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Sobre a fome e a paz no mundo. Ou guerra da
fome.
Foi necess�rio alterar as cores desta
p�gina.
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http://pessoal.mandic.com.br/~fdeassis/ocaostotal/a_fome_no_mundo.htm A FoMe No MuNdO. Vivemos os �ltimos dias antes do caos total??? O ano 2000 marcar� o inicio do fim da ra�a humana ???
Perguntas dif�ceis respostas mais ainda, mas com certesa temos que concordar que as coisas andam piores do que poderiamos imaginar!!!
O horror da fome no Sud�o
Crian�as em pele e osso, com olhos encovados, se arrastam pelo ch�o � procura de migalhas de alimentos; mais de dois milh�es de pessoas famintas, grande parte correndo o risco de morrer, dentro de poucos dias, por inani��o. Este � o retrato atual do Sud�o, o maior pa�s da �frica, que vive a pior crise do continente africano dos �ltimos tempos.
Dez anos depois de matar 250 mil pessoas, a escassez de alimentos volta a aterrorizar o Sud�o. Quem passa pelas ruas sem telefones ou luz el�trica do pa�s africano, se depara com um cen�rio de mis�ria; fam�lias inteiras andam pelas ruas em busca de comida, mulheres esquel�ticas tentam amamentar os filhos, desnutridos. E pior, a ajuda n�o chega.
Os centros de alimenta��o instalados por organiza��es internacionais n�o t�m estoque suficiente para atender a todos os famintos. Al�m disso, o conflito pol�tico interno dificulta as a��es de outros pa�ses e de organiza��es n�o-governamentais.
� muito dif�cil fazer uma grande campanha em beneficio dos sudaneses, primeiro porque n�o h� muitos pa�ses ricos para fazer doa��es e, segundo, a guerra civil entre os isl�micos e os rebeldes do Ex�rcito de Liberta��o do Povo do Sud�o, que j� castiga o pa�s h� mais 15 anos, impede que qualquer alimento chegue aos necessitados.
A situa��o no Sud�o � realmente complicada. Se a guerra n�o esta boa para o governo, ele tenta controlar os rebeldes cortando a ajuda de alimentos. Por outro lado, os rebeldes lutam para conseguir alimentos para sobreviver e com isso n�o permitem que a comida chegue �s �reas controladas pelo governo e atingidas pela fome. Os rebeldes negam que estejam roubando alimentos e at� agora, a �nica verdade � que enquanto o impasse n�o se resolve, as pessoas morrem. A estimativa feita por profissionais da ajuda humanit�ria � de que 350 mil pessoas morreriam em poucos dias por inani��o.
Emerg�ncia Segundo os humanit�rios, o Sud�o vive atualmente um estado de "emergencia complexa ". Para eles, uma simples emerg�ncia � aquela provocada pela a��o do homem ou por desastres naturais, j� a emerg�ncia complexa � uma cat�strofe causada pelo homem e pela natureza. A defini��o cabe exatamente na crise do Sud�o, onde os famintos al�m de ser prejudicados pela guerra, vivem periodos de estiagem prolongada. Sem a chuva, os pastos ficam devastados, as vacas morrerem e os rios que costumavam dar peixes secam. A seca n�o pode ser revertida, a guerra sim. Mas, conforme, denunciou a revista TIME .
"A fome � usada como uma arma na guerra civil ".
A afirma��o � confirmada pelo jornalista norte-americano Michael Maren, que passou 20 anos na �frica trabalhando em entidades humanit�rias. Maren garante que falta vontade pol�tica no combate � fome:
- Os sudameses n�o est�o morrendo de fome porque as colheitas fracassaram ou uma inunda��o destruiu as estradas. E n�o est�o morrendo de fome por n�o possuirem as t�cnicas agr�colas do Ocidente. Morrem porque a fome � uma arma na guerra travada h� 15 anos.
Garimpo da fome
Na semana passada, um avi�o da ONU sobrevoou uma das aldeias da fome lan�ando sacos de alimentos. Fracos, os sudaneses mal conseguiam carregar o suprimento. As crian�as ajudavam como podiam; revirando a terra para colher cada gr�o de comida que caia dos sacos. No deserto do Sud�o nada pode ser desperdi�ado e cada gr�o de comida vale ouro. Afinal, fome mata. S� na pequena cidadezinha de Wau controlada pelo governo, entre 20 e 50 pessoas morrem por dia, de acordo com as enfermeiras da ONU que trabalham no local. Os avi�es despejam,de tempos em tempos,comida no Sud�o, mas ainda n�o s�o suficiente. Pelos c�lculos do Programa de Alimentos das Na��es Unidas, seriam necess�rias 15 mil toneladas por m�s. S� que n�o h� estoque suficiente para isso. Nas aldeias, onde a distribui��o de alimentos ainda n�o tem sido feita, a situa��o � ainda mais cr�tica. L�, as covas rasas, marcadas por peda�os de madeira tosca, guardam os cad�veres daqueles que n�o resistiram � fome.O odor pode ser sentido � dist�ncia e assusta cada vez mais os sobreviventes, que se alimentam de copos de �gua a�ucarada distribu�da pelos profissionais de ajuda humanit�ria, ou de sopa feita de peda�os de couro fervido. Do lado rebelde, os mais atingidos s�o os moradores da comunidade de Ajiep, a 30 Km ao norte de Wau, onde est�o acampadas mais de seis mil pessoas. No local, 20 crian�as e seis adultos em m�dia, morrem por dia. Ogoverno ial�mico e os rebeldes concordaram em manter um cesar-fogo de um m�s e facilitar o acesso dos alimentos. A tr�gua n�o garantira o fim da fome, mas pelo menos traz momentos de paz para os sudaneses. "� lament�vel que tenha chegado um pouco tarde, depois da morte de milhares de pessoas". Os avi�es ainda precisar�o jogar toneladas de alimentos por mais um ano sobre o Sud�o para evitar que o pa�s seque com a fome. Pior � saber que tudo isso foi provocado por uma guerra religiosa. Os homens morrem e matam para fazer valer suas ideologias...
Nordeste brasileiro viveu crise semelhante
Em maio deste ano, a popula��o do Nordeste brasileiro viveu uma situa��o de calamidade provocada por uma seca prolongada que destruiu a�udes, boiadas e espalhou a fome por todo o sert�o.
Embora o Brasil n�o viva em guerra, a crise do Nordeste tamb�m esteve muito mais relacionada com a a��o do homem do que com a pr�pria estiagem, considerada a pior dos �ltimos 15 anos. O presidente da Rep�blica, Fernando Henrique Cardoso e os governadores dos Estados que comp�em o chamado pol�gono da seca ( Cear�, Pernambuco, Piau�, Bahia, Rio Grande do Norte e Para�ba ) foram avisados, pelo menos, um ano antes do problema come�ar.
Segundo os meteorologistas, a seca estava entre as consequ�ncias do fen�meno El ni�o, que provoca altera��o na temperatura do Oceano pac�fico e de suas correntezas, levando a excessos ou aus�ncias de chuvas. Mas nada foi feito.
Muitas pessoas morreram, inclusive crian�as, em consequ�ncia do descaso das autoridades em rela��o � seca. As que sobreviveram, se alimentaram de calangos e dos restos de plantas que sobraram nos quintais. Al�m disso, s� a solidariedade dos "vizinhos".
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Title: A FOME NO MUNDO A P�GINA DO AMIG�O

