Rapaz, que palhaçada que isso aqui tá virando hein?
  Nem vou me dar ao trabalho de tentar ler as 548 mensagens que estão na minha 
caixa de entrada. pelo visto é melhor deletar tudo.
  Neguinho devia se preocupar em fazer alguma coisa de útil pra melhorar o 
panorama cultural que vive. Além do que, educação não faz mal a ninguém.
   
  Segue minha singela contribuição. Tentei divulgar isso na época do lançamento 
do projeto, mas infelizmente o computador deu tilt e não enviou a mensagem, só 
divulgando um bizarro "o evento ocorrerá ás 18:30", sem explicitar o que foi 
que aconteceu. Sendo assim vou divulgar a mensagem "digitadamente" mesmo:
   
  O Clube do Choro da Bahia em parceria com a Fundação Gregório de Mattos e 
Prefeitura de Salvador está realizando o Projeto Cacau do Pandeiro.
   
  O Projeto teve o seu lançamento realizado no dia 18 de Agosto de 2007 às 
18:30 no ICBA (Instituto Cultural Brasil-Alemanha), com entrada franca.
  Na ocasião foi veiculado um vídeo sobre Cacau do Pandeiro, além das seguintes 
apresentações:
   
  *  Pandeirada: grupo formado por 10 pandeiros, regidos por Mestre Cacau,
     que fez uma demonstração de diversos ritmos brasileiros;
   
  *  A Tapa: importante grupo de percussão baiano, que utiliza entre os seus 
instrumentos, tonéis de plásticos e afins.
   
  *  Riachão e Mestre Sabiá: dois amigos de Mestre Cacau que vieram prestigiar 
o evento com antigos "causos" e músicas feitas para Cacau.
   
  *  Roda de Choro com Juvino Alves (Clarineta), Marcelo Rosário e Gilson Verde 
(Violões 7 Cordas), Carlinhos do Bandolim, Ana Luísa Tomisch (Pandeiro) e 
Marcelo Neder (Cavaquinho)
   
  * Além da participação do público convidado que compareceu em peso com um 
pandeiro na mão e participou de um "Carinhoso" maravilhoso com todos os 
convidados (destaque para a Cuíca de Giba que simplesmente fez a melodia da 
música) e com o público tocando pandeiro da platéia.
   
   
   
  Além do lançamento já realizado, o Projeto está oferecendo oficinas de 
pandeiro com Mestre Cacau a singelos 50,oo/mês na
  Escola de Choro Cacau do Pandeiro
  Rua Almirante Barroso, 76
  Bairro: Rio Vermelho - Salvador/BA
  Tel: 71 3334-0185 / 71 8824-1840 (Juvino) / 71 9602-7719 (Marcelo)
   
  Além das oficinas para o público em geral, acabamos de realizar oficinas 
gratuitas para os Alunos da Pracatum (Escola de Percussão de Carlinhos Brown no 
Candeal), e iremos realizar oficinas gratuítas para os alunos das seguintes 
instituições:
   
  *  Escola Criativa Olodum
  *  Ilê Ayê
  *  Conservatório Mozart (Lauro de Freitas)
  *  Escola Parque (Caixa D'água)
  *  Academia de Música da Bahia - AMBAH1
  *  Escola de Música da Universidade Federal da Bahia - EMUSUFBA
   
  Estão inclusos no projeto ainda, as seguintes atividades que acontecerão até 
Novembro/2007:
   
  *  Gravação do Documentário "Cacau do Pandeiro, Tempo e Música"
  *  Criação e registro do Método Cacau do Pandeiro (Composto por vídeo-aulas
     e apostilas), em que serão abordados conhecimentos de um músico em
     atividade desde a década de 1940 e que está em atividade até hoje.
  *  Aulas-espetáculos com Cacau do Pandeiro
  *  Fórum Cultural de Choro - Espaço aberto para discussão sobre o choro na
     Bahia e no Brasil, com participação de diversos artistas convidados de São
     Paulo, Rio de Janeiro e Brasília
  *  Festival de Choro da Bahia - Em que além da apresentação dos artistas 
convidados, ocorrerá a culminância do Projeto com a apresentação de todos os 
alunos, de todas as instituições das oficinas de Cacau do Pandeiro.
   
  Cacau é um dos poucos músicos ainda em atividade, que sempre viveu da música. 
Em muitos casos se dava ao luxo de deixar os cachês acumularem e pegar tudo no 
final do mês (estamos falando das décadas 40, 50, 60, etc...), pois tocava 
tanto que sempre tinha algum dinheiro na mão.
  Além de exímio músico, é uma pessoa maravilhosa. Com um sorriso doce e 
sereno. Capaz de passar 30 dias na Alemanha sem falar uma palavra de alemão e 
mesmo assim, deixar uma legião de fãs e amigos por onde passa.
  Por tudo isso,
  e por acreditarmos que devemos ofertar nossas flores em vida, Cacau do 
Pandeiro é o grande homenageado pelo Clube do Choro da Bahia neste ano de 2007.
   
