Amizades
Sociedade do Créu....? Que é isso?
Que discussão é essa ?
Isso passa como passou a dança da garrafa, a dança do chan, a dança do
miudinho, etc Moda é moda e serve para vender produtos de gostos duvidosos e
descartáveis.
Além disso, créu é créu e todos dançam desde que o H. sapiens sapiens
surgiu. na Terra.Isso foi há mais de dois milhões de anos....O créu serviu
para a espécie se multiplicar e dominar os ambientes...
è isso aí, bobeu a gente ...créu....rsrsrs
Bene Rodrigues
--------------------------------------------------
From: "Gata Oxum" <[EMAIL PROTECTED]>
Sent: Tuesday, March 18, 2008 7:32 PM
To: "Jefferson Rodrigues" <[EMAIL PROTECTED]>; "henriqsilva"
<[EMAIL PROTECTED]>; <[email protected]>
Subject: [S-C] Ta Dominado.... Onde esta eesa musica...........
Quem é o artista que fez
Ta Dominado Ta Tudo Dominado?
Em que ano?
Como se chama o disco?
Como se chama a cancao?
Valeu!
GataOxum!
Date: Sun, 9 Mar 2008 21:26:51 -0300> From: [EMAIL PROTECTED]>
Subject: Re: Re:[S-C] FUNK ?????> To: [EMAIL PROTECTED];
[email protected]> CC: > > Olá Henrique,> > Bem...> Essa
"batida", a não ser que eu esteja enganado, não é usada para marcar
nenhum tipo de jongo (considerando os que já ouví do Rio, os do interior
de São Paulo e até contando o Caxambú Mineiro).> Eu noto semelhança do
padrão rítmico do Funk carioca com o Maculelê, que nada tem a ver com o
jongo, mas não sei se foi nele que o pessoal se inspirou para colocar
base em suas canções. > Talvez você já conheça, mas se quiser comparar
pegue algum disco de capoeira do Mestre Suassuna. Ele costumava gravar
cantigas de Maculelê em seus discos. Depois me diga se concorda ou não.>
Já lí aqui também que a "batida" do funk era a de uma "macumba". Gostaria
de saber, se for o caso, de qual ponto estão falando.> Ah... E jongo mais
rápido? Não entendi o que você quis dizer com isso. Pode explicar?> >
Valeu pela atenção. > > Um Abraço!> > Lagosta.> > henriqsilva
<[EMAIL PROTECTED]> escreveu: Respondendo ao Lagosta sobre a
incorporação da levada de jongo - aquele jongo mais rápido - pelos Mcs e
Djs do funk carioca, tentarei mostrar, na base da onomatopéia, como é
essa batida.> A batida é o seguinte:> > Tum - tata - tumtum - ta -
tumtum - tata - tumtum - ta - tumtum - tata - tumtum - ta - tumtum> >
Exemplo prático: tente cantar àquele velho funk "Eu só quero é ser feliz,
andar tranquilamente na fazela onde eu nasci..." utilizando esta batida e
você verá. Poderá iniciar percutindo o "tum" com o dedo indicador e o
"tata" com o dedo médio. E siga em frente.> > Quando esse som começou a
fazer sucesso entre os jovens dos suburbios e das comunidades, por volta
de l985, o ritmo era outro, bem mais quadrado e menos contagiante. A
batida de então era assim:> > Tum - ta - tumtum - ta - tumtum - ta -
tumtum - ta - tumtum... e a coisa segue.> > E como todos sabem,
apelidaram de funk quando na verdade funk é outra coisa. Funk é o cantam
James Brown, Sly and Family Stone e a extraordinária banda Earth, Wind &
Fire.> > Outra coisa: nem todo funk carioca tem essa batida jongada. A
Taty Quebra-barraco, por exemplo, eu nunca ouvi praticando essa levada...
