA O PATRIMONIO
LATROCINIO
CONSUMA��O

Precedentes

PROC:HC     NUM:0048935 ANO:71 UF:AM  TURMA:01 MIN:118  AUD:01-09-71
DJ      DATA:03-09-71  PG:*****      EMENT    VOL:00845-02  PG:00730
RTJ      VOL:00061-03  PG:00318
PROC:HC     NUM:0056171 ANO:78 UF:RJ  TURMA:02 MIN:127  AUD:20-09-78
DJ      DATA:22-09-78  PG:*****      EMENT    VOL:01108-01  PG:00240
RTJ      VOL:00087-03  PG:00828
PROC:HC     NUM:0056704 ANO:79 UF:SP  TURMA:01 MIN:129  AUD:21-03-79
DJ      DATA:23-03-79  PG:*****      EMENT    VOL:01125-01  PG:00104
RTJ      VOL:00095-01  PG:00094
PROC:HC     NUM:0056817 ANO:79 UF:SP  TURMA:02 MIN:128  AUD:28-03-79
DJ      DATA:30-03-79  PG:*****      EMENT    VOL:01126-01  PG:00303
RTJ      VOL:00093-02  PG:00102
PROC:HC     NUM:0057420 ANO:79 UF:RJ  TURMA:02 MIN:116  AUD:12-12-79
DJ      DATA:14-12-79  PG:*****      EMENT    VOL:01157-01  PG:00152
RTJ      VOL:00096-01  PG:00094

Classe / Origem
HC-69579 / SP
HABEAS CORPUS .
Relator
Ministro MOREIRA ALVES
Publica��o
DJ DATA-11-12-92 PP-23663 EMENT VOL- 01688-02 PP-00225
Julgamento
17/11/1992 - PRIMEIRA TURMA

Ementa

      
        -   "Habeas corpus".   "Aberratio ictus".
Latrocinio consumado. Competencia.
              -  O ora paciente  atirou para atingir a vitima, que
foi  ferida, e, por erro  de execucao, acabou por matar um de seus
comparsas.  Em casos  que  tais, em  que o  alvo  dos tiros  foi a
virtual  vitima,  e  por  "aberratio ictus"  o  morto  foi  um dos
participantes  do  crime,  tem-se  a  configuracao  do  latrocinio
consumado,  em conformidade com  o disposto no  artigo 73 (erro na
execucao)  e em face da  jurisprudencia desta Corte que, quando ha
homicidio  consumado e subtracao patrimonial tentada (como ocorreu
no  caso), se cristalizou na Sumula 610:  "Ha crime de latrocinio,
quando  o homicidio se  consuma, ainda que  nao realize o agente a
subtracao de bens da vitima".
              -  Ocorrencia, ainda,  na  especie, de  tentativa de
latrocinio.  Aplicacao, quanto a  competencia, da Sumula 603 desta
Corte.
              -  Improcedencia da  alegacao de  que, na fixacao da
pena do paciente, foi considerada reincidencia inexistente.
              "Habeas corpus" indeferido.

Observa��o

VOTACAO: UNANIME. RESULTADO: INDEFERIDO.
N. PP:. (8). ANALISE (JBM). REVISAO: (NCS).
IMPLANTACAO: 18-01-93 (WRT). ALTERACAO: 09.02.93, (MV).
    
Voltando ao caso concreto:
Dois homens entram em uma agencia bancaria armados 
de revolveres de brinquedos muito parecidos com de verdade.
No momento do assalto, o gerente consegue fugir, e na rua e atropelado
e vem a falecer. Chega a policia e prende os dois assaltantes com a sacola
de dinheiro ainda dentro da agencia.
    Assim apresentado, ponderadas as devidas considera��es e fontes, entendo 
que houve Latroc�nio consumado e tentativa de subtra��o material. 
Havendo evidente nexo causal entre a a��o dos agentes - assalto - e a rea��o
da v�tima - fuga. 
Como os agentes n�o podiam concorrer dolosamente para o resultado 
natural�stico - morte do gerente - pela completa impropriedade do objeto - 
arma de brinquedo - surge a forma culposa, sendo inaplic�vel a lei de 
crimes hediondos.

