Eu passei por algo assim semelhante, foimais a nivel de codigo, que no final
do projecto o cliente afirmava que eu tinha que lhe pasar o codigo e não só
o produto compilado, gerou-se uma discusão pois isso não tinha sido
estipulado ao inicio, mas, por outras questões acabei por ceder e
forneci-lhes o codigo.

Com isto tudo aprendi uma lição, a parte de se concordamos ou não com as
clausulas, cada um sabe de si, mas seja o que for as coisas são defenidas à
partida. Pelo que dizes-te a burocracia de fazer um contrato foi mais
demorada do que fazer o projecto, bom lamento mas acho que foste um pouco
precipitada, não devias ter entregue o projecto sem antes ter visto o
contrato, afinal sabias da sua existência não sabias era o seu conteúdo.

Sou da opinião, que é completamente absurdo não querermos que uma pessoa
fique com o conhecimento. Os egípcios tinham uma forma engraçada de resolver
isso, enterravam a malta com o faraó, actualmente poderia recorrer-se a uma
lobotomia ou esperar pelo alzimer. Tirando isso é completamente absurdo.

E aproveito para lançar a discussão: até que ponto uma clausula dessas nos
limita realmente?

Por exemplo, li algures que legalmente se alterares uma imagem, ela passa a
ser tua, mas quanto tens que alterar da imagem?

É o mesmo aqui, quanta da informação ela tem que passar para que outro
projecto seja considerado copia?

E qual o know how que ela não pode passar?! Lógica de negocio? Ou como saber
fazer um método para que efectue determinada funcionalidade.

Isto parece-me conversa de advogado que gostam de navegar na maioneses e
brincar com o meta significado das coisas.

Abraços e espero que resolvas isso o melhor possível pró teu lado :)


PS. Se os tipos te chatearem muito, não te aborreças, não assines o
contrato, custumiza a app para a concorrência e vai bater-lhes à porta.


2011/10/13 MV <[email protected]>

>
> As minhas desculpas, enviei o e-mail sem terminar por ter dedos a mais. :-P
>
> retomando:
>
>  "Ficaria a saber que, de futuro, eu poderia programar qualquer coisa, de
> qualquer área, excepto aquilo que me neguei em contrato há x anos."
>
> Provavelmente estou a levar o sentimento ao extremo, tanto que não estou a
> discutir valores para bloquear a minha produção de assunto específico, mas a
> ideia geral é esta.
>
> Entregar código? Tudo bem. Exclusividade enquanto estou a trabalhar para
> alguma empresa? Muito bem. Tanto que já me aconteceu. Mas exclusividade
> muito depois de ter terminado um trabalho...as condições teriam de ser muito
> especiais.
>
> Fica a opinião.
>
>
> Miguel Vaz
>
>
>
> 2011/10/13 MV <[email protected]>
>
>>
>> Opinião pessoal:
>>
>> Não aceitaria contrato de exclusividade que implicasse a proibição de
>> produzir uma outra aplicação (concorrência ou não) com as mesmas
>> funcionalidades. A não ser que tal aplicação fosse tão especifica, ou
>> secreta, ou de interesse nacional.
>>
>> Seria como colocar parte do nosso conhecimento e liberdade aprisionados.
>> Ficari a saber que de futuro eu poderia programar qualquer coisa
>>
>>
>> 2011/10/12 João Fernandes <[email protected]>
>>
>>> Ludmila, se não há contrato assinado, tens a liberdade por optar:
>>>
>>> 1) Aceitas as condições para não perder o cliente.
>>> 2) Perdes o cliente porque ele não quer pagar mais pela exclusividade (e
>>> perdes o tempo que já despendeste).
>>> 3) Não aceitas as condições e re-negoceias: ou mais guito ou nada de
>>> exclusividade.
>>>
>>> João Fernandes
>>>
>>>
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>>> Recebeu esta mensagem porque está inscrito no grupo "Mailing List da
>>> Comunidade Portuguesa de Rich Internet Applications - www.riapt.org" dos
>>> Grupos do Google.
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