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Do Jornal Japan Times online, 24/10/2004.
NO JAPÃO Público está dividido sobre transplantes com morte encefálica http://www.japantimes.com/cgi-bin/getarticle.pl5?nn20041024f1.htm A questão é até que ponto o consentimento da família deve ser o único requerimento
O público está dividido sobre até que ponto permitir o transplante de órgãos de pessoas com morte encefálica que não deixaram claro até que ponto elas querem se tornar doadoras, de acordo com uma pesquisa do governo.
Um estudo governamental liberado no sábado (23/10) concluiu que 35,4% dos consultados acreditam que tais transplantes devem ser proibidos porque a intenção de pessoas com morte encefálica não pode ser confirmada, enquanto 45,5% dizem que deve ser dada a decisão à família da pessoa com morte encefálica.
Apenas 9,7% disseram que os transplantes devem ser permitidos quando as pessoas com morte encefálica não tiverem explicitamente se recusado a doar seus órgãos.
"Nós vemos o julgamento dos consultados como dividido nesta questão", afirmou um responsável do gabinete que realizou a pesquisa.
O levantamento também mostra que 60,7% das pessoas entrevistadas endossam o transplante de órgãos de doadores em idade abaixo de 15 anos, o que é proibido pela Lei de Transplantes de Órgãos no Japão. Este resultado é um ponto percentual maior sobre o obtido na pesquisa anterior realizada em 2002.
Mas 23,2% dos entrevistados, até 3,5 pontos percentuais a mais em relação à pesquisa de 2002, disseram que tais transplantes não devem ser realizados. A questão sobre até que ponto permitir o transplante de órgãos de pessoas com morte encefálica que não afirmaram claramente até que ponto querem se tornar doadores é um tópico chave de discussão entre legisladores que trabalham para revisar a lei.
Membros do Partido Liberal Democrático (LDP) propuseram que os transplantes de pessoas com morte cerebral devem ser permitidos se houver consentimento de seus familiares. Caso aprovada, esta proposição pode basear a forma (pode servir de diretriz) para órgãos a serem transplantados de menores de 15 anos.
A lei dos transplantes japonesa não foi revisada desde sua implementação em outubro de 1997, embora o governo tenha dito que deveria rever tal lei dentro de três anos a partir de sua vigência.
Legisladores do LDP esperam que, por meio da revisão da lei, possa aumentar o número de transplantes de órgãos. A revisão também está visando a tornar desnecessária a prática de pais se responsabilizando pelas operações de transplantes devido à falta de disponibilidade de órgãos, no Japão, para crianças receptoras, devido ao banimento da lei aplicado a crianças com menos de 15 anos.
A pesquisa mostra que 35,4% dos consultados pretendem doar seus órgãos se eles estiverem com morte encefálica, uma queda de 0,6 ponto percentual em relação à pesquisa anterior. De modo diverso, 32,8%, uma alta de um ponto percentual, indicaram que não têm intenção de doar seus órgãos.
O levantamento também mostra que 54,6%, uma queda de 1,3 ponto percentual, disseram que estão interessados no transplante de órgãos, enquanto 71,9%, uma alta de 3 pontos percentuais, responderam que estão conscientes sobre a existência de cartões de doadores que indicam a intenção do portador do cartão de doar seus órgãos.
Sob a atual lei, os doadores devem assinar cartões de doador de órgãos e concordar em doar seus órgãos para receptores, e suas famílias são requisitadas a dar consentimento para esses procedimentos. Cerca de 10,5% dos consultados disseram que têm cartão de doador, excedendo o marco de 10% pela primeira vez desde que o governo começou a fazer este tipo de pesquisa em 1998.
O gabinete governamental disse que a pesquisa indica que as pessoas têm alto interesse na doação de órgãos , mas muitas ainda estão hesitantes em se tornar doadoras.
A pesquisa, realizada entre 12 e 22 de Agosto, amostrou 3 mil pessoas com idades de 20 anos ou mais velhas em todo o Japão, obtendo 2.125 respostas, ou 70,8% de retorno. ********************* The Japan Times: Oct. 24, 2004 Public mixed on brain-death transplants At issue is whether a family's consent should be the only requirement The public is divided over whether to allow transplants of organs from brain-dead people who have not made it clear whether they wish to become donors, according to a government survey. The Cabinet Office study, released Saturday, found that 35.4 percent of respondents believe such transplants should be forbidden because the intent of brain-dead people cannot be confirmed, while 45.5 percent say it should be up to a brain-dead person's family to decide. Only 9.7 percent said transplants should be allowed as long as the brain-dead people have not explicitly refused to donate their organs. "We see the judgment of the respondents as divided on the issue," a Cabinet Office official said. The survey also shows that 60.7 percent of the people surveyed endorse organ transplants from donors under the age of 15, which is prohibited under the Organ Transplant Law. The figure was up 1 percentage point from the previous survey in 2002. But 23.2 percent, up 3.5 percentage points from the 2002 survey, said such transplants should not be conducted. The question of whether to allow organ transplants from brain-dead people who have not clearly stated whether they wish to become donors is a key discussion topic among lawmakers working to revise the law. Members of the ruling Liberal Democratic Party have proposed that transplants from brain-dead people should be allowed if there is consent from their families. If approved, this could pave the way for organs to be transplanted from minors under the age of 15. The transplant law has not been revised since it was implemented in October 1997, though the government had said it would review the law within three years of it going into force. The LDP lawmakers hope that by revising the law the number of organ transplants will be boosted. The revision is also aimed at making unnecessary the practice of parents taking their children abroad for transplant operations because of the lack of suitable organs in Japan for child recipients due to the ban applied on children under 15. The survey shows 35.4 percent of the respondents intend to donate their organs if they become brain dead, down 0.6 percentage point from the previous survey. Conversely, 32.8 percent, up 1 percentage point, indicated they have no intention of donating their organs. It also shows 54.6 percent, down 1.3 points, said they are interested in organ transplants, while 71.9 percent, up 3 points, responded they are aware of the existence of donor cards that indicate a cardholder's intention to donate his organs. Under the current law, donors must sign organ-donor cards and agree to donate their organs to recipients, and their families are required to give consent to the arrangements. Some 10.5 percent of the respondents said they have donor cards, exceeding the 10 percent mark for the first time since the government began compiling the survey in 1998. The Cabinet Office official said the survey indicates people have a high interest in organ donation, but many are still hesitant about becoming donors. The survey, conducted between Aug. 12 and Aug. 22, covered 3,000 people aged 20 or older across Japan, with 2,125, or 70.8 percent, responding. The Japan Times: Oct. 24, 2004 ----------------------------------- Endereços da lista: Para entrar: [EMAIL PROTECTED] Para sair: [EMAIL PROTECTED] -----------------------------------
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