Quem é o artista que fez
Ta Dominado Ta Tudo Dominado?
 
Em que ano?
 
 
Como se chama o disco?
 
Como se chama a cancao?
 
Valeu!
 
 
GataOxum!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
> Date: Sun, 9 Mar 2008 21:26:51 -0300> From: [EMAIL PROTECTED]> Subject: Re: 
> Re:[S-C] FUNK ?????> To: [EMAIL PROTECTED]; [email protected]> CC: > 
> > Olá Henrique,> > Bem...> Essa "batida", a não ser que eu esteja enganado, 
> não é usada para marcar nenhum tipo de jongo (considerando os que já ouví do 
> Rio, os do interior de São Paulo e até contando o Caxambú Mineiro).> Eu noto 
> semelhança do padrão rítmico do Funk carioca com o Maculelê, que nada tem a 
> ver com o jongo, mas não sei se foi nele que o pessoal se inspirou para 
> colocar base em suas canções. > Talvez você já conheça, mas se quiser 
> comparar pegue algum disco de capoeira do Mestre Suassuna. Ele costumava 
> gravar cantigas de Maculelê em seus discos. Depois me diga se concorda ou 
> não.> Já lí aqui também que a "batida" do funk era a de uma "macumba". 
> Gostaria de saber, se for o caso, de qual ponto estão falando.> Ah... E jongo 
> mais rápido? Não entendi o que você quis dizer com isso. Pode explicar?> > 
> Valeu pela atenção. > > Um Abraço!> > Lagosta.> > henriqsilva <[EMAIL 
> PROTECTED]> escreveu: Respondendo ao Lagosta sobre a incorporação da levada 
> de jongo - aquele jongo mais rápido - pelos Mcs e Djs do funk carioca, 
> tentarei mostrar, na base da onomatopéia, como é essa batida.> A batida é o 
> seguinte:> > Tum - tata - tumtum - ta - tumtum - tata - tumtum - ta - tumtum 
> - tata - tumtum - ta - tumtum> > Exemplo prático: tente cantar àquele velho 
> funk "Eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente na fazela onde eu 
> nasci..." utilizando esta batida e você verá. Poderá iniciar percutindo o 
> "tum" com o dedo indicador e o "tata" com o dedo médio. E siga em frente.> > 
> Quando esse som começou a fazer sucesso entre os jovens dos suburbios e das 
> comunidades, por volta de l985, o ritmo era outro, bem mais quadrado e menos 
> contagiante. A batida de então era assim:> > Tum - ta - tumtum - ta - tumtum 
> - ta - tumtum - ta - tumtum... e a coisa segue.> > E como todos sabem, 
> apelidaram de funk quando na verdade funk é outra coisa. Funk é o cantam 
> James Brown, Sly and Family Stone e a extraordinária banda Earth, Wind & 
> Fire.> > Outra coisa: nem todo funk carioca tem essa batida jongada. A Taty 
> Quebra-barraco, por exemplo, eu nunca ouvi praticando essa levada... > > ... 
