= Quando a lei n�o vale para todos: a oficializa��o do tr�fico de �rg�os pelo Judici�rio =
Quando os absurdos do Judic��rio falam por si mesmos. Interpretar a lei n�o � decidir contra a lei.
 
LEI  9.434/97. TRANSPLANTES DE �RG�OS
 
 
Art. 15. Comprar ou vender tecidos, �rg�os ou partes do corpo humanos: Pena- reclus�o de tr�s a oito anos, e multa, de 200 a 360 dias-multa.

Par�grafo �nico. Incorre na mesma pena quem promove, intermedeia, facilita ou aufere qualquer vantagem com a transa��o.

 

07/10/2004 - 15h58
Quinze brasileiros que venderam seus rins s�o absolvidos

Recife (Brasil), 7 out (EFE).- Quinze brasileiros que admitiram ter vendido seus rins a uma organiza��o internacional foram absolvidos nesta quinta-feira das acusa��es de tr�fico de �rg�os por uma ju�za de Recife, informaram fontes judiciais.

Os vendedores dos rins foram inclu�dos como r�us no processo contra 28 pessoas acusadas de integrar uma organiza��o dedicada ao tr�fico de �rg�os, j� que a pol�cia os considerou t�o respons�veis como os que intermediaram as negocia��es.

Os demais acusados, entre eles dois israelenses acusados de comandar a quadrilha, est�o presos em Recife e ainda n�o foram julgados.

Em Pernambuco, a organiza��o entrava em contato com pessoas dispostas a vender seus �rg�os e os enviava a Durban, na costa leste da �frica do Sul, onde eram submetidos a cirurgias de extra��o de um dos rins, segundo as investiga��es.

A pol�cia, que desmontou a organiza��o em dezembro do ano passado, concluiu que pelo menos trinta brasileiros venderam seus �rg�os e viajaram para Durban para a opera��o, que beneficiou pacientes de pelo menos dez pa�ses.

Segundo a pol�cia, cada �rg�o era vendido por cerca de 10.000 d�lares aos pacientes receptores, que recebiam o transplante em opera��es simult�neas em hospitais de Durban.

Os "doadores" dos �rg�os regressavam ao Brasil com a miss�o de recrutar novos interessados em vender seus rins.

O superintendente da Pol�cia Federal de Pernambuco, Wilson Dam�zio, decidiu acusar formalmente os doadores por tr�fico de �rg�os, por consider�-los t�o respons�veis quanto os intermedi�rios e os receptores.

"Eles n�o podem ser considerados v�timas. Eles entregaram seus rins por vontade pr�pria, receberam o dinheiro e participaram livremente do com�rcio de �rg�os", alegou o encarregado pela investiga��o.

Sua opini�o, no entanto, n�o foi compartilhada pela ju�za federal Amanda Lucena, que, em seu veredicto de hoje, os considerou inocentes de todas as acusa��es.
A ju�za levou em conta os graves problemas de sa�de que sofreram v�rios dos doadores depois da extra��o de seus �rg�os.

Entre as pessoas que foram detidas no ano passado por sua participa��o na organiza��o do tr�fico de �rg�os est� o capit�o da pol�cia Iv�n Bonifacio da Silva, acusado de ter intermediado v�rias das negocia��es para a compra de rins.

O oficial chegou a alegar que, com sua a��o, al�m de ter salvo as vidas de pessoas que necessitavam dos �rg�os, ajudou brasileiros que precisavam de dinheiro para comer.

Tamb�m disse que ganhava perto de 2.000 d�lares por cada pessoa que convencia a doar seu rim.

Entre os acusados tamb�m aparecem o oficial do ex�rcito de Israel aposentado Gegalya Tauber Gadu e outro cidad�o do pa�s, identificado como Eliezer Ramon.

Caso sejam considerados culpados, eles podem ser condenados a penas de at� treze anos de pris�o pelos delitos de associa��o com o crime e com�rcio de �rg�os.

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