Sangue Sobre Pat�polis - Parte XXIV
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[Resumo  dos  cap�tulos  anteriores:  Metralhas levam Caixa-Forte para
ilha  deserta;  Patinhas  morre.  Patac�ncio  manda Alvin e Esther, os
humanos  invasores,  matar  Donald.  P�oduro  Mac  M�nei disfar�ado de
Donald  transfere toda a heran�a para Margarida. Dora Cintilante seduz
Patac�ncio. O fantasma de Beg�nia Beagle retorna. Superpato descobre a
Caixa-Forte  vazia  e penetra nos subterr�neos. O prefeito Omar Leit�o
reaparece  e  diz  que  n�o  foi  seq�estrado.  P�oduro mata Professor
Pardal;   clones   de   Donald   saem   do  controle;  Metralha  atira
acidentalmente  em  P�oduro.  Sobrinhos  embarcam  para Gans�polis com
Donald  falso  mas descobrem o logro; avi�o fica desgovernado e cai na
floresta.  Acreditando  reencontrar  se  u  amado,  Margarida  vai   a
Gans�polis  de  trem.  Esther  escapa  de  ser queimada viva e derrota
Beg�nia  em  duelo  m�stico.  Fac��o dos Metralhas quer levar o ferido
P�oduro  de  volta  � �frica do Sul e entra em choque com outro grupo.
Autogolpe  de  Omar  Leit�o  garante anistia e direitos civis aos c�es
caucasianos .]

               AINDA QUE TARDIA

- Fa�a suas �ltimas ora��es, Beg�nia Beagle. Chegou o seu fim!

Diante  da  amea�a,  os  Metralhas  recuaram e se esconderam atr�s das
moitas.  Beg�nia  ainda  estava  ca�da,  sentindo  os efeitos do golpe
m�gico.

- Nunca, sua humana desgra�ada! Ri melhor quem ri por �ltimo!

Beg�nia,  discretamente,  apontou  para  o  c�u  e deu voltinhas com o
indicador  direito  enquanto  murmurava  palavras  m�gicas numa l�ngua
estranha. Os Metralhas se encolheram ainda mais. Mal percebi o que nos
esperava.  Uma  chuva  de  raios  caiu  aos  p�s de Esther. A for�a da
seq��ncia  de  golpes  lan�ou  a  humana  a  dez  metros.  Esther saiu
cambaleante, com um lado do corpo gravemente queimado. Qualquer humano
normal  estaria  morto, mas ela sequer perdera a consci�ncia. Emanando
um  brilho  intenso,  seu  corpo  se recomp�s dos ferimentos em poucos
segundos.  E  nisso Esther n�o percebeu que Beg�nia reapareceu �s suas
costas.

- Tome mais isto, Esther!

Beg�nia  estendeu  as  m�os  para frente e soltou um jorro de bolas de
fogo.  Esther caiu novamente. Controlando a dor, ela rastejou e lan�ou
um olhar fuzilante para Beg�nia.

- N�o admito ataque pelas costas!

Esther abriu a boca, emitiu a luz ofuscante e soprou com a for�a de um
furac�o.  Beg�nia  foi  lan�ada  aos  ares.  Num  grito  lancinante, o
fantasma se desfez nas nuvens - para nunca mais.

O  sil�ncio  era  absoluto. Esther ainda estava ca�da, lutando para se
levantar.  Mas  logo  os  ferimentos  desapareceram  e  tudo voltou ao
normal. Os Metralhas se reaproximaram. Esther anunciou, orgulhosa:

- � o fim de Beg�nia Beagle.

*****

Enquanto  isso,  um  comboio  de  Metralham�veis  corria pelas ruas de
Pat�polis levando ao aeroporto o ferido P�oduro Mac M�nei.

-  N�o  se  preocupe, chefe! - disse 761-761 - Nossos homens acabam de
seq�estrar  um  avi�o  comercial.  O comandante est� sob nosso poder e
levar� o senhor de volta � �frica do Sul.

O  velho  zilion�rio  mal  parecia sentir a dor da bala alojada em sua
perna.

-  Eu  sabia  que  podia  contar  com voc�s. N�o podia dar chances aos
a�ougueiros dos hospitais de Patinhas.

Quando  chegaram  ao  aeroporto,  a  pista estava cercada por duzentos
Metralhas armados, liderados por 167-761.

- Aonde pensam que v�o, seus p�stulas infi�is?

- Do que voc� est� falando? O P�oduro est� ferido e tem que ser levado
imediatamente para a �frica do Sul.

- S� por cima do meu cad�ver!

- Voc� disse ficar�amos � vontade para apoiar P�oduro contra a Fam�lia
Pato. N�o tem palavra?

- Voc� j� devia ter aprendido a n�o confiar nem em sua pr�pria sombra.
Adeus, 761!

A  um  comando  de  167,  os Metralhas ergueram suas armas. 761 e seus
homens estavam totalmente cercados. N�o havia para onde fugir.

- Preparar... Apontar...

-  Parem!  Parem  tudo!  - gritou o primo 002, carregando um televisor
port�til - Vamos ter novidades!

- Que foi, seu idiota?

-  O  prefeito  vai  fazer  um  discurso  decisivo  diante do Conselho
Municipal!

*****

Assim  como  os  Metralhas, os conselheiros - quase todos velhos patos
corruptos,  desnorteados  com a morte de Patinhas - esperavam qualquer
coisa  de  Leit�o.  Toda  Pat�polis se acotovelava diante das telas na
expectativa  das  novidades. Leit�o pegou os �culos e abriu uma grande
folha de papel com o texto do discurso:

-  Meus  concidad�os,  este  �  um dia hist�rico para Pat�polis e seus
laboriosos  habitantes.  At� hoje Pat�polis cresceu e frutificou sob a
m�cula da emp�fia e do preconceito.

Notando o olhar incr�dulo dos interlocutores, Leit�o prosseguiu:

-  Proponho  ao  Conselho  Municipal  que  a  partir  desta data sejam
abolidas todas as medidas discriminat�rias contra os c�es caucasianos,
garantindo-lhes  anistia  total  e  concedendo plenos direitos civis a
todos os habitantes de Pat�polis.

-  Protesto! - levantou-se o presidente do Conselho - A funda��o desta
cidade  �  fruto  da  luta dos patos iluminados e superiores contra os
c�es  caucasianos  fedorentos. Nada pode deter a marcha dos patos. N�o
aprovaremos essa lei absurda!

-  N�o h� problema. Neste momento, sob os olhos do Conselho, do povo e
das c�meras, converto a mensagem em decreto-lei.

-  Sua  excel�ncia  enlouqueceu?  N�o existe decreto-lei na legisla��o
patopolense.

- Agora passa a existir.

Naquele  momento,  a  mesa  do  Conselho  estava  cercada  por  trinta
soldados.

-  Meus concidad�os, este � o jeito de ser de Pat�polis. Cedo ou tarde
alcan�amos a democracia... mesmo que seja na base da porrada.

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Congresso de videntes cancelado por problemas imprevistos.


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