Guilherme H. S. Ostrock escreveu:
Olival este é um caso que vai além da simples análise da licença.
A foto foi tirada com a autorização dela, mas pelo fato de ser menor,
isso não significa muita coisa, ainda há a questão dos direitos da
personalidade e dos danos que o texto da propaganda possam trazer.
Ok, mas "uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa". Conforme a
Fabi esclareceu antes desta msg, a situação é ainda mais bizarra pq
sequer foi a guria q atribuiu a licença. E reclamar dos danos advindos
do texto da propaganda não é a mesma coisa q colocar todo o problema
sobre as licenças CC. Me lembra o caso do cara atropelado por um
motorista q falava ao celular. Quem foi processado? A fabricante do
celular, q alegadamente deveria ter criado meios mais seguros para o
motorista falar enquanto dirigia . . . Será q é esse mesmo o problema? :-)
Tem muita gente utilizando a CC pq é moda mas não entende o que ela
significa, isso é bom, pois agora, alguns passarão a ter mais cuidado
e sinceramente espero que a Virgin seja condenada neste caso, isso
seria ótimo ois demonstraria que a obra licenciada por CC tem direitos
garantidos e não é de uso indiscriminado.
Concordo q tem muita gente usando CC sem se tocar do q isso significa,
mas não creio q vai ser processando e condenando a Virgin q haverá
alguma contribuição para esse debate. Pior ainda, não acho q será
processando o Flickr q algo será acrescentado tbém. O serviço de fotos é
um dos mais simples e amigáveis q eu já vi.
Figuras públicas vivem sendo expostas em fotos obtidas de formas bem
pouco éticas. Se essas figuras tentam reagir (fisicamente ou legalmente)
contra essa exposição, o público logo toma o lado dos paparazzo e acaba
por criticar justamente aqueles q queriam preservar sua privacidade.
Agora, em tempos de fotologs e similares, somos todos figuras públicas.
Reclamar q a foto está exposta a estranhos em uma parada de ônibus sendo
q a mesma foto estava a disposição de qqr tarado com acesso a Internet
não faz o mínimo sentido. Quem deve ser educado é o lado q produziu o
conteúdo, não o lado q se apropriou (legitimamente) dele.
Além disso, se o mote das licenças CC é justamente reservar "apenas
alguns direitos", mas eu posso processar alguém q usufrua dos direitos q
eu "liberei", então qual o sentido disso tudo? No final ficamos apenas
sob o velho direito autoral tradicional? Indo mais longe: aqueles q
diziam q a GPL não valia nada pq a lei de direito autoral (dos EUA)
seria maior teriam razão tbém? Assim, não adianta tentar empurrar
copyleft pq seria ilegal da mesma forma? Como leigo me parece q há
similaridade entre as situações...
[ ]s,
olival.junior
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