"Amor à Natureza" (1975):

http://www.samba-choro.com.br/s-c/paulinho.html



Gata Oxum wrote:
Alguem sabe me informar
em que disco do Paulinho da Viola esta o Samba
chamado Argumento?
Valeu!
Muito agradeco desde ja!
gataOxum.
Date: Thu, 28 Feb 2008 19:20:57 -0300> From: [EMAIL PROTECTED]> Subject: Re: [S-C] Pagode ou Samba?> To: [EMAIL PROTECTED]> CC: [EMAIL PROTECTED]; [EMAIL PROTECTED]; [email protected]> > Viva!!!!!!!!> Viva!!!!!!!!> Viva!!!!!!!!> O Teacher nos brindou com mais uma super aula sobre indústria cultural e MPB. Palmas para esse grande mestre!> > Abraçss> > Eugenio Raggi <[EMAIL PROTECTED]> escreveu: AF: Acho muito perigoso esse papo de "verdadeira música popular" como> um recurso apenas para se contrapor ao que a intelectualidade e as> elites nacionalistas apoiam.> > Quem veio com esse papo aqui?? Só se foi você. Seu discurso é> propositadamente dúbio, camarada? Qual é a sua verdadeira visão a> respeito da "intelectualidade" (de onde?) ou das "elites> nacionalistas" (isso é elogio ou galhofa? Confesso que boiei...)?> > AF: É verdade que a Música Popular Brasileira, como ela se concebeu a> partir da fusão dos grupos ideológicos da Bossa Nova e dos Centros> Populares de Cultura nos festivais da canção em 1965, se tornou> predominantemente de classe média, universitária etc..> > O termo MPB contou com a predominância dos setores dito> intelectualizados ou da classe me(r)dia. A música popular, feita pelo> povo, continuou desconhecendo esse rótulo ou sigla. Dori Caymmi faz> música popular, assim como Amilton Lelo, mas só a obra de Dori Caymmi> recebe o rótulo de MPB. O "som" feito por Amilton Lelo ("Eu vou vender> meu coração/ eu vou vender/Eu vou vender pra quem tiver muita coragem> E só assim ninguém irá brigar comigo/Porque vendi pra aquela 
que me> pagou mais") não pode merecer este rótulo. Curioso? Não acho. Acho> perverso, preconceituoso, apropriativo e canalha.> > AF: Mas vejo muita demagogia e muita hipocrisia quando as pessoas> chamam de "verdadeira música popular" essas coisas grosseiras como> Exaltasamba, Bruno¨& Marrone, Daniel, Tati Quebra-Barraco, Asa de> Águia, Banda Calypso, só porque seus membros tiveram, em tese, origem> pobre, ou porque caem mais facilmente na "boca do povo".> > Não me surpreendo de que você jogue tudo num saco só. Artistas tão> díspares, tão diferentes, todos eles vomitados na mesma sacola de> preconceitos e padronagens estéticas sórdidas. Além disso você comete> graves erros nesses generalismos propositais. Quer dizer então que> Daniel é pobre, filho do povo? Você não tem obrigação alguma de saber> da vida desse cantor popular. Só é falta de caráter ficar chutando.> Ninguém é obrigado a gostar deste ou daquele trabalho, mas o> preconceito de origem é abominável. Qualquer pessoa razoavelmente> informada sabe que o Péricles (Exaltasamba) não está aí na mídias às> custas de seu corpinho sarado ou por seus lindos olhos azuis. Não é> necessário gostar. Apenas não formule falsas hipóteses, como achar que> o Calypso, que jamais teve uma major por trás de seus trabalhos (o> príncipe Paulinho da Viola sempre teve contrato com grandes> multinacionais), é um produto da "mass-media". Pode ser de péssima> qualidade estética, não estamos aqui para discutir isso, mas não foi> empurrado goela abaixo de ninguém pela Globo, pela Universal ou> similares.> > AF: Primeiro, isso é uma visão 
elitista, que ganha facilmente o apoio> dos veículos da grande mídia, que é associar a idéia de "cultura> popular" ao grosseiro, ao pitoresco, ao aberrante.> > > O grosseiro (Jackson do Pandeiro em vários momentos por exemplo), o> pitoresco (Teixeirinha, Vicente Celestino, Germano Mathias, Bando da> Lua) e o aberrante (Cauby Peixoto, Carmen Miranda) já fazem parte da> nossa cultura musical há décadas. É apenas uma vertente, que deve ser> preservada. O cantor Daniel, que você citou anteriormente, nada tem de> grosseiro, pitoresco ou aberrante. É, portanto, diferente desse> exemplo. O que não quer dizer que ele faça uma música de excelente> qualidade. A grande mídia associa a cultura popular a esses elementos> (grosseiro, pitoresco, aberrante) porque isso é legítimo. Mas a> cultura popular não é só isso. A "grande mídia" também divulga> artistas completamente avessos a esses valores. Artistas que você deve> odiar também. Argumento furado. Você faz melhor que isso.