> > ... E eu também não sou especialista em funk. Essa pseudo explicação
não é assim um estudo aprofundado do assunto. É apenas o fruto das
audições que, queira ou não queira, a gente é submetido nas ruas e casa
do Rio de Janeiro. E tendo o ouvido treinado de músico, escutei e
registrei.> > Abraços,> > Henrique Silva> > > > > > > > > Carol,> > > > O
som do funk carioca não me agrada. É uma questão de formação musical> > e
de não conseguir instrumentalizar a música apenas como diversão ou> >
algo feito exclusivamente para fazer rir e chacoalhar o corpo. Nesse> >
sentido, o funk carioca me parece mais entretenimento do que arte, mas> >
isso já é uma outra discussão.> > > > Na prática, o que não dá para
tolerar é esse discurso de que o povo é,> > em geral, a velha massa
ignara que é sempre manipulada e explorada> > pelas grandes gravadoras e
pela mídia em geral.> > > > O povo só consome o que essa gente quer?
Será? Discordo totalmente. O> > povo - e a reeleição de Lula a despeito
das elites alckmistas comprova> > isso - está no comando do show há muito
tempo. Esse papo de que a> > Globo impõe isso e as rádios e seus jabás
impõe aquilo pode até> > existir, mas numa escala muito pequena,
insignificante mesmo.> > > > Vejamos um exemplo: quem é mais afeita à
idéia de "artista produzida"> > pela mídia? Taty Quebra- Barraco e seus
pneuzinhos(que faz uma música> > que eu não gosto; o que não quer dizer
que seja uma música ruim. O meu> > gosto não determina padrões estéticos)
ou a Ex-Fama Roberta Sá (cuja> > música me agrada muito; o que não quer
dizer que seja música boa)?> > Qual destas artistas faz mais o estilo
"artista produzida"? Qual faz> > mais sucesso? Qual delas tem mais
inserção popular?> > > > Abs,> > > > Eugenio> > > > > > > > > > Em
08/03/08, Jefferson Rodrigues escreveu:> > > Já faz um tempo que a turma
vem dizendo isso e sempre vejo bem depois. Agora acho que ainda dá tempo.
Ainda está dentro da discussão:> > >> > >> > > "Mas que os MCs
modificaram a batida do funk e puseram jongo, isso sim rolou."> > >> > >>
> > "Batida" do Jongo???? Qual jongo?> > > Quem falou isso?> > > Gostaria
de saber mais.> > >> > > Abraço!> > >> > > Lagosta.> > >> > > henriqsilva
escreveu: Caio, meu irmão (permita-me chamál-lo assim) primeiramente
vamos aos pontos em que eu concordo plenamente com você:> > >> > > 1) O
funk carioca é muito ruim.> > > Sim, de música; de letra e de temática.
Pelo menos o que se ouve maciçamente por aí.> > > 2) Existem coisas muito
melhores nesse Brasilzão.> > > Sem a mínima sombra de dúvida. Se ao tempo
de Mario de Andrade ele, enquanto pesquisador de música popular, já hávia
catalogado mais de 300 rítmos diferentes só nesse universo regional,
imagine isso hoje (ainda que não tenha passado assim tanto tempo. Isso
foi alí anos 1920/30).> > > 3) Infelizmente a mídia não dá a menor bola.