  "Me dê as flores em vida
O carinho
A mão amiga
Para aliviar meus ais
Depois que eu me chamar saudade
Não preciso de vaidade
Quero preces e nada mais"
  (Quando eu me chamar saudade - Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito)
   
   
  O Projeto é patrocinado pela Petrobrás e Minc
   
  Coordenação-Geral: Juvino Alves
  Produção-Executiva: Marcelo Neder
   
   
  Além disso o Clube do Choro da Bahia deve reiniciar antes do início de 
outubro suas rodas semanais de Choro no Café Goethé no ICBA - Corredor da 
Vitória.
  Assim que forem definidos os dias fixos da semana e a data de início, venho 
aqui divulgar. Atenção! Músicos que levarem os instrumentos não pagam!!!
   
   
  Abs
   
  Marcelo Neder
   
   
   
   
   
  

Pedro Glovia <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
  Eugênio,

“Eu gostei bastante do disco, mesmo não gostando da voz da Cristina. 
Não sei se há um consenso. Muita gente aqui na TSC não ouve Cristina 
Buarque nem se forem pagos pra isso. Eu não gosto, mas respeito e 
escuto. O trabalho, em si, é bom. Não vi nada de revolucionário, nem 
ousado, nem arrojado, como afirmou um crítico É 
arroz-com-feijão muito bem temperado, mas já comi arroz-com-feijão tão 
bom quanto este, com o mesmo tempero. Até melhor.”

Como sempre, você volta e fala bobagem atrás de bobagem. É impressionante. 
Vamos lá!
Cara, se você ouve aquilo que não gosta simplesmente porque respeita, deixa-me 
dizer uma coisa: O problema é seu. Existem pessoas que costumam não ouvir 
aquilo que não lhes agrada. Pode ser absurdo pra você, mas é verdade.
Não viu nada de revolucionário? Claro, talvez você possa nos dizer, onde estão 
outros trabalhos “feijão com arroz”, com apenas quatro faixas, 38 músicas, sem 
arranjo(que mesmo não existindo, você apontou como ponto forte), fora do modelo 
fonográfico atual, fora dos padrões tocado pelas rádios( uma música colada na 
outra ) e ao vivo. Eugênio, por favor, brinde-nos com tais obras que só você 
conhece, eu imploro.


“Novamente a ladainha dos ingênuos. A mídia opressora e reacionária 
deturpando os desavisados em benefício próprio. Isso é balela.”

Realmente, ingênuos somos nós. Malandro é você, EuGÊNIO.

“Mostrei o trabalho pra muita gente do 
meio. Apesar da Cristina (como tem gente que não gosta da voz dela, 
não sou só eu) a maioria gostou. No entanto, quando o quesito é 
arrojo, ousadia, novidade, diferença, ninguém viu nada de inovador 
nesse CD. Eu frequento rodas de samba há muitas décadas e pergunto: o 
que eles fazem de diferente? Nada. Jeito de tocar? Conheço dezenas de 
trabalhos parecidos, com o andamento mais lento mesmo, com menos 
quebradeira percursiva. Aqui em BH o "Na Cadência do Samba" faz um 
trabalho (no que toca a andamento, harmonização, arranjo, etc.) muito 
parecido. O próprio Galocantô, do Rio, já faz samba de terreiro com o 
mesmo estilo, mas não só samba de terreiro, seria muito desperdício 
que só fizessem isso. Ambos fazem parecido, só que sem excluir 
ninguém. Eles tocam samba de gente viva também. Acredita?”

Essa parte é a melhor. Eugênio, calma, cara. Nem tantas décadas assim...duas, 
no máximo? Bem deixa pra lá...
Outra vez eu imploro: Torne do conhecimento público, essas “dezenas” de 
trabalhos parecidos e melhores com esse do disco discutido. Eu, confesso, 
apesar de estar sempre na internet e freqüentar muitos lugares onde o samba 
está, não tenho encontrado com essa facilidade toda. Por favor, Eugênio...nos 
dê sua luz!
Galocantô? Você deve estar de brincadeira, né? Bem, nem vou me dar ao trabalho.
Eugênio, sinto muito se o samba que a rapaziada acredita, que eles se 
identificam e escolheram pra reproduzir, seja todo composto por gente que já se 
foi. Fazer o quê? O samba está acima dessas minúcias, acredito. Música é 
identificação, goste você ou não. Você, por exemplo, é fã dos gordos 
sertanejos. E daí? Acho aquela música, medíocre, sem nada de novo, como você 
tentou frisar, simplesmente, mais da mesma porcaria que tem aos quilos por aí.. 
E daí(II)? Você se identifica com aquilo, acha genial, inovador, coisa 
rara...Problema é seu(II)!

“Aqui realmente te falta informação. Esses sambas nasceram mesmo no 
meio do povo. A forma como foram sendo incorporados e 
patrimonializados não tem nada de popular. Basta ver como foram 
criadas as estruturas preservacionsitas de cultura no Brasil. Leia um 
pouco sobre como a intelectualidade dominou o CPC da UNE e o MIS, por 
exemplo.”

