Bem aqui vai um testamento para quem tiver paciência para ler:

Não tendo propriamente uma visão de "actor" nestes mercados, na minha opinião de senso comum, acho um dos aspectos muitas vezes ignorados é precisamente a questão do "sacudir a água do capote", que eu vejo simplesmente com o assegurar SUPORTE TÈCNICO de confiança e com provas dadas. Demasiadas vezes as soluções Open Source são associadas a baixa qualidade e a suporte pouco profissional. A existência de profissionais qualificados com Currículo comprovado na implementação e suporte de soluções FOSS, e empresas com serviços nesta área (e não falo de empresas criadas à pressa para dar resposta a um trabalho, mas sim empresas que estejam vários anos no mercado), será essencial a médio prazo para que empresas e autarquias possam se sentir mais seguras a adoptar soluções desta natureza. Aponto a Faunália como um exemplo interessante de empresa que apostou em FOSS, e que poderá dar os seus frutos a médio prazo. Por outro lado, de ter trabalhado em autarquias, acho que não existiam técnicos nas mesmas com preparação de fundo em SIG. E com preparação quero dizer com conhecimentos de análise espacial, álgebra de maps, sensoriamento remoto, e com uma noção profunda das capacidades e vantagens de um SISTEMA DE INFORMAÇÃO. QUando se introduziam os SIG, adoptavam-se os mesmos como mais um pacote de software (na ideia dos decisores, idêntico a um CAD) para IMPRIMIR MAPAS. Em nenhum caso que eu conhece-se até à pouco tempo vi fazer análises espaciais com os dados do SIG, aé porque os mesmos muitas vezes não passavam de alguns polígonos de equipamentos no concelho... Penso que neste momento assistimos a uma vaga nova de técnicos a entrarem e outros a se formarem, com especializações e mestrados nestas áreas e já com outro tipo de mentalidade e conhecimentos. Sem estes técnicos qualquer SIG não tem grande futuro (como se pode notar da já longa história dos SIG em autarquias de à 20 anos a esta parte). Juntando estes factores - técnicos mal preparados, desconhecimento dos decisores, falta de suporte técnico com curriculo e reconhecimento - temos um mau ambiente para fazer entrar FOSS.

Na Espanha o Open SOurce ganhou bastante tracção por causa dos inúmeros projectos nas províncias, de criação de adaptações do Linux e dos vários softwares relacionados, que ao longo da última década criaram um ecossistema de profissionais e empresas na área e uma percepção mais positiva deste tipo de soluções na sociedade. E aí, sim, forma os próprios políticos a apoiar e até liderar isto! Se o exemplo pegasse por cá!

Acho que o video motivacional do "bugs life" qe apareceu noutro post toca num ponto essencial, o contexto social tem de ser o adequado para certo tipo de inovações, e acho que em Portugal só agora estamos a começar a entrar em "sintonia". O Capítulo local OSGEO, o sucesso das SASIG, o aparecer de formações em FOSS, as empresas de "software comercial" a começarem a adoptar e a falar disso... tenhamos determinação e paciência, que isto devagarinho vai lá! Calro que o Ricardo parece apostado em chega lá o mais rapidamente possível :-))
Os inquietos também são parte importante da comunidade hehe
Victor

Ricardo Pinho wrote:
Ola,

Compreendo o que o Fred está a tentar dizer, mas não concordo que "o que se faz de melhor" seja o único nem o mais importante factor de sucesso da alternativa open source. Durante muito tempo, naturalmente como técnico, achei que o mais importante era a excelência do produto (o melhor). Mas poucos são os que "decidem a adopção de soluções" que se interessam ou são capazes de distinguir o bom do mau produto (em termos técnicos / especificações). Para os que decidem, o bom e o mau produto mede-se por outras medidas que dependem da "espécie dos decisores".

Mas há um factor muito importante para qualquer que seja o decisor: "O PREÇO INICIAL" Meus caros, quando se põe uma placa com "0% DE ENTRADA", é IMPOSSÍVEL IGNORAR!!!! Não o podemos ignorar, este é UM DOS MAIS IMPORTANTES TRUNFOS do open source!