Veja mais no em http://www.phorum.com.br/foruns/direito.net - Ilustrativa discuss�o sobre crimes tentados e consumados.

Sob censura

Cordialmente Hetan

[EMAIL PROTECTED]

-----Mensagem original-----
De: [EMAIL PROTECTED] [mailto:[EMAIL PROTECTED]]
Enviada em: sexta-feira, 2 de junho de 2000 18:50
Para: [EMAIL PROTECTED]
Assunto: [penal] Re: Crime Formal e Material

Assistente de Criação

 
Caros Colegas,
 
 
 
Alegro-me muito por saber que h� pessoas como voc�s que se deliciam com o Direito Penal.
 
Parab�ns pelas respostas at� aqui desenvolvidas!
 
No entanto, nem de longe � verdade, ao contr�rio do que asseverou o nobre colega Hetan, que os crimes formais n�o admitem tentativa. Os crimes de falsidade de  documento p�blico, particular e falsidade ideol�gica (respectivamente, arts. 297, 298 e 299, do CP), por exemplo, que s�o formais, admitem, sim, a tentativa. O rapto (arts. 219 e 220 do CP) tamb�m � crime formal, mas n�o h� um s� doutrinador ou magistrado que negue a possibilidade de tentativa desse crime.
 
At� mesmo crimes de mera conduta, tais quais os contra a liberdade sexual, admitem a tentativa.
 
Ademais, o crime de roubo � material, pois, para a sua consuma��o, ao contr�rio do que acontece na extors�o (art. 158 do CP), � necess�rio o resultado natural�stico. Isso, ali�s, � pac�fico na doutrina e na jurisprud�ncia (vide, e. g., as obras de Mirabete, Dam�sio de Jesus, Nelson Hungria, Heleno Cl�udio Fragoso, Magalh�es Noronha, Basileu Garcia, An�bal Bruno, Manzini, Maggiore, As�a, Antolisei, Celso Delmanto, entre tantos outros doutrinadores cl�ssicos e modernos).
 
No tocante � morte do gerente, n�o podem os assaltantes responder pela mesma, haja vista que, seja consumado ou tentado o delito, doloso ou culposo, pouco importa: s� se pode responsabilizar os agentes pelo resultado natural�stico ocorrido se, quando e porque ele tenha se dado em decorr�ncia da conduta dos infratores (exist�ncia de nexo causal).
 
Em sentido contr�rio e estar�amos regredindo muito nosso Direito Penal, dando guarida � responsabilidade penal objetiva do resultado. Veja-se que at� mesmo o art. 13, �1�, do CP, nega qualquer responsabiliza��o jur�dico-penal no caso de o resultado ter se dado por causa superveniente relativamente independente que "por si s�" tenha dado causa ao resultado. A previsibilidade do resultado deve adstrir-se ao "id quod plerunque accidit", e n�o ao simplesmente poss�vel.
 
Afastada est�, portanto, a responsabilidade dos agentes pela morte do gerente do banco e, "mutatis mutandis", impossibilitada est� a admissibilidade de crime de latroc�nio, seja na forma tentada ou mesmo (e sobretudo) consumada.
 
Acres�a-se que os assaltantes n�o lograram �xito na subtra��o patrimonial, haja vista o fato de a pol�cia ter chegado a tempo de prend�-los em flagrante, ainda dentro da ag�ncia banc�ria. Como eles n�o conseguiram a posse pac�fica da coisa, e nem tiveram como tirar a "res" da esfera de disponibilidade da v�tima, n�o h� como negar-se a tentativa. Haveria consuma��o se, por exemplo, ao fugirem, os assaltantes fossem capturados, mais � frente, numa blitz da pol�cia, o que, todavia, n�o se mostrou assim o caso aqui ventilado.
 