> E eu também não sou especialista em funk. Essa pseudo explicação não é assim 
> um estudo aprofundado do assunto. É apenas o fruto das audições que, queira 
> ou não queira, a gente é submetido nas ruas e casa do Rio de Janeiro. E tendo 
> o ouvido treinado de músico, escutei e registrei.> > Abraços,> > Henrique 
> Silva> > > > > > > > > Carol,> > > > O som do funk carioca não me agrada. É 
> uma questão de formação musical> > e de não conseguir instrumentalizar a 
> música apenas como diversão ou> > algo feito exclusivamente para fazer rir e 
> chacoalhar o corpo. Nesse> > sentido, o funk carioca me parece mais 
> entretenimento do que arte, mas> > isso já é uma outra discussão.> > > > Na 
> prática, o que não dá para tolerar é esse discurso de que o povo é,> > em 
> geral, a velha massa ignara que é sempre manipulada e explorada> > pelas 
> grandes gravadoras e pela mídia em geral.> > > > O povo só consome o que essa 
> gente quer? Será? Discordo totalmente. O> > povo - e a reeleição de Lula a 
> despeito das elites alckmistas comprova> > isso - está no comando do show há 
> muito tempo. Esse papo de que a> > Globo impõe isso e as rádios e seus jabás 
> impõe aquilo pode até> > existir, mas numa escala muito pequena, 
> insignificante mesmo.> > > > Vejamos um exemplo: quem é mais afeita à idéia 
> de "artista produzida"> > pela mídia? Taty Quebra- Barraco e seus 
> pneuzinhos(que faz uma música> > que eu não gosto; o que não quer dizer que 
> seja uma música ruim. O meu> > gosto não determina padrões estéticos) ou a 
> Ex-Fama Roberta Sá (cuja> > música me agrada muito; o que não quer dizer que 
> seja música boa)?> > Qual destas artistas faz mais o estilo "artista 
> produzida"? Qual faz> > mais sucesso? Qual delas tem mais inserção popular?> 
> > > > Abs,> > > > Eugenio> > > > > > > > > > Em 08/03/08, Jefferson Rodrigues 
> escreveu:> > > Já faz um tempo que a turma vem dizendo isso e sempre vejo bem 
> depois. Agora acho que ainda dá tempo. Ainda está dentro da discussão:> > >> 
> > >> > > "Mas que os MCs modificaram a batida do funk e puseram jongo, isso 
> sim rolou."> > >> > >> > > "Batida" do Jongo???? Qual jongo?> > > Quem falou 
> isso?> > > Gostaria de saber mais.> > >> > > Abraço!> > >> > > Lagosta.> > >> 
> > > henriqsilva escreveu: Caio, meu irmão (permita-me chamál-lo assim) 
> primeiramente vamos aos pontos em que eu concordo plenamente com você:> > >> 
> > > 1) O funk carioca é muito ruim.> > > Sim, de música; de letra e de 
> temática. Pelo menos o que se ouve maciçamente por aí.> > > 2) Existem coisas 
> muito melhores nesse Brasilzão.> > > Sem a mínima sombra de dúvida. Se ao 
> tempo de Mario de Andrade ele, enquanto pesquisador de música popular, já 
> hávia catalogado mais de 300 rítmos diferentes só nesse universo regional, 
> imagine isso hoje (ainda que não tenha passado assim tanto tempo. Isso foi 
> alí anos 1920/30).> > > 3) Infelizmente a mídia não dá a menor bola. Isso é 
> líquido e certo. O primeiro, o segundo e o terceiro propósito da mídia de 
> massa é anunciar e vender produtos e ideologias. Elevar o nível estético e 
> cultural do ouvinte, isso jamais se cogita. Ha não ser que haja uma razão 
> lucrativa para tal.> > > Mas que os MCs modificaram a batida do funk e 
> puseram jongo, isso sim rolou. E que se diferenciaram do funk da matriz 
> norteamericana, isso também rolou. Tanto é que agora estão aí ganhando o 
> mundo com o som deles. Pagar pra ver, conforme você disse, eu também não pago 
> não. Meu universo musical é outro.> > >> > > Henrique Silva> > >> > >> > > 
> Que um gênero surja de outros não resta dúvida, e que alguns gêneros se 