Mas como é natural, esse factor não é suficiente!
Mesmo de borla ninguém leva uma porcaria que não lhe serve para nada e embrulhado num papel de jornal, certo?! Ora bem, posso adiantar aqui alguns dos factores que considero que levam os decisores a optar:

- Preço (principalmente o inicial)
- Aspecto / Embalagem
- Segurança / Risco / Responsabilidade (sacudir a agua do capote)
- Funcionalidades
- Simplicidade (don't make me think) - curva de aprendizagem
- Qualidade (adequação à necessidade)
- Fiabilidade / Durabilidade
- Escalabilidade

Se olharmos para eles e o que as soluções FOSS4G oferecem, verificamos que actualmente só são fortes em:
- Preço
- Qualidade (Adequação à necessidade)
- Escalabilidade
- Funcionalidades (eventualmente)

Claro que o FOSS4G tem muitos outros pontos fortes, mas duvido que os decisores os considerem:
Interoperabilidade, Open Standards, Estabilidade, etc

Como disse, a importância de cada um destes factores depende da "espécie" de decisor.

Ora o decisor da função publica, como muitas vezes o dinheiro cai do céu (do estado ou da EU) o preço até não é muito relevante, nem sequer os custos a médio/longo prazo (custos dos contratos de manutenção e actualização de licenças, etc).

O mais importante factor, para estes CRONICOS ALÉRGICOS AO RISCO, é:
- Segurança / Risco / Responsabilidade (sacudir a agua do capote)

Como tipicamente é um decisor que não percebe nada de nada (e dizem-no à boca cheia, publicamente em discursos e tudo, como forma de autodefesa) a percepção do RISCO é muito empolgada, agravada com a inevitável preocupação com o "seu umbigo e carreira". Uma das primeiras perguntas que fazem é: "que garantias me dão?" e "onde é que esta solução está a funcionar!" e a pensar "se isto correr mal não posso assumir com a responsabilidade, tenho de empurrar a culpa para alguém". E é aí que a ESRI, INTERGRAPH, AUTODESK, etc ganham, pelo nome e reputação (fictícia) internacional! (sobrevalorizada pela cultura Portuguesa)

Só para dar um exemplo, foi o que aconteceu no SIGRia <http://www.amria.pt/sigria/> (Total de Investimento: 2.500.894,00€), projecto do Aveiro Digital, quando, previamente ao seu arranque, propus solução OpenSource aos responsáveis da AMRia e do Aveiro Digital, e a resposta foi essa: "acredito que seja a solução do futuro, mas que garantias essa via me dá hoje?". Respondi: "a única que posso dar é a minha participação e envolvimento"... mas não foi suficiente, e retorquiram: "Nós até temos alguma verba para gastar..." (sempre a "droga dos fundos!!!).

E depois vem o incontornável "LOBBY" e "CORRUPÇÃO". Onde a empresa da mulher/primo do vereador ou do director ganha qualquer coisa com a adjudicação à empresa A... Acabar com os fundos (dinheiro que cai do céu) era remédio santo para este sério problema da nossa sociedade e que tem acarretado tantas más decisões! Talvez depois de 2013 isto se inverta, quem sabe??? (se ainda houver função pública!)


É por isto que eu considero praticamente impossível a entrada do Open Source pela PORTA DA FRENTE num projecto público importante em Portugal (o único que conheço é o Algarve Digital). Por muito que se insista vamos esbarrar sempre nestes decisores. Eu pelo menos ainda não encontrei ninguém que quisesse dar uma séria hipótese ao FOSS4G!

Para já acho que a única hipótese do FOSS4G é a INFILTRAÇÃO ou a CLANDESTINIDADE! É a entrada nas instituições publicas pelos utilizadores, pela PORTA DOS FUNDOS, e não pelos decisores!

Por isso acredito que o GISVM seja um bom CAVALO DE TROIA!! ;-)

Abraços,
Ricardo Pinho


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*De:* Gabriel Nolasco <[email protected]>
*Para:* portugal <[email protected]>
*Enviadas:* Quinta-feira, 1 de Abril de 2010 16:24:32
*Assunto:* [Portugal] Re: Open source cresce em maturidade?

Boa tarde,

Penso que o Fred tocou no aspecto essencial da questão.
Mesmo em tempos de fortes restrições orçamentais, o enfoque deve ser colocado nas vantagens de ter o código aberto e na liberdade que isso confere no desenvolvimento de aplicações ajustadas aos requisitos dos utilizadores (e isto tem custos...). Será por aí que o FOSS se deverá afirmar, colocando o enfoque no "OS" e não no "F"!

