Author: ari.constancio Date: Tue Aug 21 09:40:28 2007 New Revision: 1058 Log: Formatting
Modified: trunk/pt-pt/ch01.xml Modified: trunk/pt-pt/ch01.xml ============================================================================== --- trunk/pt-pt/ch01.xml (original) +++ trunk/pt-pt/ch01.xml Tue Aug 21 09:40:28 2007 @@ -191,9 +191,34 @@ <sect1 id="history"> <title>História</title> -<para>A partilha de software existe desde o início do próprio software. Nos primeiros tempos dos computadores, os fabricantes sentiram que as vantagens competitivas ocorreriam sobretudo na inovação do hardware e, por isso, não prestaram muita atenção ao software como um activo de negócio. Muitos dos clientes dessas primeiras máquinas eram cientistas ou técnicos, capazes de modificar e extender o software distribuído com as próprias máquinas. Os clientes por vezes distribuíam os seus patches não apenas ao fabricante, mas também a outros proprietários de máquinas semelhantes. Os fabricantes muitas vezes toleravam e até encorajavam esta situação: aos seus olhos, melhorias no software, independentemente da sua fonte, serviam apenas para tornar a máquina mais atractiva a outros potenciais clientes.</para> - -<para>Embora este período inicial lembre a cultura actual do software livre em muitos aspectos, diferia em dois aspectos cruciais. Em primeiro lugar, havia muito pouca padronização do hardware—era um tempo de inovação florescente no projecto de computadores, mas a diversidade de arquitecturas de computadores significava incompatibilidade total. Logo, o software escrito para uma máquina não funcionaria em geral noutra. Os programadores tendiam a adquirir perícia numa dada arquitectura ou família de arquitecturas (enquanto hoje eles adquiririam mais provavelmente perícia numa linguagem ou família de linguagens de programação, confiantes na capacidade de transferir os seus conhecimentos para qualquer hardware com o qual viessem a trabalhar). Dado que a perícia de uma pessoa tenderia a ser específica de um tipo de computador, a sua acumulação de experiência tinha o efeito de tornar esse computador mais atractivo para ela e para os seus colegas. Era, por isso, do interesse do fabricante a maior distribuição possível de código e conhecimento específicos da máquina.</para> +<para>A partilha de software existe desde o início do próprio software. +Nos primeiros tempos dos computadores, os fabricantes sentiram que as +vantagens competitivas ocorreriam sobretudo na inovação do hardware e, +por isso, não prestaram muita atenção ao software como um activo de negócio. +Muitos dos clientes dessas primeiras máquinas eram cientistas ou técnicos, +capazes de modificar e extender o software distribuído com as próprias +máquinas. Os clientes por vezes distribuíam os seus patches não apenas ao +fabricante, mas também a outros proprietários de máquinas semelhantes. +Os fabricantes muitas vezes toleravam e até encorajavam esta situação: +aos seus olhos, melhorias no software, independentemente da sua fonte, +serviam apenas para tornar a máquina mais atractiva a outros potenciais +clientes.</para> + +<para>Embora este período inicial lembre a cultura actual do software +livre em muitos aspectos, diferia em dois aspectos cruciais. Em primeiro +lugar, havia muito pouca padronização do hardware—era um tempo de +inovação florescente no projecto de computadores, mas a diversidade de +arquitecturas de computadores significava incompatibilidade total. Logo, +o software escrito para uma máquina não funcionaria em geral noutra. Os +programadores tendiam a adquirir perícia numa dada arquitectura ou família +de arquitecturas (enquanto hoje eles adquiririam mais provavelmente perícia +numa linguagem ou família de linguagens de programação, confiantes na +capacidade de transferir os seus conhecimentos para qualquer hardware com +o qual viessem a trabalhar). Dado que a perícia de uma pessoa tenderia a +ser específica de um tipo de computador, a sua acumulação de experiência +tinha o efeito de tornar esse computador mais atractivo para ela e para os +seus colegas. Era, por isso, do interesse do fabricante a maior distribuição +possível de código e conhecimento específicos da máquina.