Isso é líquido e certo. O primeiro, o segundo e o terceiro propósito da
mídia de massa é anunciar e vender produtos e ideologias. Elevar o nível
estético e cultural do ouvinte, isso jamais se cogita. Ha não ser que
haja uma razão lucrativa para tal.> > > Mas que os MCs modificaram a
batida do funk e puseram jongo, isso sim rolou. E que se diferenciaram do
funk da matriz norteamericana, isso também rolou. Tanto é que agora estão
aí ganhando o mundo com o som deles. Pagar pra ver, conforme você disse,
eu também não pago não. Meu universo musical é outro.> > >> > > Henrique
Silva> > >> > >> > > Que um gênero surja de outros não resta dúvida, e
que alguns gêneros se aperfeiçoaram com o tempo, também, o que está em
questão aí é o resultado de um cópia feita a partir algo ruim, e que
resultou em algo ainda pior, essa é minha análise. Pode ser que essa
coisa de Funk Carioca resulte em algo aproveitável no futuro, pode ser,
mas eu não vou pagar pra ver...... existem coisas muito melhores nesse
brasilzão, que a maioria dos brasileiros nem conhecem e que infelizmente
a mídia não dá a menor bola pra isso, pois CULTURA POPULAR é coisa chata
pra quem só entende de intrigas de BBBs da vidasinha cotidiana, ou seja
povão anesteziado.....> > > >> > > > Caio Pontual> > > ----- Original
Message -----> > > From: henriqsilva> > > To: caioapf> > > Cc: tribuna> >
> Sent: Thursday, March 06, 2008 6:50 PM> > > Subject: Re:[S-C] FUNK
????? /Era: Grupo Malandragem (da Argentina)> > > >> > >> > > > A flor de
lótus, linda!, nasce no lôdo. O antídoto que cura picada venenosa é
tirado do próprio veneno. Zilhões de obras de artes são feitas de lixo
reciclado. E porque não poderá, um dia, nascer do funk carioca, que hoje
até já tem batida de jongo, alguma coisa interessante?!... Torno á dizer
o choro, o samba ( que nós gostamos e praticamos) e qualquer outro
gênero, não nasceram prontos, todos passaram por um longo processo de
lapidação. Daí que qualquer artista genial, que sempre existe e sempre
existirá, mesmo no meio dos engolidores de lixo, engolirá o tal lixo e
vomitará pérolas. Quanto a isso, meu caro Caio, não tenha
dúvida,acontecera. A história da humanidade, como um todo, está povoada
desses exemplos. E a história do Brasil, particularmente falando, também.
E só se ter olhos e ouvidos de ver e ouvir a vida historicamente.> > > >>
> > > Henrique Silva> > > > > ----- Original Message -----> > > > > From:
"Caio Pontual"> > > > > To: "henriqsilva"> > > > > Sent: Thursday, March
06, 2008 3:23 PM> > > > > Subject: Re: Re:[S-C] Re: Grupo Malandragem (da
Argentina)> > > > >> > > > >> > > > > > Se o Funk Carioca é algo
antropofágico, eu pergunto, quem engole e digere> > > > > > lixo, vai
produzir o que ?> > > > > > Caio Pontual.> > > > > >> > > > > > -----
Original Message -----> > > > > > From: "henriqsilva"> > > > > > To:
"soniapalhares"> > > > > > Cc: "carolina.ga" ; "tribuna"> > > > > >> > >
> > > Sent: Wednesday, March 05, 2008 1:42 AM> > > > > > Subject:
Re:[S-C] Re: Grupo Malandragem (da Argentina)> > > > > >> > > > > >> > >
> > > Eu creio que nós, brasileiros temos, em arte e cultura, uma grande>
> > > > > capacidade antropofágica sim. Principalmente em música. O caso
do funk> > > > > > carioca é bem representativo desta afirmação
deglutidora, ele, realmente,> > > > > > já é outra coisa diferente
daquela coisa "Miami bass" que começou a ser> > > > > > massificada alí
já na metade dos anos 1980. Se vocês prestarem bem> > > > > > atenção
veram que a batida do funk carioca hoje é jongo, áquele jongo de> > > > >
> levada mais rápida, cujo nome não me lembro agora. O problema do funk
são> > > > > > as letras e os temas recorrentes.> > > > > >> > > > > >
Henrique Silva> > > > > >> Carol:> > > > > >> > > > > >>> > > > > >>> > >
> > >> O Maestro Júlio Medaglia disse em entrevista na Caros Amigos, nº
67:> > > > > >> "(...) Agora, do ponto de vista artístico, social,