Cumprimentos,
Gabriel Nolasco

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*De:* Fred Lehodey <[email protected]>
*Para:* portugal <[email protected]>
*Enviadas:* Quinta-feira, 1 de Abril de 2010 12:40:21
*Assunto:* Fwd: [Portugal] Re: Portugal Digest, Vol 24, Issue 38

Viva,
uma pequena opinião, nesta conversa:
O dinheiro (i.e. falta dele) não pode ser nem o primeiro nem o melhor argumento para vender soluções ou serviços baseados em FOSS.
Isso não funciona.... nem em tempos de crise....
Temos que propor boas soluções (idealmente o que se faz de melhor) e fazer as contas só no fim....

Fred.


---------- Forwarded message ----------
From: *Artur Gil* <[email protected] <mailto:[email protected]>>
Date: 2010/4/1
Subject: Res: [Portugal] Re: Portugal Digest, Vol 24, Issue 38
To: [email protected] <mailto:[email protected]>


Ricardo, muito bom o documento do Plano. Espero que possa servir de "inspiração" a muitos decisores e técnicos com recursos_ efectivamente_ limitados.
Abraços
AG

------------------------------------------------------------------------
*De:* Ricardo Pinho <[email protected] <mailto:[email protected]>> *Para:* Luís Ferreira <[email protected] <mailto:[email protected]>>

*Cc:* OSGeoPortugal <[email protected] <mailto:[email protected]>>
*Enviadas:* Quinta-feira, 1 de Abril de 2010 0:14:55

*Assunto:* Re: [Portugal] Re: Portugal Digest, Vol 24, Issue 38

Viva Luis,

> Na minha opinião, para causar impacto junto de um autarca relativamente
> a uma mudança, a abordagem poderá ir por dois lados:
>     1º - A demonstração de poupança em recursos financeiros que...
>     2ª - Enumerar casos de estudo e adopções de FOSS/FOSS4G por...

É a resposta lógica, mas lamento comunicar que não é por aí!
Porquê? porque parte de pressupostos errados, que os dirigentes procuram o melhor para a instituição que dirigem. Mas infelizmente isso não é assim, procuram o melhor para si e para a sua carreira!

Eu pensava assim há 10 anos, quando optei por ir trabalhar para uma autarquia e levar um projecto SIG Autarquico para a frente! Com muita determinação e contra tudo e contra todos tentei seguir essa lógica... mas aos poucos fui-me apercebendo que ninguém quer saber de soluções de poupança de recursos financeiros, nem de melhorar a gestão do território: o que se prega ao povo é uma coisa o que se pratica é completamente diferente!

Deixem-me contar uma história real com a qual aprendi uma lição, com grandes custos pessoais! Em 2006, quando já estava em fase de desistência do projecto SIG Municipal, foi-me feito um convite de um vereador para participar num projecto de Região Digital (Entre Douro e Vouga Digital: http://www.edvdigital.pt ), um projecto 2004-2007 e cuja candidatura não tinha previsto nada em SIG, inclusive qualquer verba! E disseram-me eu era a pessoal indicada para (fazer o milagre de) desenvolver nele "projectos SIG". Na situação em que me encontrava, aquela era uma oportunidade a não desperdiçar, pois tinha aquela esperança de que a nível regional as coisas fossem diferentes. Mesmo sabendo que tinha pouco mais de 1 ano e 0 de verba, aceitei!
(claro que 0 de verba => open source!!!)

Uma das minhas primeiras acções foi tentar juntar os 5 Municípios (Arouca, Oliveira de Azemeis, SJ Madeira, S Maria da Feira e Vale de Cambra) num projecto comum de SIG Regional, e comecei por propor para debate entre todos os técnicos SIG desses municipios, um "Plano Estratégico de SIG Regional" (leiam com atençao, uma das primeiras versoes)
http://dl.dropbox.com/u/1236917/edvd/sigregional/CC_29jun06_doc_estrat%C3%A9gico_SIGRegional_20060623.pdf

Reparem que em todo o documento, muito cautelosamente, referi o open source apenas num único momento (pag. 6)

"OBJECTIVOS GERAIS:
...
- Opção de utilização preferencial de software em Código Aberto (Open Source), como forma de ultrapassar os impedimentos inerentes ao licenciamento e direitos de autor associados ao software e alcançar a interoperabilidade entre aplicações do Portal Regional."

