Eugênio,
Eu gostei bastante do disco, mesmo não gostando da voz da Cristina.
Não sei se há um consenso. Muita gente aqui na TSC não ouve Cristina
Buarque nem se forem pagos pra isso. Eu não gosto, mas respeito e
escuto. O trabalho, em si, é bom. Não vi nada de revolucionário, nem
ousado, nem arrojado, como afirmou um crítico É
arroz-com-feijão muito bem temperado, mas já comi arroz-com-feijão tão
bom quanto este, com o mesmo tempero. Até melhor.
Como sempre, você volta e fala bobagem atrás de bobagem. É impressionante.
Vamos lá!
Cara, se você ouve aquilo que não gosta simplesmente porque respeita, deixa-me
dizer uma coisa: O problema é seu. Existem pessoas que costumam não ouvir
aquilo que não lhes agrada. Pode ser absurdo pra você, mas é verdade.
Não viu nada de revolucionário? Claro, talvez você possa nos dizer, onde estão
outros trabalhos feijão com arroz, com apenas quatro faixas, 38 músicas, sem
arranjo(que mesmo não existindo, você apontou como ponto forte), fora do modelo
fonográfico atual, fora dos padrões tocado pelas rádios( uma música colada na
outra ) e ao vivo. Eugênio, por favor, brinde-nos com tais obras que só você
conhece, eu imploro.
Novamente a ladainha dos ingênuos. A mídia opressora e reacionária
deturpando os desavisados em benefício próprio. Isso é balela.
Realmente, ingênuos somos nós. Malandro é você, EuGÊNIO.
Mostrei o trabalho pra muita gente do
meio. Apesar da Cristina (como tem gente que não gosta da voz dela,
não sou só eu) a maioria gostou. No entanto, quando o quesito é
arrojo, ousadia, novidade, diferença, ninguém viu nada de inovador
nesse CD. Eu frequento rodas de samba há muitas décadas e pergunto: o
que eles fazem de diferente? Nada. Jeito de tocar? Conheço dezenas de
trabalhos parecidos, com o andamento mais lento mesmo, com menos
quebradeira percursiva. Aqui em BH o "Na Cadência do Samba" faz um
trabalho (no que toca a andamento, harmonização, arranjo, etc.) muito
parecido. O próprio Galocantô, do Rio, já faz samba de terreiro com o
mesmo estilo, mas não só samba de terreiro, seria muito desperdício
que só fizessem isso. Ambos fazem parecido, só que sem excluir
ninguém. Eles tocam samba de gente viva também. Acredita?
Essa parte é a melhor. Eugênio, calma, cara. Nem tantas décadas assim...duas,
no máximo? Bem deixa pra lá...
Outra vez eu imploro: Torne do conhecimento público, essas dezenas de
trabalhos parecidos e melhores com esse do disco discutido. Eu, confesso,
apesar de estar sempre na internet e freqüentar muitos lugares onde o samba
está, não tenho encontrado com essa facilidade toda. Por favor, Eugênio...nos
dê sua luz!
Galocantô? Você deve estar de brincadeira, né? Bem, nem vou me dar ao trabalho.
Eugênio, sinto muito se o samba que a rapaziada acredita, que eles se
identificam e escolheram pra reproduzir, seja todo composto por gente que já se
foi. Fazer o quê? O samba está acima dessas minúcias, acredito. Música é
identificação, goste você ou não. Você, por exemplo, é fã dos gordos
sertanejos. E daí? Acho aquela música, medíocre, sem nada de novo, como você
tentou frisar, simplesmente, mais da mesma porcaria que tem aos quilos por aí..
E daí(II)? Você se identifica com aquilo, acha genial, inovador, coisa
rara...Problema é seu(II)!
Aqui realmente te falta informação. Esses sambas nasceram mesmo no
meio do povo. A forma como foram sendo incorporados e
patrimonializados não tem nada de popular. Basta ver como foram
criadas as estruturas preservacionsitas de cultura no Brasil. Leia um
pouco sobre como a intelectualidade dominou o CPC da UNE e o MIS, por
exemplo.
Essa também é boa. Patrimonializados indevidamente pelo próprio povo? Eugênio,
você, por conveniência, ignora o fato de que está se referindo à gente da
massa, sambistas de fato. Ou você acha que o pessoal do terreiro são um bando
de babacas intelectuais feito você, expropriando a cultura popular? Cara, teus
argumentos são de espécie pessoal e você deveria tentar resolver isso com algum
dos integrantes do grupo com quem você tem rixa.