> aperfeiçoaram com o tempo, também, o que está em questão aí é o resultado de 
> um cópia feita a partir algo ruim, e que resultou em algo ainda pior, essa é 
> minha análise. Pode ser que essa coisa de Funk Carioca resulte em algo 
> aproveitável no futuro, pode ser, mas eu não vou pagar pra ver...... existem 
> coisas muito melhores nesse brasilzão, que a maioria dos brasileiros nem 
> conhecem e que infelizmente a mídia não dá a menor bola pra isso, pois 
> CULTURA POPULAR é coisa chata pra quem só entende de intrigas de BBBs da 
> vidasinha cotidiana, ou seja povão anesteziado.....> > > >> > > > Caio 
> Pontual> > > ----- Original Message -----> > > From: henriqsilva> > > To: 
> caioapf> > > Cc: tribuna> > > Sent: Thursday, March 06, 2008 6:50 PM> > > 
> Subject: Re:[S-C] FUNK ????? /Era: Grupo Malandragem (da Argentina)> > > >> > 
> >> > > > A flor de lótus, linda!, nasce no lôdo. O antídoto que cura picada 
> venenosa é tirado do próprio veneno. Zilhões de obras de artes são feitas de 
> lixo reciclado. E porque não poderá, um dia, nascer do funk carioca, que hoje 
> até já tem batida de jongo, alguma coisa interessante?!... Torno á dizer o 
> choro, o samba ( que nós gostamos e praticamos) e qualquer outro gênero, não 
> nasceram prontos, todos passaram por um longo processo de lapidação. Daí que 
> qualquer artista genial, que sempre existe e sempre existirá, mesmo no meio 
> dos engolidores de lixo, engolirá o tal lixo e vomitará pérolas. Quanto a 
> isso, meu caro Caio, não tenha dúvida,acontecera. A história da humanidade, 
> como um todo, está povoada desses exemplos. E a história do Brasil, 
> particularmente falando, também. E só se ter olhos e ouvidos de ver e ouvir a 
> vida historicamente.> > > >> > > > Henrique Silva> > > > > ----- Original 
> Message -----> > > > > From: "Caio Pontual"> > > > > To: "henriqsilva"> > > > 
> > Sent: Thursday, March 06, 2008 3:23 PM> > > > > Subject: Re: Re:[S-C] Re: 
> Grupo Malandragem (da Argentina)> > > > >> > > > >> > > > > > Se o Funk 
> Carioca é algo antropofágico, eu pergunto, quem engole e digere> > > > > > 
> lixo, vai produzir o que ?> > > > > > Caio Pontual.> > > > > >> > > > > > 
> ----- Original Message -----> > > > > > From: "henriqsilva"> > > > > > To: 
> "soniapalhares"> > > > > > Cc: "carolina.ga" ; "tribuna"> > > > > >> > > > > 
> > Sent: Wednesday, March 05, 2008 1:42 AM> > > > > > Subject: Re:[S-C] Re: 
> Grupo Malandragem (da Argentina)> > > > > >> > > > > >> > > > > > Eu creio 
> que nós, brasileiros temos, em arte e cultura, uma grande> > > > > > 
> capacidade antropofágica sim. Principalmente em música. O caso do funk> > > > 
> > > carioca é bem representativo desta afirmação deglutidora, ele, 
> realmente,> > > > > > já é outra coisa diferente daquela coisa "Miami bass" 
> que começou a ser> > > > > > massificada alí já na metade dos anos 1980. Se 
> vocês prestarem bem> > > > > > atenção veram que a batida do funk carioca 
> hoje é jongo, áquele jongo de> > > > > > levada mais rápida, cujo nome não me 
> lembro agora. O problema do funk são> > > > > > as letras e os temas 
> recorrentes.> > > > > >> > > > > > Henrique Silva> > > > > >> Carol:> > > > > 
> >> > > > > >>> > > > > >>> > > > > >> O Maestro Júlio Medaglia disse em 
> entrevista na Caros Amigos, nº 67:> > > > > >> "(...) Agora, do ponto de 
> vista artístico, social, cultural acho trágico> > > > > >> o negro brasileiro 
> abandonar suas raízes africanas para se tornar colono> > > > > >> da música 
> negra da periferia de Los Angeles." E ele continua a atacar:> > > > > >> 
> "(...) o problema nesta história é precisar o negro brasileiro ser colono> > 
> > > > >> do negro americano para poder dar sua mensagem. E é uma coisa muito> 