> > > AF: A história de nossa cultura comprova, em dados concretos, que a> cultura popular nunca esteve associada ao grotesco.> > Realmente. Carmen Miranda, Teixeirinha, Genival Lacerda, Cauby...Nada> de grotesco. Então tá....Mas é como em outras culturas do 3º mundo, em> que a "grande mídia" oprime o povo e manipula os paladares musicais.> Gente pobre culturalmente como os franceses que são manipulados pela> "mass media" que lhes impoe Christophe, os suecos com o ABBA, os> alemães com Jerry Bauen, os australianos com o Air Suply, espanhóis> com Julio Iglesias, ingleses com New Kids on The Block e italianos 
com> Ornella Vanoni. É isso que dá não educar o povo direito. A "mass> media" vai lá e manipula o gosto desse gado, dessa massa ignara. Pobre> povo do 3º mundo...> > > AF: O sambe de roda que os escravos faziam tinha inteligência,> espontaneidade, arte, dignidade, mesmo quando fazia brincadeiras> maliciosas. Já o "pagodão" pós-Tchan, que tenta se vincular à falsa> idéia de um "novo samba de roda", é milimetricamente calculado pelos> seus empresários.> > É evidente que analistas de pirro feito você não levariam em conta> nenhum tipo de contexto. A liberação sexual e a mudança dos costumes> também mudam o jeito de dizer as coisas. O que você chama hoje de> "brincadeiras maliciosas" era visto como pornografia pura e mau gosto> naqueles tempos.> > Muito dessa música brega-popularesca que está aí, associada à> "verdadeira cultura popular" de que falam Hermano Vianna, Paulo César> Araújo, Milton Moura (UFBA), Regina Casé, Patrícia Pillar e outros> entre ingênuos ou oportunistas, na verdade pouco têm a ver com a> verdadeira cultura popular.> Sejam os bregas "de raiz" tipo Waldick Soriano e Odair José, sejam os> grotescos explícitos tipo Banda Calypso e Tati Quebra-Barraco, sejam> os pedantes pseudo-MPB e altamente canastrões tipo Chitãozinho &> Xororó, Alexandre Pires, Zezé Di Camargo & Luciano e Grupo Revelação,> todos eles não passam de pupilos dos executivos da grande mídia> > > Não entendi. Qual é o fenômeno de massificação que está por trás de> Odair José, do Waldick? Grandes grupos empresariais? Mega Business?> Não. Tenho certeza 
que você não acredita nisso. Mas, para não se> prender exclusivamente ao seu modelo de cultura preconceituoso e> excludente você insiste em eleger o capital como grande inimigo. Como> se por trás de toda breguice, toda cafonice, tudo aquilo que é> barango, brejeiro, simplório, primitivo, estivesse o "monstro mercado"> e seus tentáculos. Seu discurso é um subproduto da Guerra Fria.> Ingênuo e adolescente. Soa como uma militância forjada. Aliás, você> adota um visual à moda Luciana Genro, com madeixas desgrenhadas ou o> oleoso-pentecostal à maneira HH?> > > AF: símbolos desse populismo televisivo e radiofônico que contou com o> apoio mais do que explícito dos mais reacionários políticos de> direita, como Fernando Collor, Renan Calheiros, Antônio Carlos> Magalhães, etc..> > Essa linhagem reacionária comanda o Brasil há 500 anos. São os mesmo> que abrigaram, no costado da mídia então estatal, gente como Radamés,> Noel, Orlando Silva, Assis Valente, Ary Barroso, Carmen, Emilinha,> Marlene, Ataulfo Alves...Pesquise um pouco e vá ver como essa gente> (talentosíssima, diga-se) valeu-se de um projeto de cultura de Estado.> Vá ver como Chico, Jobim, Caetano, Pixinguinha (teve até uma novela da> Globo com o nome de sua música) emplacavm seus grandes sucessos nas> novelas globais. Leia o levantamento feito por Paulo César Araújo> sobre as trilhas das novelas globais e veja o quanto os medalhões da> MPB foram beneficiados por este padrão global, apoiado por toda essa> gente...Collor, ACM, Sarney...Todos donos de retransmissoras da Globo,> que nos anos 60, 70 e 80, no horário nobre, executavam 