Nesses termos, e considerando os expressos argumentos de que me utilizei, infiro pela condena��o dos r�us por crime de tentativa de roubo, aplicando-se, destarte, os arts. 157, "caput", c/c 14, II, e seu par�grafo �nico, todos do C�digo Penal.
 
�, ao que me parece, a mesma tese exposada pela maioria dos colegas opinadores deste f�rum de debates.
 
No mais, gostaria de debates t�o bons quanto esse que me veio � tona.
 
Um abra�o a todos!
 
Guilherme da Rocha Ramos
 
----- Original Message -----
From: Hetan
Sent: sexta-feira, 2 de junho de 2000 00:59
Subject: [penal] Crime Formal e Material

Caro Cl�vis vamos deduzir em l�gica penal o acinte proposto:

“Dois Homens entraram em uma ag�ncia banc�ria armados de rev�lveres de brinquedos muito parecidos com de verdade”.

A d�vida se dar� se n�o houve crime imposs�vel pela  impropriedade do objeto para consuma��o do crime, o que o CP prev� em seu art. 17.  Contudo a doutrina e a jurisprud�ncia s�o categ�ricas. “N�o h� o qu� se falar em crime imposs�vel se, em virtude de patentearem-se relativas a inefic�cia do meio ou a impropriedade do objeto, suceder concreta possibilidade – ainda que m�nima – de o agente obter a consuma��o do delito” – RJDTACRIM 4/78.

“No momento do assalto, o gerente consegue fugir”

Tem-se que o crime est� em andamento foi iniciada sua execu��o. Surge um fato que seria o desdobramento normal da execu��o para a situa��o f�tica, que seria a fuga. Outra poderia existir como a chagada da pol�cia, ou a rea��o da v�tima. Neste sentido entendemos este tipo de crime como formal.

Crime Formal � aquele crime que se tem como consumado independente do resultado natural�stico, n�o exigindo para sua consuma��o o resultado pretendido pelo agente. O crime formal n�o admite a tentativa.

Uma causa superveniente ao “�ter criminis” ter�amos ent�o uma tentativa imperfeita, e o crime material, admitindo a tentativa. Exemplo uma das v�timas identificando a impropriedade do objeto e frustrando o il�cito penal. Esta causa superveniente n�o se encontra no desdobramento normal do “iter criminis”.  Porque se assim o fosse os acusados nem iniciariam a a��o.

Outro exemplo,  um dos assaltantes v� sua m�e no banco constrangida e desiste da execu��o.

Assim sendo a S�mula 610 do STF firma o mesmo entendimento, considerando o crime como formal, quando a  “causa superveniente” se encontra  previs�vel no “iter criminis”.

Logo houve roubo.

“e na rua � atropelado e vem a falecer.”

A a��o conseq�ente ao crime n�o � desdobramento natural�stico do crime, ser atropelado. N�o quis qualquer dos acusados que a v�tima fosse atropelada, exceto se dispararam em sua dire��o, neste caso ter�amos dolo eventual. Pois a inten��o direta n�o � matar mas, t�o somente, frustrar a fuga, contudo os acusados assumiram o risco de matar.

Assim se a v�tima sa�sse em disparada e, n�o havendo qualquer rea��o dos acusados, tem-se concurso material em Homic�dio Culposo.

Se, por outro lado, os acusados, para impedir a fuga da v�tima, disparassem suas armas, ter-se-ia Homic�dio Doloso – Dolo Eventual, ainda em concurso material.

As considera��es finais do problema s�o irrelevantes, visto que o crime de roubo se consumou conforme a S�mula 610 do STF.

Por derradeiro tenho que houve Roubo na forma do Art. 157 �3.� do CP, com aplica��o da lei de crimes hediondos no caso de dolo eventual – Art. 1.� II da Lei 8072. J� entendo n�o haver aplica��o da lei extrapenal se o Homic�dio se deu culposamente.

