Faltou acrescentar uma regra com que já me deparei aqui. Esta é mais prioritária que a 2.3 atual, que passa a ser 2.4.
2.3. Se a via for compartilhada com pedestres (segundo a sinalização ou a cultura do local), é mapeada separadamente com "highway=cycleway" e "foot=yes"; Esta regra é uma generalização (com alterações) do perfil "Combined Foot- and Cycleway" encontrado no JOSM. 2013/5/17 Fernando Trebien <[email protected]>: > Pois é. Depois de falar do fluxograma, eu pensei que expressar as > regras como texto ficaria mais acessível e fácil para modificar e > criticar. Se quiser podemos trabalhar juntos. Acho que há regras que > valem para ambos os ambientes, então o fluxograma/regras poderiam ser > fundidos num só. Segue um rascunho inicial das coisas que eu disse > anteriormente. Opiniões para melhorias são bem-vindas. > > A classificação de uma via é a primeira das regras a seguir que pode > ser validada presencialmente ou por fontes oficiais (do DETRAN ou do > governo): > 1. Se tiver degraus, é do tipo "highway=steps" (importante para cadeirantes); > 2. Se tiver sinalização de ciclovia, então: > 2.1. Se for apenas uma faixa sem separação física de outra via a não > ser a sinalização, a via principal recebe a tag "cyclelane=lane"; > 2.2. Se houver alguma separação física (por exemplo, com tachões), mas > a ciclovia acompanhar a via principal, a via principal recebe a tag > "cycleway=track"; > 2.3. Se a via for independente de outras vias, é mapeada separadamente > com "highway=cycleway"; > 3. Se for larga como uma rua, tiver nome e for proibida para veículos, > é "highway=pedestrian"; > 4. Se for estreita demais e/ou inacessível por carros, então: > 4.1. Se tiver uma superfície sólida (asfalto, concreto, lajotas ou > paralelepípedos - mas não brita ou terra ou grama), é > "highway=footway" (ver observação 1 abaixo); > 4.2. Caso contrário, é "highway=path"; > 5. Se tiver regularmente crianças brincando ou pessoas andando no > caminho dos carros, é "living_street" (se aplica ao interior de vilas > e favelas); > 6. Se for usável por carros e não tiver superfície sólida, é > "highway=track" (ver observação 2 abaixo); > 7. Se a velocidade máxima for acima de 80km/h, é "highway=motorway"; > 8. Se não for uma via estritamente pública (ou seja, que conduz a > estabelecimentos comerciais ou a entradas de serviço), é > "highway=service"; > 9. Se for rodovia nacional ou via expressa urbana (80km/h), é "highway=trunk"; > 10. Se for rodovia estadual (80km/h) ou via arterial urbana (60km/h), > é "highway=primary"; > 11. Se for rodovia intermunicipal (80km/h) (administrada por alguma > prefeitura mas ligando duas cidades) ou for preferencial sobre outras > terciárias/residenciais/não-classificadas urbanas, é > "highway=secondary"; > 12. Se for preferencial sobre outras residenciais/não-classificadas > urbanas, é "highway=tertiary"; > 13. Se for em área não urbana sem residências próximas (apenas campo > ou fazendas), ou em área urbana não residencial (área desabitada, > industrial ou exclusivamente comercial), é "highway=unclassified"; > 14. Se não for nenhuma das anteriores, é "highway=residential". > > Observação 1: isso se aplica a calçadas também. Sei que a equipe do > OpenTripPlanner é a favor de representar calçadas como vias > independentes para que o planejamento de rotas de pedestre (e > principalmente de cadeirantes) se aplique a todas as situações > possíveis. Mas poucos têm mapeado calçadas assim ainda. > > Observação 2: esse pode ser um ponto polêmico. Acho interessante usar > "highway=track" nas estradas de terra para dar uma referência tanto > lógica quanto visual. Para muitas pessoas isso chega a ser mais > importante do que a classificação como rodovias ou vias arteriais, e > certamente é útil ao usar o mapa para planejamento urbano. Pense da > seguinte forma: se você tiver dois caminhos, um asfaltado e outro não, > lado a lado, você provavelmente vai preferir passar pelo asfaltado se > tiver um tamanho similar, certo? > > Não cheguei a pensar ainda se uma "fonte oficial" é preferencialmente > o DETRAN, o DENATRAN ou o DER. Ou o IBGE. Teria que ver a > qualidade/recência dos dados que eles oferecem. O que vocês acham? > > Essas regras não incluem outros tipos de vias, como ferrovias, > monotrilhos, hidrovias. Mas para essas, há pouquíssimas ambiguidades. > Mas se quiserem, podemos colocar aqui também para ficar bem completo. > > 2013/5/17 Pedro Geaquinto <[email protected]>: >> Concordo com vocês que o conceito de importância é subjetivo, mas acho que >> nisso o OSM pode contornar, já que é um projeto colaborativo. Inicialmente, >> reconheço