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Hetan, Meu
Caro,
Quanto �s suas conclus�es a respeito
dos elementos da culpa "stricto sensu", n�o fa�o maiores reparos.
S� n�o consigo compreender como voc�
conseguir� transpor a "barreira" que lhe op�e o art. 13, � 1�, do C�digo
Penal... Seus argumentos, muito bons por sinal (como de praxe), n�o se lastreiam
na exist�ncia, ou n�o, de nexo de causalidade, repare.
Assim � que, se temos, de um lado,
uma conduta e, ap�s esta conduta, surge uma concausa (o
motorista que atropela o gerente do banco), � de se indagar: a despeito de
qualquer coment�rio sobre a o fato de haver, ou n�o, previsibilidade quanto ao
resultado natural�stico, o atropelamento, como assinalaram neste
f�rum os demais debatedores, n�o seria tido como causa superveniente
relativamente independente que causou o resultado (art. 13, �1�, do CP),
excluindo-se, destarte, o nexo causal?
Conversando com alguns Promotores de
Justi�a e Ju�zes amigos meus, pude inferir que todos seguem o mesmo
posicionamento da falta de nexo de causalidade entre a conduta dos assaltantes e
a morte do gerente.
Por derradeiro, salvo melhor ju�zo,
voc�, h� um ou dois dias, havia acolhido a tese de tentativa de roubo (art. 157
c/c art. 14, II e par�grafo �nico, ambos do CP), e n�o de latroc�nio consumado.
O que o fez mudar de opini�o?
Bem, de qualquer sorte, aguardo seus
valiosos coment�rios.
Cordialmente,
Guilherme da Rocha
Ramos
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Title: Quest�o de Direito Penal
