A
última edição da revista Carta Capital traz uma
matéria que noticia uma agressão sem precedentes a direitos
mínimos de cidadania. A matéria, que trata do pagamento de
precatórios, mostra como o Ministério Público de São
Paulo perpetrou manobra moralmente indefensável e legalmente
insustentável para que seus membros recebessem créditos sem
obedecer à ordem cronológica.
Lendo o relato, fiquei
pensando nas pessoas que freqüentam estas listas. Em sua grande maioria
advogados, de tudo fazem para honestamente passar a seus clientes, a seus
filhos e a todos com quem convivem a idéia de que as
instituições funcionam (algumas bem, outras não tão
bem). Brigamos uns com os outros, muitas vezes com certa agressividade,
com a finalidade única de um dia, quem sabe, deixar a nossos
filhos um legado de noções mínimas de cidadania,
honestidade e de bons propósitos.
Ao terminar a matéria,
tive a sensação de que esse pessoal abrigado no Poder (seja por
concurso, seja por eleição, seja por tráfico de
influência) deve rir prá burro de nós, advogados, que
não temos sequer uma instituição que defenda a
nós mesmos, as instituições e a própria
sociedade.
Leiam a matéria e
tentem não vomitar.
