Imagino que o mapeamento de favelas poderia ser visto com desconfiança pelas "lideranças" locais, não?
Levanto esta hipótese porque na pequena cidade onde nasci (Santa Mariana, PR a mais completa do openstreetmaps! ehehehe) quando la fui com um gps, caneta e papel andar pela cidade o que mais tive foram olhares de desconfiança, pessoas que me abordavam perguntando se eu era fiscal da prefeitura, se estava fazendo leitura de relogios de energia, etc (imagino a quantidade de "gatos" e irregularidades nos locais)... imagino que ceder aparelhos de gps para pessoas e enviá-las com a missão de mapear áreas carentes seja algo que precise no mínimo ser feito com muito cuidado. Pessoalmente, eu gosto da idéia de disponibilizar aparelhos e talvez organizar encontros para o mapeamento de locais especificos como parques ou bairros de posse desses aparelhos. Claro que os aparelhos irão possivelmente beneficiar uma .área limitada... Grande abraço! Eduardo ( que voltou de Foz do Iguaçu a São Paulo acompanhando o voo com linux,gpsdrive e navit com mapas osm hoje) 2009/10/25 Claudomiro Nascimento Junior <[email protected]> > Pessoal, > > Pra quem não sabe, existe uma ONG que nasceu do projeto OpenStreetMap > chamada OSM Foundation [1]. A fundação é a detentora legal dos > direitos do projeto e é o canal financeiro para organização da > conferência anual do projeto e outras campanhas de doação como > aquisição de novos servidores e outras ações, como por ex, a compra do > dominio openstreetmapS.org (no plural) que já estava sendo negociado > por especuladores. > > O Mikel Maron, um dos diretores da fundação foi o idealizador do > "Scholarship Program" que permitiu que 14 mapeadores do terceiro-mundo > participassem do congresso esse ano. Os recursos para este programa > vieram do "Open Society Institute" [3] que liberou agora fundos > adicionais para que participantes do projeto possam desenvolver > atividades em seus países. > > Portanto os representantes dos quatro países da América Latina > (Brasil, Chile, Cuba e Colômbia) teriam como indicar o uso de uma > verba de 6 mil dolares para o avanço do projeto na região. > > O Mikel sugeriu inicialmente a criação de uma ONG "pan-americana" que > servisse pra representar o projeto nos países da região, mas na > prática isso significaria abrir uma organização em cada país com toda > a burocracia e despesa que isso representa e a ideia não avançou > muito. > > Pessoalmente eu estava animado com a perspectiva de fazer projetos de > mapeamento nas favelas do Rio em colaboração com a ONG "Rede Jovem" > [4] que está tentando fazer um projeto do tipo já faz alguns meses, > mas depois de alguns contatos inicias eles parecem que perderam > interesse e num projeto desse tipo é essencial o apoio de contatos que > trabalhem em primeira mão com as comunidades carentes. > > Outra ideia é a de estabelecer um programa do tipo "GPS to Go" [5] > exclusivo para os colaboradores brasileiros. Esse tipo de programa > funciona com o empréstimo de aparelhos GPS para voluntários que > queiram contribuir com o projeto mas não tem condição de adquirir um > GPS com recursos próprios. > > O que vcs acham? Qual seria a forma mais adequada de investir essa > grana para crescimento do projeto no Brasil? > > [1] - http://www.osmfoundation.org/ > [2] - http://www.stateofthemap.org/2009/06/22/osi-scholarships/ > [3] - http://www.soros.org/ > [4] - http://www.redejovem.org.br/ > [5] - http://www.osmfoundation.org/wiki/GPStogo > > _______________________________________________ > Talk-br mailing list > [email protected] > http://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br > -- Eduardo Marcel Maçan http://eduardo.macan.eng.br
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