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Neste tempo de minha vida,
que � um tempo muito pequeno,
n�o tinha visto, at� hoje, como s�o feitas as guerras.
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Para minha tristeza, estou assistindo e vivendo uma,
talvez,
desde o dia em que nasci.
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Mas eu n�o sabia disso.
Pedi para que me explicassem,
e pedi para que n�o me iludissem.
~~
Nada entendi.
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Mas � que eu sou caipira.
~~
Sei escrever n�o.
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E vou dizer pr� voc� meu irm�o...
~~
Embora esteja eu aqui no sert�o,
prestei muita aten��o.
~~
Em todas as inf�ncias,
buscava id�ias olhando para a forma��o das nuvens no c�u.
E cantava can��es que ouvia.
~~
At� o dia em que descobri que,
para entender minha vida de caipira
era preciso olhar para o ch�o.
~~
Mas s� isso n�o chegou, n�o....
~~
Percebi que teria de procurar resposta um pouco mais longe,
porque a cada trilha que surgia,
o horizonte algu�m escondia.
~~
Onde estaria...
~~
Ent�o, tudo
mostrou que o caminho ainda seguia...
O que faltava era participa��o.
~~
Um dia cansei,
parei.
~~
Me chamaram de cidad�o.
~~
Olhei em volta,
Olhei pr� tr�s,
olhei pr�s minhas m�os.
~~
Foi a� que entendi,
significava poder de decis�o!
~~
Tentei mostrar, 
mas minhas letras n�o dava  pr� entender...
~~
Eu n�o tinha aprendido a escrever,
eu n�o tinha aprendido sobre a comunica��o,
n�o sabia o que era isso.
~~
Passei a vida na solid�o.
~~
Joguei fora as anota��es
que guardava na mochila.
~~
Sa� a andar, e a repetir:
cidad�o rima
com participa��o
e com poder de decis�o !
~~
Todo o mundo que pude conhecer, est� aqui.
~~
O retrato da vida e da gente,
a gente guarda na cabe�a e no cora��o.
~~
Meu jeito caipira.
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Ilha de Santa Catarina, 18 de outubro de 2001.
Cristiane Rozicki
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p.s.: um grande abra�o, com todo carinho.
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