Rodrigo Luiz wrote:
> Agora, muitas pessoas utilizam initrd em desktops "normais". E eu
> estava me referindo a essas situações.. Nestes casos, não vejo a menor
> necessidade de se utilizar initrd, já que:
Initrd é um "must have" se você usar o kernel-generic. Ele é bem
compacto e, por isso, não tem suporte a sistemas de arquivos e vários
outros hardwares. O kernel-huge é... é... terrivelmente grande. Ele é
o famoso "ah... como era grande!". Ele tem 3.8M compactado!!!
> - É um pouco (pouca coisa, mas é) mais trabalhoso de se
> utilizar/administrar, ao fazer um upgrade do kernel;
upgradepkg kernel-generic 1.2.3.4
mkinitrd -m ext3 -c -k 1.2.3.4
lilo
Tá, são três comandos ao invés de um só.
> - Em consequência do item acima, aumenta a chance de erros durante uma
> inicialização, por ex: a pessoa esqueceu de atualizar o initrd ao
> atualizar o kernel etc... E esses tipos de erros, uma pessoa que não
> tem aquela *maldade* de fuçar, vai demorar a achar o problema.
Esse mesmo argumento pode ser usado para não atualizar o kernel, afinal,
o cara tem que rodar o lilo depois, ele pode esquecer... e esse tipo de
erro, uma pessoa que não tem aquela "maldade" de fuçar, vai demorar a
achar o problema -;)
> - Um pouco mais lento para iniciar o sistema (questão de milesimos,
> mas é), pois tem todo um processo de se armar um raiz na ram antes de
> utilizar o raiz de verdade;
Para falar a verdade, o kernel 2.6 sempre faz esse processo. Ele sempre
tem um initramfs anexado nele. E sempre monta esse initramfs vazio antes
de montar o / de verdade. E, diga-se de passagem, carregar uma imagem de
kernel com 1.2MB e depois um initrd de 500Kb é bem mais rápido que
carregar o monstrão do kernel-huge, com seus 3.8M
> - Módulos demais na saida do 'lsmod' só atrapalha. Na minha opinião,
> quanto menos módulos *carregados* o sistema tem, mais simples de
> gerenciar é, ainda mais se for um servidor onde a monitoração da
> segurança tem que ser constante. Por ex: não vejo a menor necessidade
> de se compilar o reiserfs em módulo caso o seu fs seja reiserfs, já
> que o módulo vai ficar carregado o tempo todo.
>
> A principal função de compilar alguma coisa em módulo é de ser
> utilizado somente quando for necessário, a fim de se ecomizar varios
> processos no kernel e principalmente a memória. E removê-lo depois de
> utilizado.
A principal função dos módulos, para um empacotador, é você não precisar
fazer um kernel para cada necessidade. Um kernel mínimo e vários módulos
fazem com que um pacote de kernel e um de módulos sirvam para
praticamente todas as pessoas que instalam o sistema. Posso usar
o mesmo kernel para várias máquinas e como cada uma delas carrega
apenas o que é necessário, em todas elas eu uso menos memória e não
carrego processos do kernel desnecessários. Ou seja, só estou ganhando
mantendo vários módulos.
Um dos seus tópicos contra o initrd foi que adicionava mais chance de
erro, muito mais erros eu vejo por conta de gente compilando o kernel
e esquecendo algo do que pelo initrd.
Ainda tem mais, diversos drivers do ALSA só funcionam corretamente
carregados como módulos (é, verdade). Se algum dia você adicionar
um hardware novo (e nesses tempos de USB é bem fácil) de repente, vai
já ter o suporte preparado; nada pior que colocar um usb-storage na
máquina de alguém e o cara: "Xiii... não compilei suporte a isso,
não tenho pendrive... mas espera aí, é rapidinho, vou recompilar aqui
e...". Você precisa configurar um OpenVPN e... bomba! Não tem o módulo
tun; tenta usar uma regra de iptables e não tem os módulos de filtros
e nat do iptables...
Ou seja, nada melhor que o sistema de "kernel mínimo"+módulos.
Acho que a grande questão aqui é o quê deve existir em um kernel
mínimo -;) No caso do kernel-generic, ele não tem as controladoras
SATA e SCSI e não tem sistemas de arquivo. Para essas duas coisas
é necessário usar um initrd. Ou seja, é só adicionar um comando a
mais para o conjunto: upgradepkg kernel e lilo.
Interessante notar que mesmo antigamente a filosofia do kernel
mínimo com módulos era utilizada. A grande diferença aqui é que
o bare.i, sata,i e outros já vinham com suporte aos sistemas
de arquivos (obrigando quem não usava reiser e quem não usava
ext3 a ter lixo pendurado no kernel) e por isso não precisavam
do initrd.
Falous,
Piter PUNK
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