as vias BR-0xx e BR-1xx como muito importantes, mas devemos >> discutir. >> >> Já montei os dois fluxogramas, o com os conceitos atuais e o com os meus, só >> falta desenhar no computador. Infelizmente tenho pouco tempo disponível... >> >> Tive a idéia de separar os parâmetros como: físicos (número de faixas, >> pavimetação, canteiro, etc); verificáveis (paralelismo a outras vias, acesso >> a cidades pequenas) e discutíveis (importância de vias). O interessante é >> que no caso dos parâmetros físicos, pode-se colocar em todos os casos um >> "predominante" antes da pergunta. Por exemplo, uma primary de 100km que não >> tem acostamento durante 500m, não precisa ter um buraco em secondary, é >> interessante manter a continuidade da via. >> >> Mais tarde faço um semelhante para meios urbanos, onde temos menos >> divergências. >> >> Quanto às velocidades máximas, acho que são bons indicadores, mas não devem >> ser utilizados como parâmetros definitivos no mapeamento. Antigamente havia >> essas sugestões na wiki, mas acho que foram retiradas. >> >> Um abraço. >> >> On May 17, 2013 1:14 PM, "Fernando Trebien" <[email protected]> >> wrote: >> >> Tem mais uma coisa a ser considerada: duas vias longas, duplicadas, >> com boa sinalização, com bom asfalto, mas uma sendo rodovia nacional e >> outra sendo rodovia estadual, devem ser classificadas da mesma forma? >> Penso no que seria mais útil para alguém que estiver vendo o mapa com >> a ampliação mais afastada. Já vi alguns mapas brasileiros fazendo uma >> distinção visual entre os dois tipos. No OpenStreetMap, acho que a >> intenção original era que as nacionais fossem "motorway" porque em >> países desenvolvidos as rodovias nacionais geralmente são de alta >> velocidade (100km/h ou mais) e que "primary" fosse usada para as >> demais em meio rural (geralmente de administração local) ou para >> arteriais em meio urbano. Primary seria igual para esses dois casos >> porque uma primária rural tende a virar uma arterial urbana quando a >> cidade cresce. >> >> As "trunk" parecem ter sido introduzidas para vias "regionais" para >> diferenciar das nacionais e também das arteriais urbanas ou primárias >> rurais (geralmente pequenas e de administração local). Nesses países, >> as "trunk" seriam normalmente de velocidade menor que as "motorway". >> Mas a velocidade menor deles é praticamente a nossa velocidade padrão, >> então por comparação, a maioria das nossas rodovias nacionais seriam >> "trunk", exceto as que são verdadeiramente autoestradas (100km/h ou >> mais). As estaduais também, e daí acho subjetivo optar por uma >> diferenciação (usando primary) ou deixar a mesma classificação (porque >> as vias têm as mesmas características exceto pelo responsável pela >> administração). >> >> No wiki, há um artigo listando a velocidade máxima esperada para cada >> tipo de via, fazendo distinção entre a aplicação em meio urbano e >> rural: http://wiki.openstreetmap.org/wiki/OSM_tags_for_routing/Maxspeed >> >> Essa distinção é feita assumindo que os bairros da cidade são >> (multi-)polígonos com a tag place= e que o que é meio rural é que não >> está dentro dos bairros. >> >> Se é assim, então não teria problema em classificar as estaduais como >> primárias, e as intermunicipais (de administração municipal) como >> secundárias. O dispositivo de GPS (ou o pré-processamento dos mapas >> para um dispositivo desses) deveria atribuir a velocidade média >> seguindo o critério descrito nessa página, que é a adotada pela >> comunidade. Agora se não houver essa premissa, daí eu concordaria que >> estaduas e nacionais deveriam ser trunk sempre devido à alta >> velocidade e à estrutura (formato e controle de acesso) que suporta >> essa alta velocidade em todo o percurso da via. >> >> 2013/5/17 Fernando Trebien <[email protected]>: >> >>> Em concordo com você em quase tudo, Gerard. Primeiramente, acho que >>> quem faz o mapa tem que pens... >> >> >> _______________________________________________ >> Talk-br mailing list >> [email protected] >> http://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br >> > > > > -- > Fernando Trebien > +55 (51) 9962-5409 > > "The speed of computer chips doubles every 18 months." (Moore's law) > "The speed of software halves every 18 months." (Gates' law) -- Fernando Trebien +55 (51) 9962-5409 "The speed of computer chips doubles every 18 months." (Moore's law) "The speed of software halves every 18 months." (Gates' law) _______________________________________________ Talk-br mailing list [email protected] http://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br