> > > > > >> limitada, musicalmente paupérrima."> > > > > >>> > > > > >> É isso 
> o que eu acho também! Eles nos empurram o lixo cultural deles e> > > > > >> 
> nós consumimos aqui e ainda rimos.> > > > > >>> > > > > >>> > > > > >> Sonia 
> Palhares (BsB-DF)> > > > > >>> > > > > >>> > > > > >> 
> ----------------------------------------> > > > > >> > Date: Tue, 4 Mar 2008 
> 23:51:49 -0300> > > > > >> > From: [EMAIL PROTECTED]> > > > > >> > To: [EMAIL 
> PROTECTED]> > > > > >> > Subject: Re: [S-C] Re: Grupo Malandragem (da 
> Argentina)> > > > > >> > CC: [email protected]> > > > > >> >> > > > 
> > >> > Poxa, sabendo que todos temos diferentes opiniões e que essa é a 
> grande> > > > > >> > graça da vida, vou ter que discordar de você, Sônia, 
> sobre o funk. Não> > > > > >> > falo> > > > > >> > do seu direito de gostar 
> ou não. Nisso te respeito até o fim... mas> > > > > >> > quando> > > > > >> > 
> vc fala que eles (que acredito que sejam os funkeiros) tenham que> > > > > >> 
> > acordar,> > > > > >> > aí é que eu discordo. Mas então vamos lá, qual é a 
> crítica? Funk como> > > > > >> > música> > > > > >> > de alienado??? O que é 
> música de colonizado, não seriam todas que a> > > > > >> > gente> > > > > >> 
> > faz??? A gente nasceu colonizado, tudo o que aqui se fez depois que> > > > 
> > >> > Portugal> > > > > >> > desembarcou está no mesmo barco... Funk é 
> música de colonizado, mas> > > > > >> > então o> > > > > >> > que dizer do 
> choro, que veio de influências das músicas da nobreza dos> > > > > >> > 
> bailes de salão do Império. Acho, e aí está a minha crítica que, aqui> > > > 
> > >> > tudo> > > > > >> > surge inventado e a nossa grande originalidade é a 
> nossa capacidade de> > > > > >> > olhar> > > > > >> > o que existe e fazer 
> diferente. Foi assim que o choro se diferenciou da> > > > > >> > polca e é 
> assim que o funk carioca se diferenciou do funk americano.> > > > > >> > 
> Afinal> > > > > >> > de contas o funk que se faz no Rio não tem similares em 
> parte alguma do> > > > > >> > mundo. Ele fala de uma realidade: do sexo, da 
> violência, seja do que> > > > > >> > for, de> > > > > >> > um jeito muito 
> particular, que só ele faz, porque a música é cultural,> > > > > >> > ou> > > 
> > > >> > seja, é uma forma de dizer, um jeito de estar no mundo. Quando os> > 
> > > > >> > argentinos> > > > > >> > tocam samba e cantam "derrêêête", eles já 
> estão emprestando ao samba> > > > > >> > novos> > > > > >> > significados. 
> Gostar ou não são outros 500! Mas a crítica de música de> > > > > >> > 
> colonizado eu não concordo. Afinal de contas esse papo de> > > > > >> > 
> "genuinamente" é> > > > > >> > papo furado! Já diziam os mestres: as 
> tradições foram inventadas. Essas> > > > > >> > escolhas que decidem o que é 
> música de alienado ou não engendram> > > > > >> > consigo> > > > > >> > 
> disputas de poder complexas que não podem ser desconsideradas.> > > > > >> > 
> Provavelmente> > > > > >> > muitos lá fora acreditam que o samba é música de 
> alienado.> > > > > >> > Desconsiderar o> > > > > >> > poder de atuação do 
> outro o chamando de alienado é fácil, mas quantas> > > > > >> > vezes> > > > 
> > >> > se busca compreender o que ele faz, dito por eles mesmos. Farinha 
> pouca> > > > > >> > meu> > > > > >> > pirão primeiro! Devemos ter muito 
> cuidado ao falar dos outros, porque> > > > > >> > uma> > > > > >> > hora os 
> outros somos nós!> > > > > >> >> > > > > >> > Gente não é briga tá. Só um 
> ponto de vista.> > > > > >> >> > > > > >> > Ao debate!!!> > > > > >> >> > > > 
> > >> > --> > > > > >> > Carol.> > > > > >> > 
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