Author: ari.constancio
Date: Mon Aug 27 03:38:32 2007
New Revision: 1111
Log:
Convert to UTF-8
Modified:
trunk/pt-pt/ch05.xml
Modified: trunk/pt-pt/ch05.xml
==============================================================================
--- trunk/pt-pt/ch05.xml (original)
+++ trunk/pt-pt/ch05.xml Mon Aug 27 03:38:32 2007
@@ -3,101 +3,101 @@
<title>Dinheiro</title>
<simplesect>
-<para>Este cap�tulo examina como trazer fundos para o ambiente do
-software livre. Destina-se n�o s� aos programadores quer s�o pagos
-para trabalhar em projectos de software livre, mas tamb�m os seus
-gestores, que necessitam de compreender as din�micas sociais do
-ambiente de desenvolvimento. Nas sec��es seguintes, o destinat�rio
-("voc�") presume-se ser ou um programador pago ou algu�m que gere
-tais programadores. O conselho ser� frequentemente o mesmo para
-ambos; quando n�o, a audi�ncia destinat�ria ser� tornada clara pelo
+<para>Este capítulo examina como trazer fundos para o ambiente do
+software livre. Destina-se não só aos programadores quer são pagos
+para trabalhar em projectos de software livre, mas também os seus
+gestores, que necessitam de compreender as dinâmicas sociais do
+ambiente de desenvolvimento. Nas secções seguintes, o destinatário
+("você") presume-se ser ou um programador pago ou alguém que gere
+tais programadores. O conselho será frequentemente o mesmo para
+ambos; quando não, a audiência destinatária será tornada clara pelo
contexto.</para>
<para>O custeio por parte de empresas de desenvolvimento de software
-livre n�o � um fen�meno novo. Muito do desenvolvimento foi sempre
+livre não é um fenómeno novo. Muito do desenvolvimento foi sempre
informalmente subsidiado. Quando um administrador de sistemas escreve
-uma ferramenta de an�lise de rede para o ajudar nas suas tarefas e que
-depois a coloca em linha e obt�m correc��es de erros e contribui��es
-com novas caracter�sticas de outros administradores de sistemas, o
-que sucedeu foi ter-se formado um cons�rcio n�o formal. Os fundos do
-cons�rcio prov�m dos sal�rios dos administradores de sistemas e do
-seu espa�o de escrit�rio e largura de banda doados, mesmo que
-ignorado, pelas organiza��es onde trabalham. Estas organiza��es
-tiram benef�cios do investimento, claro, embora possam n�o estar
+uma ferramenta de análise de rede para o ajudar nas suas tarefas e que
+depois a coloca em linha e obtém correcções de erros e contribuições
+com novas características de outros administradores de sistemas, o
+que sucedeu foi ter-se formado um consórcio não formal. Os fundos do
+consórcio provêm dos salários dos administradores de sistemas e do
+seu espaço de escritório e largura de banda doados, mesmo que
+ignorado, pelas organizações onde trabalham. Estas organizações
+tiram benefícios do investimento, claro, embora possam não estar
institucionalmente conscientes de tal facto.</para>
-<para>A diferen�a actualmente � que muitos destes esfor�os est�o a ser
+<para>A diferença actualmente é que muitos destes esforços estão a ser
formalizados. As empresas ficaram conscientes das vantagens do software
-open source, e come�aram-se a envolver elas pr�prias mais directamente
-no seu desenvolvimento. Os programadores tamb�m come�aram a ter
-expectativas que os projectos importantes atra�ssem doa��es sen�o mesmo
-apoios de longo prazo. Enquanto a presen�a do dinheiro n�o alterou a
-din�mica fundamental do desenvolvimento do software livre, mudou
+open source, e começaram-se a envolver elas próprias mais directamente
+no seu desenvolvimento. Os programadores também começaram a ter
+expectativas que os projectos importantes atraíssem doações senão mesmo
+apoios de longo prazo. Enquanto a presença do dinheiro não alterou a
+dinâmica fundamental do desenvolvimento do software livre, mudou
grandemente a escala de como as coisas sucedem, tanto em termos de
-n�mero de programadores como de n�mero de horas por programador. Tamb�m
-teve efeitos em como os projectos s�o organizados e como � que as
-v�rias entidades envolvidas interagem. Os assuntos n�o s�o de mera
-atribui��o de despesas ou como � que o retorno do investimento � medido.