Que vos parece? o documento em si? Parece lógico, óbvio, inspirador, entusiasmante?
Como pensam que foi a reacção dos colegas a esta proposta?
Aplaudiram, manifestaram entusiasmo e vontade de aderir à ideia!?

NÃO! Apedrejaram-me com críticas!!!
Quer por parte dos técnicos quer por parte dos respectivos Vereadores, e principalmente do município mais "avançado" em SIG, para o qual eu pensei que poderiam entender melhor a proposta e o potencial do projecto: Santa Maria da Feira!

E sabem qual foi o fim da história?
Depois de muita persistência minha e algumas alterações, sempre acompanhadas de critica e bota abaixo, lá se assinou o Plano! Mas nunca ninguém fez nada, ou quase nada para o cumprir! (e isso foi dito claramente em reuniões). O pouco que foi feito, foi feito por mim, sozinho, e deixei uma pequena janela disponível aqui:
http://sig.entredouroevouga.pt

Conclusão:
NÃO PARTAM DE PRESSUPOSTOS ERRADOS DE QUE A LÓGICA E A RACIONALIDADE EM PROLE DO INTERESSE PUBLICO SÃO A BASE DA DECISÃO!


Mas continuo a acreditar que há outras maneiras de dar a volta, tem de haver!!!
Talvez se possa aprender com o exemplo do Linux vs Windows  ;-)
Acho que o segredo está na cooperação dos "bons", a união faz a força!

RP

------------------------------------------------------------------------
*De:* Luís Ferreira <[email protected] <mailto:[email protected]>> *Para:* Ricardo Pinho <[email protected] <mailto:[email protected]>> *Cc:* OSGeoPortugal <[email protected] <mailto:[email protected]>>
*Enviadas:* Quarta-feira, 31 de Março de 2010 2:23:29
*Assunto:* Re: [Portugal] Re: Portugal Digest, Vol 24, Issue 38

On Tue, 2010-03-30 at 16:26 -0700, Ricardo Pinho wrote:

> Mas a culpa não é toda da ESRI, INTERGRAPH, etc.
> A resposta para essas perguntas é mais elementar do que pensam, meus
> caros: "QUEM NÃO SABE FAZER COMPRA TUDO FEITO!"
> E assim pode manter o seu emprego (tacho de dirigente municipal) e,
> mesmo não percebendo nada do assunto, fazer brilharetes em alguns
> congressos para melhorar o seu CV e progredir na carreira...
>
> Doa a quem doer, esta é a verdade... para quem a quiser ver...

Exactamente. É fácil justificar a compra de licenças de software e
extensões, mas o que na realidade acontece é uma avaliação exagerada das
necessidades reais da instituição. Compram capacidades que são usadas em
poucas ocasiões principalmente devido ao facto de ser fácil para um
vendedor convencer um dirigente que se a instituição não comprar o
produto mais actual "xpto" será deixada para trás.

A usual fraca capacidade de uso dos sistemas de informação por parte dos
técnicos das autarquias é normalmente devida a uma educação/formação
orientada para o software e não para a explicitação dos modelos de
dados/algoritmos, com casos de estudo e aplicações práticas.

> Pessoal, que fazer para mudar isto? ideias não me faltam... ;-)

Na minha opinião, para causar impacto junto de um autarca relativamente
a uma mudança, a abordagem poderá ir por dois lados:
        1º - A demonstração de poupança em recursos financeiros que
        advém do uso de FOSS/FOSS4G, com números bem explícitos,
        comparando com o investimento necessário ao uso de softwares
        proprietários;
        2ª - Enumerar casos de estudo e adopções de FOSS/FOSS4G por
        entidades públicas, demonstrando a analogia de processos entre
        livre/aberto e fechado/comercial.
Teria de ser feita uma análise-tipo das necessidades do utilizador, uma
análise custo-benefício (custos de arranque e implementação, custos de
conversão de dados, outros custos..., benefícios quantificáveis e não
quantificáveis), e uma análise de risco (possíveis fontes de risco numa
conversão de sistemas e apontar soluções para minimizar os impactos).
Isto parece-me trabalho para uma tese.

Um alvo potencial para uma demonstração será a ANMP, Associação Nacional
dos Municípios Portugueses.
Obviamente que a proposta por parte de um técnico, de mudar para
FOSS/FOSS4G, vai contra os interesses comerciais instituídos e as suas
ligações locais, e a inércia natural e oposição à mudança dos
utilizadores.




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