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ONU revela que o Brasil aplica mal na �rea social
  Rio - Um estudo da Comiss�o Econ�mica para a Am�rica Latina (Cepal) das Na��es 
Unidas, que comparou gastos
sociais de 13 pa�ses latino-americanos e caribenhos, mostra que o Brasil � o pa�s da 
lista que destina mais
recursos ao setor, mas permanece em situa��o ruim ou apenas regular na �rea. De acordo 
com n�meros do trabalho
''Gasto p�blico em servi�os sociais b�sicos na Am�rica Latina e Caribe: an�lise sob a 
perspectiva 20/20'', o pa�s
gastou, de 1994 a 1996, US$ 741 em m�dia per capita no setor, mas ficou em quinto em 
desenvolvimento humano e � o
quarto com mais analfabetos dentre os pesquisados.
  ''O pa�s gasta muito na �rea social, mas gasta mal'', disse o economista Ib 
Teixeira, da Funda��o Get�lio Vargas,
que analisa o estudo na revista ''Conjuntura Econ�mica'' de janeiro. Segundo ele, � 
poss�vel que as crises tenham
reduzido os recursos sociais, mas a posi��o relativa dos pa�ses � a mesma. Al�m do 
Brasil, foram pesquisados
Belize, Bol�via, Chile, Col�mbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, 
Jamaica, Nicar�gua, Peru e Rep�blica
Dominicana. Uruguai e Argentina foram exclu�dos, provavelmente, segundo Teixeira, por 
terem �ndices sociais acima
dos demais.
  A Iniciativa 20/20 � resultado da C�pula Mundial para o Desenvolvimento Social, 
realizada em Conpenhage,
Dinamarca, em 1995. Ela estabeleceu, para al�an�ar a meta de cobertura universal de 
servi�os sociais b�sicos, o
investimento de 20% dos recursos p�blicos na �rea e de 20% dos empr�stimos 
internacionais para desenvolvimento
social. De acordo com um estudo feito por pesquisadores brasileiros, usado pela Cepal, 
o Brasil destinou, em 1995,
20,9% de seu PIB aos gastos sociais (a m�dia de 17 pa�ses da regi�o foi de 10,8%).

Pobre � exclu�do

  Descontados gastos financeiros e transfer�ncias, o Brasil destinou 63% das verbas � 
�rea social, mas s� 8,2% aos
setores b�sicos, como educa��o, sa�de, saneamento, alimenta��o e nutri��o. De acordo 
com o estudo dos pesquisadores
brasileiros usado pela Cepal, a maior parte dos investimentos sociais do Brasil vai 
para as classes m�dia e alta. O
trabalho da comiss�o � de Enrique Ganuza, Arturo Le�n e Pablo Sauma e foi conclu�do em 
1999.
  Os brasileiros habitam o 9� pa�s em pobreza entre os pesquisados, segundo o �ndice 
de Pobreza Humana (IPH), que �
de 15,8. O Chile � o que tem menos pobres na listagem (4,8), e a Guatemala, o pa�s com 
mais (28,3).
  O atraso social do Brasil tamb�m se reflete no �ndice de Desenvolvimento Humano, 
indicador que mede a qualidade
de vida. O pa�s n�o � considerado como de alto desenvolvimento (acima de 0,800). Nesse 
caso, de acordo com n�meros
de 1997, est�o apenas Chile (0,844) e Costa Rica (0 801). O Brasil � considerado de 
m�dio desenvolvimento (mais de
0,500 e menos que 0,800), mas, com 0,739, est� atr�s da Col�mbia (0,768) e do Equador 
(0,747) e est� empatado com o
Peru.
  ''O atraso relativo do Brasil � muito grande'', disse Teixeira. ''O Chile 
(praticamente) n�o tem analfabetos''.
  Em n�meros brutos, o Brasil est�, de fato, bem � frente dos outros em investimentos 
sociais. O segundo colocado
no ranking � o Chile, com US$ 651 per capita de 1994 a 1996. Terceiro lugar nessa 
lista, com US$ 521, a Costa Rica
supera os brasileiros em alguns indicadores sociais e apresenta desenvolvimento humano 
(qualidade de vida, segundo
a Organiza��o das Na��es Unidas) acima do brasileiro.
   Em taxa de analfabetismo, com 19%, o pa�s fica atr�s apenas da Guatemala (35%), da 
Nicar�gua (34%) e de El
Salvador (29%).




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