cultural acho trágico> > > > > >> o negro brasileiro abandonar suas
raízes africanas para se tornar colono> > > > > >> da música negra da
periferia de Los Angeles." E ele continua a atacar:> > > > > >> "(...) o
problema nesta história é precisar o negro brasileiro ser colono> > > > >
>> do negro americano para poder dar sua mensagem. E é uma coisa muito> >
> > > >> limitada, musicalmente paupérrima."> > > > > >>> > > > > >> É
isso o que eu acho também! Eles nos empurram o lixo cultural deles e> > >
> > >> nós consumimos aqui e ainda rimos.> > > > > >>> > > > > >>> > > >
> >> Sonia Palhares (BsB-DF)> > > > > >>> > > > > >>> > > > >
>> ----------------------------------------> > > > > >> > Date: Tue, 4
Mar 2008 23:51:49 -0300> > > > > >> > From: [EMAIL PROTECTED]> > > >
> >> > To: [EMAIL PROTECTED]> > > > > >> > Subject: Re: [S-C] Re:
Grupo Malandragem (da Argentina)> > > > > >> > CC:
[email protected]> > > > > >> >> > > > > >> > Poxa, sabendo que
todos temos diferentes opiniões e que essa é a grande> > > > > >> > graça
da vida, vou ter que discordar de você, Sônia, sobre o funk. Não> > > > >
>> > falo> > > > > >> > do seu direito de gostar ou não. Nisso te
respeito até o fim... mas> > > > > >> > quando> > > > > >> > vc fala que
eles (que acredito que sejam os funkeiros) tenham que> > > > > >> >
acordar,> > > > > >> > aí é que eu discordo. Mas então vamos lá, qual é a
crítica? Funk como> > > > > >> > música> > > > > >> > de alienado??? O
que é música de colonizado, não seriam todas que a> > > > > >> > gente> >
> > > >> > faz??? A gente nasceu colonizado, tudo o que aqui se fez
depois que> > > > > >> > Portugal> > > > > >> > desembarcou está no mesmo
barco... Funk é música de colonizado, mas> > > > > >> > então o> > > > >
>> > que dizer do choro, que veio de influências das músicas da nobreza
dos> > > > > >> > bailes de salão do Império. Acho, e aí está a minha
crítica que, aqui> > > > > >> > tudo> > > > > >> > surge inventado e a
nossa grande originalidade é a nossa capacidade de> > > > > >> > olhar> >
> > > >> > o que existe e fazer diferente. Foi assim que o choro se
diferenciou da> > > > > >> > polca e é assim que o funk carioca se
diferenciou do funk americano.> > > > > >> > Afinal> > > > > >> > de
contas o funk que se faz no Rio não tem similares em parte alguma do> > >
> > >> > mundo. Ele fala de uma realidade: do sexo, da violência, seja do
que> > > > > >> > for, de> > > > > >> > um jeito muito particular, que só
ele faz, porque a música é cultural,> > > > > >> > ou> > > > > >> > seja,
é uma forma de dizer, um jeito de estar no mundo. Quando os> > > > > >> >
argentinos> > > > > >> > tocam samba e cantam "derrêêête", eles já estão
emprestando ao samba> > > > > >> > novos> > > > > >> > significados.
Gostar ou não são outros 500! Mas a crítica de música de> > > > > >> >
colonizado eu não concordo. Afinal de contas esse papo de> > > > > >> >
"genuinamente" é> > > > > >> > papo furado! Já diziam os mestres: as
tradições foram inventadas. Essas> > > > > >> > escolhas que decidem o
que é música de alienado ou não engendram> > > > > >> > consigo> > > > >
>> > disputas de poder complexas que não podem ser desconsideradas.> > >
> > >> > Provavelmente> > > > > >> > muitos lá fora acreditam que o samba
é música de alienado.> > > > > >> > Desconsiderar o> > > > > >> > poder
de atuação do outro o chamando de alienado é fácil, mas quantas> > > > >
>> > vezes> > > > > >> > se busca compreender o que ele faz, dito por
eles mesmos. Farinha pouca> > > > > >> > meu> > > > > >> > pirão
primeiro! Devemos ter muito cuidado ao falar dos outros, porque> > > > >
>> > uma> > > > > >> > hora os outros somos nós!> > > > > >> >> > > > >
>> > Gente não é briga tá. Só um ponto de vista.> > > > > >> >> > > > >
>> > Ao debate!!!> > > > > >> >> > > > > >> > --> > > > > >> > Carol.> >
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