Essa também é boa. Patrimonializados indevidamente pelo próprio povo? Eugênio, 
você, por conveniência, ignora o fato de que está se referindo à gente da 
massa, sambistas de fato. Ou você acha que o pessoal do terreiro são um bando 
de babacas intelectuais feito você, expropriando a cultura popular? Cara, teus 
argumentos são de espécie pessoal e você deveria tentar resolver isso com algum 
dos integrantes do grupo com quem você tem rixa.

“ O Zicartola, 
bar de Cartola e Dona Zica, vira ponto da intelectualidade. É lá que 
os sambistas do morro, muitos deles interpretados neste disco do 
Terreiro, tomam contato com a intelectualidade. Zuza Homem de Mello, 
Hermínio Bello de Carvalho e Ricardo Cravo Albin, bem ao jeito daquilo 
que invocava Mário de Andrade décadas antes, vão "organizar" o samba 
tradicional do Rio de Janeiro.”

Sambistas do morro? Por favor, liste aqui os sambista que tiveram sua forma de 
fazer samba intelectualizada após o contato com intelectuais. Eu estou curioso. 
Cartola, talvez? Nelson Cavaquinho? Zé Ketti? Quem? Quem? Quem? Aconteceu 
justamente o contrário, seu pateta. Os intelectuais é que se popularizaram após 
esse encontro. Teu exemplo mesmo, a Nara, que praticamente abandonou a Bossa 
Nova após conhecer o pessoal suburbano. 
O contato com a intelectualidade é maléfico, quando intelectuais( termo imbecil 
) babacas feito você, não tem a sensibilidade necessária pra compreender o 
cotidiano do povo. Agora, teu discurso é extremamente preconceituoso. Você é 
que subestima a cultura do povo, dizendo que ela é suscetível a qualquer 
discurso intelectualizado. Você realmente, não se enxerga.

“A Cristina afasta público. Isso é óbvio. É uma artista difícil. Eles 
sozinhos tem potencial de mercado. Não acho que vão recusar dinheiro.”

Óbvio? Onde? Porque você continua achando que a sua opinião, o seu gosto é 
predominante? Quem não gosta da Cristina, é justamente essa raça que você teima 
em criticar. São os puristas. Aqueles que acham que cantar samba deve obedecer 
a estética do canto lírico. Voz limpa, afinação impecável( diga-se de passagem, 
Cristina é afinadíssima ), postura de palco, etc...Garanto que a sua opinião e 
a dos seus amiguinho são sobre afinação. Acertei? Pois é, isso deve-se ao 
distanciamento que você e seu pessoal tem da cultura popular. A única 
proximidade que vocês tem, é a do consumo e da crítica. 
Ainda bem que, Chico Santana, Alvaiade, Lonato, Candeia, Nelson Cavaquinho, 
Mauro Duarte, Monarco, Zé Ramos, Zé Kétti, Manacéia, Mijinja, Aniceto, Paulo 
César Pinheiro, Chico Buarque, Carlinhos Vergueiro, Cristóvão Bastos, 
Vanzoline, Osmar, Paulinho da Viola, Ivone Lara, Surica, Tereza Cristina, Pedro 
Miranda, Maurício Carrilho, Luciana Rabello, Dobrando a Esquina, Alfredo Del 
Penho, Pedro Amorim e tantos outros compositores e músicos, não concordam com 
você e sua patota de puristas e não acham a Cristina uma artista difícil e que 
espanta público. Saiba, o mundo musical não gira em torno do seu mundo. 
Portanto, acho que o público que a Cristina espanta, é o público modista que 
não gosta e não entende de samba. 
Quanto aos caras não negarem grana, acredito que tal afirmação tenha algum 
fundamento em conhecimento pessoal da rapaziada. Me deixa muito espantado que 
você possa deferir esse tipo de comentário, levianamente.

Eugênio, você me dá muita pena. E olha que eu não tenho pena de filho da puta. 
Quer dizer, de alguns eu até tenho. 

Rapaziada do Terreiro: Vocês disseram foi pouco. Deveriam ter dito, de fato, 
que o Zeca não está com porra nenhuma. Que o samba dele é uma porcaria, feito 
somente pra vender disco( Diga-se de passagem, nem ele ouve aquilo que produz, 
o que mostra ser, ao menos, inteligente.), um verdadeiro lixo. Infelizmente, 
pra despeito do polemista manhoso Eugênio, vcs só disseram não ouvirem o dito 
cujo. A frase: “O som convencional de hoje agride nossos ouvidos", afirma Tuco, 
com o apoio dos outros integrantes do Terreiro Grande, que dizem não ouvir Zeca 
Pagodinho." Foi feita pelo jornalista. Mas isso, é demais pro Eugeniozinho 
compreender...coitado dele.

Vamos, finalmente, enterrar esse difundo. Ele já está fedendo. Eu me despeço 
dessa discussão com esse babaquintelectualóide, com a certeza de que esse sr. 
está doente. Mas, isso também é problema dele. 

Bem, abraços, Eugênio. Não vou te mandar ir tomar no cu como você merece. 
Afinal, além de deselegante, não creio que você ainda tenha um.

Passar bem.


Pedro.

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