Olá,

Eu concordo com a opinião da maioria de que este dinheiro poderia ser
investido na montagem de kit de gps para ser usados em mapping parties.

Já sobre constituir uma "ONG" no papel, eu discordo. Não consigo ver muita
vantagem dela existir além de que ter uma instituição que pode ajudar na
hora de pedir dados para importação para outras instituições. Para
constituí-la, nós vamos ter que enfrentar muita burocracia, além das
possíveis tensões intenas para eleger conselho. Creio que esta "ONG" vai ser
necessária mais pra frente, mas acho que o projeto ainda precisa ganhar
muito corpo.

Minha sugestão é investir uma parte desta grana no site Mapas Livres, para
deixá-lo com uma cara mais professional, com vídeos e etc, tendo o
compromisso de que o domínio (www.mapaslivres.org) seria transferido para
uma OSMF Brasil, quando ela for criada.

Creio também que temos que estreitar laços na América Latina, para
compartilhar experiências de mapeamento em países em desenvolvimento. Eu
estou indo para o México trabalhar por alguns meses, e vou tentar me
inteirar de como anda o projeto por lá.

Como prosseguimos, Claudomiro? Temos que elaborar uma proposta para o Mikel?

Abraços,
Vitor.



2009/10/25 Claudomiro Nascimento Junior <[email protected]>

> Pessoal,
>
> Pra quem não sabe, existe uma ONG que nasceu do projeto OpenStreetMap
> chamada OSM Foundation [1]. A fundação é a detentora legal dos
> direitos do projeto e é o canal financeiro para organização da
> conferência anual do projeto e outras campanhas de doação como
> aquisição de novos servidores e outras ações, como por ex, a compra do
> dominio openstreetmapS.org (no plural) que já estava sendo negociado
> por especuladores.
>
> O Mikel Maron, um dos diretores da fundação foi o idealizador do
> "Scholarship Program" que permitiu que 14 mapeadores do terceiro-mundo
> participassem do congresso esse ano. Os recursos para este programa
> vieram do "Open Society Institute" [3] que liberou agora fundos
> adicionais para que participantes do projeto possam desenvolver
> atividades em seus países.
>
> Portanto os representantes dos quatro países da América Latina
> (Brasil, Chile, Cuba e Colômbia) teriam como indicar o uso de uma
> verba de 6 mil dolares para o avanço do projeto na região.
>
> O Mikel sugeriu inicialmente a criação de uma ONG "pan-americana" que
> servisse pra representar o projeto nos países da região, mas na
> prática isso significaria abrir uma organização em cada país com toda
> a burocracia e despesa que isso representa e a ideia não avançou
> muito.
>
> Pessoalmente eu estava animado com a perspectiva de fazer projetos de
> mapeamento nas favelas do Rio em colaboração com a ONG "Rede Jovem"
> [4] que está tentando fazer um projeto do tipo já faz alguns meses,
> mas depois de alguns contatos inicias eles parecem que perderam
> interesse e num projeto desse tipo é essencial o apoio de contatos que
> trabalhem em primeira mão com as comunidades carentes.
>
> Outra ideia é a de estabelecer um programa do tipo "GPS to Go" [5]
> exclusivo para os colaboradores brasileiros. Esse tipo de programa
> funciona com o empréstimo de aparelhos GPS para voluntários que
> queiram contribuir com o projeto mas não tem condição de adquirir um
> GPS com recursos próprios.
>
> O que vcs acham? Qual seria a forma mais adequada de investir essa
> grana para crescimento do projeto no Brasil?
>
> [1] - http://www.osmfoundation.org/
> [2] - http://www.stateofthemap.org/2009/06/22/osi-scholarships/
> [3] - http://www.soros.org/
> [4] - http://www.redejovem.org.br/
> [5] - http://www.osmfoundation.org/wiki/GPStogo
>
> _______________________________________________
> Talk-br mailing list
> [email protected]
> http://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br
>
_______________________________________________
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http://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br

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