ahhahahahahhahhah Boa Sônia....a parte que mais gostei foi a da Beth e seus
pupilos. ahahahhahahha Ela adora um menininho......
Abs;
Em 21/08/07, Sonia Palhares Marinho <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>
> Oi, turma:
>
>
> A bíblia da classe média reacionária - Revista VEJA - traz matéria sobre o
> samba em sua última edição. A matéria tem ainda uma continuidade sob o
> título "Quadro: A evolução do samba", mas como não sou assinante - e
> jamais
> serei - nao consegui ter acesso ao restante. Quem tiver como acessar,
> favor
> postar o restante do texto aqui.
>
>
> Abraços. Sonia Palhares (BsB-DF)
>
>
>
> http://veja.abril.com.br/220807/p_122.shtml
>
>
>
> Música
>
>
> O SAMBA VOLTOU. NADA DE NOVO NO SAMBA
>
>
> O gênero cativa os jovens e as gravadoras, e volta a ser dominante na
> música
> brasileira. Mas os artistas pecam pelo tradicionalismo
>
>
> Sérgio Martins
>
>
> Perto de completar 100 anos, o samba ressurge como um gênero dominante na
> música brasileira. O movimento começou há cerca de uma década, quando o
> bairro da Lapa, reduto tradicional da boemia carioca, passou a atrair, com
> seus bares de música ao vivo, um público jovem de classe média. "Era o que
> nós chamávamos de turma do chinelinho, uma rapaziada barbuda e com pouco
> dinheiro no bolso que ia nos ver para curtir sambas antigos", diz o cantor
> Pedro Miranda, que se apresenta num dos espaços pioneiros. Dali, a cena se
> estendeu para São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre. Nas
> casas
> especializadas dessas cidades, desenvolveu-se um habitat semelhante ao da
> Lapa: garotos de classe média com visual de roqueiro – e ginga de
> sambista.
> O fenômeno cresceu de tal forma que chegou ao mercado de discos. Os
> cariocas
> Teresa Cristina e Diogo Nogueira e o grupo paulistano Quinteto em Branco e
> Preto são crias do circuito do samba que acabam de assinar contrato com
> grandes gravadoras. Em paralelo, cantoras em ascensão como Mariana Aydar
> ou
> Roberta Sá, que não são propriamente sambistas, incluem sambas em seu
> repertório – por gosto, mas também por terem consciência do seu poder de
> atração. Nisso elas se espelham em Marisa Monte, que há um bom tempo
> defende
> a causa, a ponto de haver lançado, por seu próprio selo, coletâneas da
> velha-guarda da Portela.
>
> O samba nasceu em 1917, quando Donga e Mauro de Almeida compuseram Pelo
> Telefone. Do ponto de vista formal, era uma canção estranha, próxima do
> maxixe, que chegou a ser descrita até como tango. Mas, gravada em disco,
> registrada na Biblioteca Nacional e transformada em sucesso numa bem
> urdida
> campanha de divulgação, Pelo Telefone se tornou o marco zero de um novo
> gênero, que logo ocupou um espaço cultural único. Lá estava um tipo de
> música em que o Brasil marginal e o Brasil oficial, o do morro e o da
> gravadora, o dos malandros e o da classe média, se amalgamavam de maneira
> inédita. Nas duas décadas seguintes, o samba foi virando emblema da
> identidade nacional – até ganhar chancela do governo na era Vargas. Essa
> história talvez ajude a entender o apelo do samba hoje em dia. Ele tem a
> aura da "autenticidade" – uma palavra essencial no vocabulário da turma do
> chinelinho. Além disso, remete a uma marginalidade cordial e idealizada –
> em
> vez de falar de violência real, como o rap, por exemplo.
>
> O samba passou por diversas transformações musicais ao longo das décadas
> (veja o quadro). Um desvio recente, nos anos 90, desembocou na atrocidade
> do
> "pagode mauricinho", que se inspirava na pior música negra americana. A
> atual onda do samba é o contrário disso. Seus artistas zelam pela tradição
> e
> se inspiram em Noel Rosa, Cartola, Nelson Cavaquinho ou Paulinho da Viola
> (que lança em outubro um Acústico MTV). Sempre que possível, eles buscam o
> apadrinhamento de veteranos. Leci Brandão, por exemplo, despontou na
> década
> de 70, mas depois se eclipsou. Amargou um longo período de ostracismo,
> lançando seus discos por selos de menor expressão e fazendo apresentações
> na
> periferia das principais capitais do Brasil. No ano passado, foi
> surpreendida pelo telefonema da cantora Mariana Aydar, que pediu que Leci
> lhe cedesse a canção Zé do Caroço e a convidou para cantar em seu disco de
> estréia, Kavita 1. O lado anedótico desse apadrinhamento fica por conta da
> cantora Beth Carvalho. Uma das sambistas de maior sucesso comercial da
> história, Beth se especializou em "abraçar" novos talentos. Seu afã é tão
> grande que alguns se sentem incomodados com as investidas da madrinha. Há
> quem evite esbarrar com Beth – para não ser transformado compulsoriamente
> em
> pupilo.
>
> O perigo bastante real que ronda os jovens artistas do samba é eles se
> tornarem meros repetidores de canções de cinqüenta anos atrás. Alguns se
> dão
> conta dessa ameaça. "Muita gente está pecando pela reverência exagerada e
> pela preocupação com o que o pessoal da velha-guarda vai achar do seu
> trabalho", diz o cantor e compositor Edu Krieger, de 33 anos. O cantor
> Marcos Sacramento também teme a repetição. "No samba, temos de ser
> hereges",
> diz ele, que se esforça para dar roupagem diferente a canções de Baden
> Powell, Cartola ou Chico Buarque. Por uma via lateral, Marcelo D2 se
> aventura na mistura de samba e hip hop, mas ainda não produziu algo
> sólido.
> O samba voltou. Mas não há nada de novo no samba.
>
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Rui Velocci
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