</para> <para>Em segundo lugar, não havia Internet. Embora houvesse menos restrições legais à partilha do que hoje, havia mais restrições @@ -252,7 +277,8 @@ economicamente indesejável, pelo menos do ponto de vista de qualquer empresa. Os fornecedores impuseram restrições, negando aos utilizadores o acesso ao código que corria nas suas máquinas ou -insistindo em contratos de confidencialidade que tornavam a partilha impossível na prática.</para> +insistindo em contratos de confidencialidade que tornavam a partilha +impossível na prática.</para> <sect3 id="history-conscious-resistance"> <title>Resistência Consciente</title> @@ -260,11 +286,11 @@ <para>À medida que o mundo da troca irrestrita de código se ia desvanecendo lentamente, uma contra-reacção cristalizou-se na mente de, pelo menos, um programador. Richard Stallman trabalhou no Laboratório -de Inteligência Artificial (Artificial Intelligence Lab—AI Lab) no Instituto -de Tecnologia de Massachusetts (Massachusetts Institute of Technology—MIT) -nos anos 1970 e início dos anos 1980, durante o que veio a ser uma -época e uma localização de ouro para a partilha de código. O AI Lab -tinha uma forte "ética hacker"<footnote><para>Stallman utiliza a +de Inteligência Artificial (Artificial Intelligence Lab—AI Lab) no +Instituto de Tecnologia de Massachusetts (Massachusetts Institute of +Technology—MIT) nos anos 1970 e início dos anos 1980, durante o que +veio a ser uma época e uma localização de ouro para a partilha de código. +O AI Lab tinha uma forte "ética hacker"<footnote><para>Stallman utiliza a palavra "hacker" no sentido de "alguém que adora programar e exulta na sua perícia", não no sentido relativamente recente de "alguém que invade computadores."</para></footnote>. Não apenas a partilha de @@ -348,7 +374,19 @@ código "GPLeado". A GPL e a sua relação com outras licenças de software livre são discutidas detalhadamente em <xref linkend="legal"/>.</para> -<para>Com a ajuda de muitos programadores, alguns dos quais partilhavam a ideologia de Stallman e outros que queriam apenas muito código livre disponível, o Projecto GNU começou a lançar substitutos livres de muitos dos componentes mais críticos de um sistema operativo. Devido à agora generalizada padronização do hardware e software de computadores, era possível utilizar os substitutos GNU em sistemas não-livres e muitos fizeram-no. O editor de texto GNU (Emacs) e o compilador de C (GCC) foram particularmente bem sucedidos, adquirindo numerosos e fiéis seguidores, não pelas bases ideológicas mas simplesmente pelo seu mérito técnico. Cerca de 1990, GNU tinha produzido grande parte de um sistema operativo livre, exceptuando o <emphasis>kernel</emphasis>—o componente lançado no arranque pela máquina e responsável por gerir a memória, discos e outros recursos do sistema.</para> +<para>Com a ajuda de muitos programadores, alguns dos quais partilhavam a +ideologia de Stallman e outros que queriam apenas muito código livre +disponível, o Projecto GNU começou a lançar substitutos livres de muitos +dos componentes mais críticos de um sistema operativo. Devido à agora +generalizada padronização do hardware e software de computadores, era +possível utilizar os substitutos GNU em sistemas não-livres e muitos +fizeram-no. O editor de texto GNU (Emacs) e o compilador de C (GCC) foram +particularmente bem sucedidos, adquirindo numerosos e fiéis seguidores, não +pelas bases ideológicas mas simplesmente pelo seu mérito técnico. Cerca de +1990, GNU tinha produzido grande parte de um sistema operativo livre, +exceptuando o <emphasis>kernel</emphasis>—o componente lançado no +arranque pela máquina e responsável por gerir a memória, discos e outros +recursos do sistema.</para> <para>Unfortunately, the GNU project had chosen a kernel design that turned out to be harder to implement than expected. The ensuing delay _______________________________________________ Producingoss-translators mailing list [email protected] http://www.red-bean.com/mailman/listinfo/producingoss-translators
