Bom dia PJ!
Realmente eu não havia pensado deste modo (embora já deveria). Obrigado pelo
esclarecimento.
É justamente uma grande discussão que faço comigo mesmo Faria, desde que fiz um
curso em análise real para entender melhor as funções. Será mesmo que
deveríamos abandonar o termo cúbico por encontrar dificuldades em interpretação
prática deste termo? Após ler alguns trabalhos e fazer algumas reflexões eu não
abandonarei mais este termo e nem um outro grau polinomial. Vejamos bem, um dos
principais objetivos ao estabelecer uma equação, é estimar uma resposta para
pontos não estudados dentro do domínio em que a equação foi estimada é claro.
Um outro ponto, é que a derivada primeira da função de ordem 3 nos traz dois
pontos locais, ou seja, um mínimo local e um máximo local. A grande dificuldade
pode estar aí, em interpretar estes valores. Por sorte, alguns trabalhos
encontraram que uma da raízes estavam fora do domínio estudado, facilitando a
interpretação final do trabalho. E os trabalhos em que as duas raízes estavam
dentro do domínio estudado? O único trabalho que achei (busca rápida) ignorou
uma das raízes, baseando sua conclusão na outra raiz. Eu sinceramente não acho
correto esta abordagem, pois dentro do âmbito da variação biológica, aquela
raiz ignorada pode ter alguma interpretação. Mais o que fazer como um prestador
de serviço (não só isso é claro) como a maioria de nós? Bom, na minha opinião,
é dar o resultado da equação cúbica, fornecer o mínimo e o máximo local, e
sugerir que em experimento futuros, os níveis sejam aumentados para verificar
se o comportamento dos pontos se repetem. Qual a opinião dos colegas?
Abraços!
(S,f,P)
Allaman
\begin{signature}
<<>>=
Prof. Dr. Ivan Bezerra Allaman
Universidade Estadual de Santa Cruz
Departamento de Ciências Exatas e Tecnológicas
Ilhéus/BA - Brasil
Fone: +55 73 3680-5076
E-mail: [email protected]/[email protected]
@
\end{signature}
________________________________
De: Paulo J Ribeiro Jr <[email protected]>
Para: [email protected]; Ivan Bezerra Allaman <[email protected]>
Enviadas: Domingo, 23 de Outubro de 2011 16:32
Assunto: Re: [R-br] Regressão polinomial. Uma discussão teórica!
Ivan
Uma utra forma de pensar nisto e que explica a recomendacao usual é um
ajuste sequencial.
O linear melhora om relacao a media geral?
a seguir, o quadratico em relacao ao linear
e assim por diante
portanto, mesmo que o SQ do quadratico seja menor que a do linear
(ou o p-valor seja menor) ele ainda é significativo.
Portanto, o ajuste nao é um campeonato de p-valores ou SQ, mas sim que
cada termo acrescenta algo significativo em relacao ao modelo mais
simples anterior
Em Dom, 2011-10-23 às 12:22 -0700, Ivan Bezerra Allaman escreveu:
> Bom tarde senhores!!
>
>
> Me deparei com uma situação que em outrora não havia questionado tal
> situação, seguindo então o que a literatura indicava. A situação ao
> qual me refiro, é que ao desdobrar a soma de quadrados de regressão em
> termos lineares, quadráticos e cúbicos, os três termos foram
> significativos.
>
>
> FATORES GL SQ QM
> F value p value
> Silag:ordered(Tempo):FosForm11.L 1 16.26 16.26 33.97
> 0.0000
> Silag:ordered(Tempo):FosForm11.Q 1 0.22 0.22 0.46
> 0.5000
>
> Silag:ordered(Tempo):FosForm11.C 1 10.51 10.51 21.96 0.0000
> Residuals 108 51.68
> 0.48
>
>
> A literatura nos recomenda escolher o termo significativo de maior
> grau. Sinceramente, ao pararmos para pensar, porque não escolher o
> termo com a maior SQ, no caso de significância é claro dos dois
> termos? Afinal, o SQ nos informa o quanto da variação se deve aquele
> fator não? Esse pensamento, podemos ter no caso de um cálculo a mão
> certo! Mais hoje em dia, em que temos o valor do "p value", não seria
> mais prudente escolhermos o termo com o maior "p value"? que
> consequentemente, é claro, terá o maior SQ?
>
>
> Gostaria de saber a opinião dos colegas a respeito disso.
>
>
> Abraço a todos!
>
>
> (S,f,P)
> Allaman
>
>
>
>
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