"Luiza"(Jobim),> "Carinhoso"(Pixinguinha) ou "Alegria, Alegria" (Caetano).> > Para não dizer que isso mudou recentemente, veja quais músicas abrem> as 4 principais telenovelas da Globo atualmente: "Desejo Proibido",> das 18:00, tem "Desenredo" (Dori e Paulo César Pinheiro) como tema de> abertura. "Beleza Pura", às 19:00, tem a canção homônima de Gilberto> Gil como tema. "Duas Caras" tem Gonzaguinha pra começar. "Queridos> Amigos" tem Milton Nascimento.> > Tua teoria conspiratória é uma farsa.> > Isso sem falar que o sucesso "espontâneo" dessa "verdadeira música> popular" se deveu, e muito, pela decisiva farra de concessões de rádio> e TV de ACM e Sarney para políticos e empresários aliados aos dois,> nos anos 80.> > Para manipular o povo com músicas ruins e impostas, né? Só falta agora> o megafone com a Internacional Socialista ao fundo pra denunciar pro> mundo inteiro esse descalabro.> > > Se não fosse essa falcatrua toda, ao invés de termos Alexandre Pires e> Belo como grandes ídolos, teríamos Wilson Simoninha e Pedro Luís.> > Se não fosse a democracia, conquistada com muito suor, sangue e> lágrimas por essa gente, não teríamos essa diversidade cultural, onde> cada um ouve o que quer. Mas gente obtusa feito você acha que o> sucesso de belo e Alexandre Pires é um produto de mídia.> > Nada disso, meu caro. "É o povo quem comanda o show e assina a> direção", não é mesmo Jorge?> > Ao invés de termos Ivete Sangalo ou Cláudia Leitte, teríamos, por> exemplo, Roberta Sá como nossa diva 
maior.> > Roberta Sá é aquela mesma que foi lançada ao público de massa pelo> "Fama", aquele programeco da "Globo"? Aquela empresa dos Marinho, dos> Sarney, dos Magalhães, dos Collor?> > Você é patético.> Acho muito perigoso esse papo de "verdadeira música popular" como um> recurso apenas para se contrapor ao que a intelectualidade e as elites> nacionalistas apoiam.> > É verdade que a Música Popular Brasileira, como ela se concebeu a> partir da fusão dos grupos ideológicos da Bossa Nova e dos Centros> Populares de Cultura nos festivais da canção em 1965, se tornou> predominantemente de classe média, universitária etc..> > Mas vejo muita demagogia e muita hipocrisia quando as pessoas chamam> de "verdadeira música popular" essas coisas grosseiras como> Exaltasamba, Bruno¨& Marrone, Daniel, Tati Quebra-Barraco, Asa de> Águia, Banda Calypso, só porque seus membros tiveram, em tese, origem> pobre, ou porque caem mais facilmente na "boca do povo".> > Primeiro, isso é uma visão elitista, que ganha facilmente o apoio dos> veículos da grande mídia, que é associar a idéia de "cultura popular"> ao grosseiro, ao pitoresco, ao aberrante. A história de nossa cultura> comprova, em dados concretos, que a cultura popular nunca esteve> associada ao grotesco. O sambe de roda que os escravos faziam tinha> inteligência, espontaneidade, arte, dignidade, mesmo quando fazia> brincadeiras maliciosas. Já o "pagodão" pós-Tchan, que tenta se> vincular à falsa idéia de um "novo samba de roda", é milimetricamente> calculado pelos seus 
empresários.> > Muito dessa música brega-popularesca que está aí, associada à> "verdadeira cultura popular" de que falam Hermano Vianna, Paulo César> Araújo, Milton Moura (UFBA), Regina Casé, Patrícia Pillar e outros> entre ingênuos ou oportunistas, na verdade pouco têm a ver com a> verdadeira cultura popular. Sejam os bregas "de raiz" tipo Waldick> Soriano e Odair José, sejam os grotescos explícitos tipo Banda Calypso> e Tati Quebra-Barraco, sejam os pedantes pseudo-MPB e altamente> canastrões tipo Chitãozinho & Xororó, Alexandre Pires, Zezé Di Camargo> & Luciano e Grupo Revelação, todos eles não passam de pupilos dos> executivos da grande mídia, símbolos desse populismo televisivo e> radiofônico que contou com o apoio mais do que explícito dos mais> reacionários políticos de direita, como Fernando Collor, Renan> Calheiros, Antônio Carlos Magalhães, etc..