-Trata-se tamb�m de gest�o e processo: como � que estruturas hier�rquicas
-de comando das empresas e de comunidades de volunt�rios
+número de programadores como de número de horas por programador. Também
+teve efeitos em como os projectos são organizados e como é que as
+várias entidades envolvidas interagem. Os assuntos não são de mera
+atribuição de despesas ou como é que o retorno do investimento é medido.
+Trata-se também de gestão e processo: como é que estruturas hierárquicas
+de comando das empresas e de comunidades de voluntários
semi-descentralizadas de projectos de software livre trabalham
-produtivamente umas com as outras? Ser� que conseguem acordar sobre o
+produtivamente umas com as outras? Será que conseguem acordar sobre o
que significa "produtividade"?</para>
-<para>O suporte financeiro, em geral, � bem vindo pelas comunidades
-de open source. Pode reduzir a vulnerabilidade do projecto �s For�as
+<para>O suporte financeiro, em geral, é bem vindo pelas comunidades
+de open source. Pode reduzir a vulnerabilidade do projecto às Forças
do Caos, que deitam abaixo muitos projectos mesmo antes de eles
-come�arem, e assim pode tornar as pessoas mais dispostas a dar uma
+começarem, e assim pode tornar as pessoas mais dispostas a dar uma
oportunidade ao software — As pessoas sentem estar a investir
-o seu tempo em algo que ainda andar� por c� nos pr�ximos seis meses.
+o seu tempo em algo que ainda andará por cá nos próximos seis meses.
Quando, digamos, a IBM suporta um projecto de open source, as pessoas
-presumem que o projecto n�o ser� deixado falhar e ficam com mais
-disposi��o para envidarem esfor�os para tornar tal um profecia
+presumem que o projecto não será deixado falhar e ficam com mais
+disposição para envidarem esforços para tornar tal um profecia
auto-induzida.</para>
-<para>Contudo, o suporte financeiro tr�s uma percep��o de controlo.
-Se n�o for cuidadosamente tratado, o dinheiro pode dividir um projecto
-em programadores do cerne e programadores externos. Se os volunt�rios
-n�o pagos ficam a sentir que as decis�es de concep��o ou as introdu��es
-de caracter�sticas est�o simplesmente dispon�veis para quem paga mais,
+<para>Contudo, o suporte financeiro trás uma percepção de controlo.
+Se não for cuidadosamente tratado, o dinheiro pode dividir um projecto
+em programadores do cerne e programadores externos. Se os voluntários
+não pagos ficam a sentir que as decisões de concepção ou as introduções
+de características estão simplesmente disponíveis para quem paga mais,
saiam do projecto para se integrarem num que se assemelhe mais a uma
meritocracia e menos como trabalho subordinado para proveito de outrem.
-Podem nunca reclamar abertamente nas listas de distribui��o de correio.
-Em vez disso, haver� simplesmente menos e menos ru�do de fontes externas,
-� medida que os volunt�rios gradualmente deixarem de tentar ser levados
-a s�rio. O ru�do da actividade de pequena escala ir� continuar, na forma
-de relat�rios de erros e correc��es pequenas ocasionais. Mas n�o haver�
-contribui��es significativas de c�digo ou participa��o externa em
-discuss�es sobre concep��o. As pessoas sentem o que se espera delas,
-e vivem (ou n�o) de acordo com essas expectativas.</para>
-
-<para>Embora o dinheiro necessite ser usado com cuidado, isso n�o significa
-que n�o possa comprar influ�ncia. Claro que pode. O truque � que n�o pode
-comprar influ�ncia de modo directo. Numa transac��o comercial directa,
+Podem nunca reclamar abertamente nas listas de distribuição de correio.