O Zicartola,
bar de Cartola e Dona Zica, vira ponto da intelectualidade. É lá que
os sambistas do morro, muitos deles interpretados neste disco do
Terreiro, tomam contato com a intelectualidade. Zuza Homem de Mello,
Hermínio Bello de Carvalho e Ricardo Cravo Albin, bem ao jeito daquilo
que invocava Mário de Andrade décadas antes, vão "organizar" o samba
tradicional do Rio de Janeiro.
Sambistas do morro? Por favor, liste aqui os sambista que tiveram sua forma de
fazer samba intelectualizada após o contato com intelectuais. Eu estou curioso.
Cartola, talvez? Nelson Cavaquinho? Zé Ketti? Quem? Quem? Quem? Aconteceu
justamente o contrário, seu pateta. Os intelectuais é que se popularizaram após
esse encontro. Teu exemplo mesmo, a Nara, que praticamente abandonou a Bossa
Nova após conhecer o pessoal suburbano.
O contato com a intelectualidade é maléfico, quando intelectuais( termo imbecil
) babacas feito você, não tem a sensibilidade necessária pra compreender o
cotidiano do povo. Agora, teu discurso é extremamente preconceituoso. Você é
que subestima a cultura do povo, dizendo que ela é suscetível a qualquer
discurso intelectualizado. Você realmente, não se enxerga.
A Cristina afasta público. Isso é óbvio. É uma artista difícil. Eles
sozinhos tem potencial de mercado. Não acho que vão recusar dinheiro.
Óbvio? Onde? Porque você continua achando que a sua opinião, o seu gosto é
predominante? Quem não gosta da Cristina, é justamente essa raça que você teima
em criticar. São os puristas. Aqueles que acham que cantar samba deve obedecer
a estética do canto lírico. Voz limpa, afinação impecável( diga-se de passagem,
Cristina é afinadíssima ), postura de palco, etc...Garanto que a sua opinião e
a dos seus amiguinho são sobre afinação. Acertei? Pois é, isso deve-se ao
distanciamento que você e seu pessoal tem da cultura popular. A única
proximidade que vocês tem, é a do consumo e da crítica.
Ainda bem que, Chico Santana, Alvaiade, Lonato, Candeia, Nelson Cavaquinho,
Mauro Duarte, Monarco, Zé Ramos, Zé Kétti, Manacéia, Mijinja, Aniceto, Paulo
César Pinheiro, Chico Buarque, Carlinhos Vergueiro, Cristóvão Bastos,
Vanzoline, Osmar, Paulinho da Viola, Ivone Lara, Surica, Tereza Cristina, Pedro
Miranda, Maurício Carrilho, Luciana Rabello, Dobrando a Esquina, Alfredo Del
Penho, Pedro Amorim e tantos outros compositores e músicos, não concordam com
você e sua patota de puristas e não acham a Cristina uma artista difícil e que
espanta público. Saiba, o mundo musical não gira em torno do seu mundo.
Portanto, acho que o público que a Cristina espanta, é o público modista que
não gosta e não entende de samba.
Quanto aos caras não negarem grana, acredito que tal afirmação tenha algum
fundamento em conhecimento pessoal da rapaziada. Me deixa muito espantado que
você possa deferir esse tipo de comentário, levianamente.
Eugênio, você me dá muita pena. E olha que eu não tenho pena de filho da puta.
Quer dizer, de alguns eu até tenho.
Rapaziada do Terreiro: Vocês disseram foi pouco. Deveriam ter dito, de fato,
que o Zeca não está com porra nenhuma. Que o samba dele é uma porcaria, feito
somente pra vender disco( Diga-se de passagem, nem ele ouve aquilo que produz,
o que mostra ser, ao menos, inteligente.), um verdadeiro lixo. Infelizmente,
pra despeito do polemista manhoso Eugênio, vcs só disseram não ouvirem o dito
cujo. A frase: O som convencional de hoje agride nossos ouvidos", afirma Tuco,
com o apoio dos outros integrantes do Terreiro Grande, que dizem não ouvir Zeca
Pagodinho." Foi feita pelo jornalista. Mas isso, é demais pro Eugeniozinho
compreender...coitado dele.
Vamos, finalmente, enterrar esse difundo. Ele já está fedendo. Eu me despeço
dessa discussão com esse babaquintelectualóide, com a certeza de que esse sr.
está doente. Mas, isso também é problema dele.
Bem, abraços, Eugênio. Não vou te mandar ir tomar no cu como você merece.
Afinal, além de deselegante, não creio que você ainda tenha um.
Passar bem.
Pedro.
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