Veja mais no em http://www.phorum.com.br/foruns/direito.net - Ilustrativa discuss�o sobre crimes tentados e consumados.

Sob censura

Cordialmente Hetan

[EMAIL PROTECTED]

  

Quest�o de Direito Penal

Cl�vis - [EMAIL PROTECTED]

Se alguem puder ajudar, eu agradeco.

Dois homens entram em uma agencia bancaria armados
de revolveres de brinquedos muito parecidos com de verdade.
No momento do assalto, o gerente consegue fugir, e na rua e atropelado
e vem a falecer. Chega a policia e prende os dois assaltantes com a sacola
de dinheiro ainda dentro da agencia.

Eu( simulado) sou o promotor e devo denuncia-los.
Qual o crime?

O crime � a tentativa de roubo. Incab�vel pensar-se em latroc�nio, visto este crime ser composto de matar para roubar, n�o querendo dizer que se houver morte o agente quis aquele resultado. Tem que haver o dolo- direto ou eventual. O que ocorreu com o gerente foi uma fatalidade. Quem poder� vir a responder pela morte do gerente do banco � o motorista se agiu com culpa, como por exemplo n�o ter tomado a devida cautela ao dirigir, mas como o problema foi posto,quanto a morte n�o haver� culpados.
Tentativa de roubo por n�o sair da esfera do dom�nio do banco, ou seja, o bandido nunca teve a posse da res.
OK, espero ter colaborado, um abra�o.

Caro colega:

Concordo plenamente com o debatedor que me antecedeu. A hip�tese � de tentativa de roubo e n�o de latroc�nio, pelos seguintes motivos:
O latroc�nio, como crime complexo, possui dois n�cleos: matar e roubar. A hip�tese de roubo (ao menos a tentativa - j� que n�o h� posse sobre a coisa subtra�da) � evidente e ao que se indica, indiscut�vel. Contudo, o evento morte n�o partiu da vontade dos agentes, nem mesmo a t�tulo de dolo eventual, constituindo causa superviente relativamente independente, sendo ent�o, exclu�da do nexo causal, nos moldes do art. 13 � 1.o. CP. Nestes termos, como promotora, denunciaria os agentes por crime de roubo tentado (art. 157 c/c 14).
S�o estas as considera��es.

Josy

------------------------------

Subscribe: [EMAIL PROTECTED]

Unsubscribe: [EMAIL PROTECTED]

P�gina: http://www.mail-archive.com/[email protected]

------------------------------

Direito Brasil

O seu Direito na Internet!
http://www.direitobrasil.com.br
------------------------------

Subscribe: [EMAIL PROTECTED]

Unsubscribe: [EMAIL PROTECTED]

P�gina: http://www.mail-archive.com/[email protected]

------------------------------

Grupos.com.br

Unindo pessoas e idéias
http://www.grupos.com.br
------------------------------

Subscribe: [EMAIL PROTECTED]

Unsubscribe: [EMAIL PROTECTED]

P�gina: http://www.mail-archive.com/[email protected]

------------------------------

Direito Brasil

O seu Direito na Internet!
http://www.direitobrasil.com.br
------------------------------

Subscribe: [EMAIL PROTECTED]

Unsubscribe: [EMAIL PROTECTED]

P�gina: http://www.mail-archive.com/[email protected]

------------------------------

Welcome Busca!

Quer encontrar um site interessante?

Clique no link abaixo e boa viajem...
http://www.welcome.com.br
------------------------------

Subscribe: [EMAIL PROTECTED]

Unsubscribe: [EMAIL PROTECTED]

P�gina: http://www.mail-archive.com/[email protected]

------------------------------

Direito Brasil

O seu Direito na Internet!
http://www.direitobrasil.com.br
------------------------------
Subscribe: [EMAIL PROTECTED]
Unsubscribe: [EMAIL PROTECTED]
P�gina: http://www.mail-archive.com/[email protected]
------------------------------

Direito Brasil
O seu Direito na Internet!
http://www.direitobrasil.com.br

Responder a