+Em vez disso, haverá simplesmente menos e menos ruído de fontes externas,
+à medida que os voluntários gradualmente deixarem de tentar ser levados
+a sério. O ruído da actividade de pequena escala irá continuar, na forma
+de relatórios de erros e correcções pequenas ocasionais. Mas não haverá
+contribuições significativas de código ou participação externa em
+discussões sobre concepção. As pessoas sentem o que se espera delas,
+e vivem (ou não) de acordo com essas expectativas.</para>
+
+<para>Embora o dinheiro necessite ser usado com cuidado, isso não significa
+que não possa comprar influência. Claro que pode. O truque é que não pode
+comprar influência de modo directo. Numa transacção comercial directa,
troca dinheiro por aquilo que deseja. Se necessita de ver introduzir uma
-caracter�stica, assina um contrato, paga-o e isso � feito. Num projecto
-open source, tal n�o � assim t�o simples. Pode assinar um contrato com
-alguns programadores, mas eles estar�o a enganar-se a si pr�prios —
-e a si — se lhe garantirem que o trabalho que pagou ser� aceite
+característica, assina um contrato, paga-o e isso é feito. Num projecto
+open source, tal não é assim tão simples. Pode assinar um contrato com
+alguns programadores, mas eles estarão a enganar-se a si próprios —
+e a si — se lhe garantirem que o trabalho que pagou será aceite
pela comunidade de desenvolvimento simplesmente porque pagou por ele. O
-trabalho s� poder� ser aceite se tiver m�rito pr�prio e se se enquadrar
-na vis�o da comunidade para o software. Poder� ter algo a dizer nessa
-vis�o, mas n�o vai ser a �nica voz.</para>
+trabalho só poderá ser aceite se tiver mérito próprio e se se enquadrar
+na visão da comunidade para o software. Poderá ter algo a dizer nessa
+visão, mas não vai ser a única voz.</para>
-<para>Assim o dinheiro n�o pode comprar influ�ncia mas pode comprar coisas
-que <emphasis>conduzam �</emphasis> influ�ncia. A coisa mais �bvia s�o
+<para>Assim o dinheiro não pode comprar influência mas pode comprar coisas
+que <emphasis>conduzam à</emphasis> influência. A coisa mais óbvia são
programadores. Se os bons programadores forem empregues e se se mantiverem
-durante tempo suficiente, ent�o eles podem influenciar o projecto da mesma
-forma que qualquer outro membro. Eles ir�o ter um voto, ou se forem
-v�rios um bloco de vota��o. Se forem respeitados no projecto, ir�o
-influenciar para al�m dos seus pr�prios votos. N�o � necess�rio aos
+durante tempo suficiente, então eles podem influenciar o projecto da mesma
+forma que qualquer outro membro. Eles irão ter um voto, ou se forem
+vários um bloco de votação. Se forem respeitados no projecto, irão
+influenciar para além dos seus próprios votos. Não é necessário aos
programadores mascararem os seus motivos. Independentemente de qualquer
-outra coisa, todos os que desejem que uma mudan�a seja feita ao software
-desejam-na por alguma raz�o. As raz�es da sua empresa n�o s�o menos
-leg�timas do que as raz�es de qualquer outra pessoa. S� que o peso
-dado aos objectivos da sua empresa ser�o determinados pelo estatuto
-dos seus representantes no projecto e n�o pelo tamanho, or�amento ou plano
-de neg�cios da empresa.</para>
+outra coisa, todos os que desejem que uma mudança seja feita ao software
+desejam-na por alguma razão. As razões da sua empresa não são menos
+legítimas do que as razões de qualquer outra pessoa. Só que o peso
+dado aos objectivos da sua empresa serão determinados pelo estatuto
+dos seus representantes no projecto e não pelo tamanho, orçamento ou plano
+de negócios da empresa.</para>
</simplesect>
_______________________________________________
Producingoss-translators mailing list
[email protected]
http://www.red-bean.com/mailman/listinfo/producingoss-translators