> > Isso sem falar que o sucesso "espontâneo" dessa "verdadeira música> popular" se deveu, e muito, pela decisiva farra de concessões de rádio> e TV de ACM e Sarney para políticos e empresários aliados aos dois,> nos anos 80. Se não fosse essa falcatrua toda, ao invés de termos> Alexandre Pires e Belo como grandes ídolos, teríamos Wilson Simoninha> e Pedro Luís. Ao invés de termos Ivete Sangalo ou Cláudia Leitte,> teríamos, por exemplo, Roberta Sá como nossa diva maior.> > 2008/2/28 Pedro Glóvia > :> > Alexandre,> >> > Prepara-te. O professor vem aí...> >> > Abraçss> >> > Alexandre Figueiredo Pereira escreveu: Pessoal,> >> >> > Acho muito perigoso esse papo 
de "verdadeira música popular" como um recurso apenas para se contrapor ao que a intelectualidade e as elites nacionalistas apoiam.> >> > É verdade que a Música Popular Brasileira, como ela se concebeu a partir da fusão dos grupos ideológicos da Bossa Nova e dos Centros Populares de Cultura nos festivais da canção em 1965, se tornou predominantemente de classe média, universitária etc..> >> > Mas vejo muita demagogia e muita hipocrisia quando as pessoas chamam de "verdadeira música popular" essas coisas grosseiras como Exaltasamba, Bruno¨& Marrone, Daniel, Tati Quebra-Barraco, Asa de Águia, Banda Calypso, só porque seus membros tiveram, em tese, origem pobre, ou porque caem mais facilmente na "boca do povo".> >> > Primeiro, isso é uma visão elitista, que ganha facilmente o apoio dos veículos da grande mídia, que é associar a idéia de "cultura popular" ao grosseiro, ao pitoresco, ao aberrante. A história de nossa cultura comprova, em dados concretos, que a cultura popular nunca esteve associada ao grotesco. O sambe de roda que os escravos faziam tinha inteligência, espontaneidade, arte, dignidade, mesmo quando fazia brincadeiras maliciosas. Já o "pagodão" pós-Tchan, que tenta se vincular à falsa idéia de um "novo samba de roda", é milimetricamente calculado pelos seus empresários.> >> > Muito dessa música brega-popularesca que está aí, associada à "verdadeira cultura popular" de que falam Hermano Vianna, Paulo César Araújo, Milton Moura (UFBA), Regina Casé, Patrícia Pillar e outros entre ingênuos ou oportunistas, na verdade pouco têm a ver com a verdadeira cultura 
popular. Sejam os bregas "de raiz" tipo Waldick Soriano e Odair José, sejam os grotescos explícitos tipo Banda Calypso e Tati Quebra-Barraco, sejam os pedantes pseudo-MPB e altamente canastrões tipo Chitãozinho & Xororó, Alexandre Pires, Zezé Di Camargo & Luciano e Grupo Revelação, todos eles não passam de pupilos dos executivos da grande mídia, símbolos desse populismo televisivo e radiofônico que contou com o apoio mais do que explícito dos mais reacionários políticos de direita, como Fernando Collor, Renan Calheiros, Antônio Carlos Magalhães, etc..> >> > Isso sem falar que o sucesso "espontâneo" dessa "verdadeira música popular" se deveu, e muito, pela decisiva farra de concessões de rádio e TV de ACM e Sarney para políticos e empresários aliados aos dois, nos anos 80. Se não fosse essa falcatrua toda, ao invés de termos Alexandre Pires e Belo como grandes ídolos, teríamos Wilson Simoninha e Pedro Luís. Ao invés de termos Ivete Sangalo ou Cláudia Leitte, teríamos, por exemplo, Roberta Sá como nossa diva maior.> >> > Bom, é isso. Abraços a todos.> >> > Alexandre Figueiredo> >> > ENSAIOS PATRIMONIAIS> > http://br.geocities.com/alexfig1971> >> >> > ---------------------------------> > Abra sua conta no Yahoo! Mail, o único sem limite de espaço para armazenamento!> > _______________________________________________> > Para CANCELAR sua assinatura:> > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela> > Para ASSINAR esta lista:> > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina> > Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA:> > 
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