Caro Jose
Um esclarecimento. Eu não disse que se deviam separar "raster" de
"imagens". O que disse é que não se devem misturar os conceitos de
"grelhas" e "imagens", o que é feito quando usamos a designação genérica
de "raster".
Imodéstia à parte, eu conheço bem esta questão dos formatos e tipos de
dados em que eles são difundidos.
Joaquim
Caro Joaquim
Acho que não se deve fazer uma separação “rasters” para um lado e
“imagens” para outro. Qualquer conjunto de dados raster (ou
matriciais…) representa numa matriz valores correspondentes a um
determinado atributo. Na forma binária usam-se variáveis inteiras de
1, 2 ou 4 bytes, com ou sem sinal, ou reais de precisão simples ou
dupla (4 ou 8 bytes), podendo ser combinados para representar números
complexos.
De acordo com o atributo que queremos representar escolhemos um destes
tipos de dados. Por exemplo as altitudes do SRTM como inteiros de 2
bytes com sinal, os dados de câmaras aéreas digitais como inteiros de
2 bytes sem sinal, ou dados SAR como complexos compostos com 2 números
reais de 4 bytes.
O que normalmente designamos por "imagens" são inteiros de 1 byte sem
sinal. Habitualmente representam intensidades de radiação e
frequentemente agrupam-se 3 matrizes para representar intensidades em
3 comprimentos de onda. Por acaso os ecrans usam esse formato e por
isso a representação pode ser feita sem uma transformação de valores.
Acho que isso não é razão para não as incluir genericamente no
conceito de “rasters”.
Quanto à designação, apesar de também usar "dados matriciais", não me
desagrada continuar a usar também a palavra "raster".
Cumprimentos
José A. Gonçalves
Em 14 de dezembro de 2010 21:35, Joaquim Luis <[email protected]
<mailto:[email protected]>> escreveu:
O meu desagrado pelo termo "raster" (independentemente da questão
da tradução) é por isto
z = f(x,y) => grandeza real que quando calculada/medida
numa malha regular e salva em ficheiro é uma GRELHA
img = round((z(i) - z_min) / (z_max - z_min) * 255) =>
Quando indexada a uma paleta de cores é uma IMAGEM
Com o primeiro podem-se fazer milhentas contas, com o segundo
podem-se mudar as cores.
Claro que com imagens também se podem fazer muitas contas (vide o
processamento de imagem), mas são de uma natureza diferente.
O termo raster põem tudo dentro do mesmo saco como se fossem
idênticos, mas não são.
Joaquim Luis
_______________________________________________
Portugal mailing list
[email protected]
http://lists.osgeo.org/mailman/listinfo/portugal