Ô Joel, beleza de comentários, do tipo merece todo respeito.
Concordo com a parte de fazer o que se gosta cada vez melhor e concentrar
esforços nisso. Eventualmente temas se misturam como já vimos aqui (samba e
futebol, política...) e acho que devemos deixar espaço para algumas janelas -
não boicotar temas paralelos, apenas deixar fluir que o assunto logo volta à se
concentrar no bom e velho samba.
Não concordo, no entanto, que o fuque seja uma via em que a turma marginalizada se
expressa e manifesta seus desencantos. Tenho um vizinho que toca todo dia e não ouvi uma
sequer que tenha sido manifestação de desencanto. O que tenho "acesso" é só
violência e pornografia.
Bem, voltemos ao samba: estou pesquisado as danças chamadas samba, se os
companheiros puderem me ajudar, agradeceria muito.
Atenciosamente,
Luís Florião
----- Original Message -----
From: JOEL
To: LF - listas
Sent: Friday, February 20, 2009 9:45 AM
Subject: Re: [S-C] cultura!?! brasileira?!?
Alô pessoal,
Eu acho que a melhor forma de combater o que não nos agrada é fazermos bem e
cada vez melhor o que nos agrada. Por exemplo: se a invés de estarmos falando
do fank (tem lá suas virtudes por ser a via em que a turma marginalizada se
expressa e manifesta seus desencantos) devíamso estar falando dos grande
sambas, reproduzindo letras e espaços para conhecermos, ouvirmos, lermos as
letras do bom samba. Ou seja, descontruir nem sempre constrói.
Outra coisa que precisamos verificar é que, quando o movimento marginal se
solidifica, mundam-se o(a)s personagens na miserável telinha e os criadores ou
incentivadores ou precursores ficam de fora. na Bahia a negritude é maioria
absoluta mas quem faz sucesso são as lourinhas, não é mesmo? O que fazer?
Produzirmos, apoiarmos a base apra que ela não seja tragada pelso interesses da
mídia padronizada em tudo.
Meu negócio é samba!!!
Quanto aos demais gêneros... respeito.
Joel
Brasília/DF
2009/2/19 LF - listas <[email protected]>
Olá companheiros de lista,
Acompanho frequentemente as conversas, mas sem me dar o direito de
escrever, para não ficar na obrigação de responder aos que comentarem sobre
as minhas idéias e opiniões (ou me
xingarem rs) . É que estou envolvido em alguns projetos que me ocupam todo
o tempo que
estou acordado..
Nesse caso resolvi abrir uma exceção, pois são três temas juntos que me
mobilizam muito: as danças de salão, o samba no pé e o fuque (funk).
Pensemos pelo lado positivo da coisa, melhor a Joelma no Galo da Madrugada
que a vovó
Tati Quebra Barraco (rs).
Iberê, você pode explicar o que você quis dizer com "Lambada é uma dança,
o nome do ritmo é merengue."?
Quanto ao forró, gostaria de considerar...
A palavra forró vem de forrobodó (seguem algumas informações para os
interessados no fim dessa mensagem), não de for all. (Creio que a música For
All foi mais importante para a difusão dessa lenda que o filme com o mesmo
nome.) Como sabemos, uma mentira contada mil vezes torna-se verdade.
Outra informação relevante é que quem começou a usar o termo forró, que
desde muito
tempo designa baile, para um tipo de música, foi o Luiz Gonzaga - segundo
ele, um tipo de baião com mais molho.
Interessante também comentar que nas festas no Nordeste, se ouvia,
dependendo da época, schotishs, polca, foxes músicas que foram
incorporadas à nossa cultura, na forma de choros, sambas, xotes, frevos...
Outro ponto, o fuque.
Fico realmente muito triste quando a Tati é contratada pelo (des)governo
brasileiro para representar a mulher brasileira na
Europa e quando não se prende (pela Maria da Penha) os responsáveis pelas
músicas que incitam a violência contra a mulher (sem falar nas outras
atrocidades que sou obrigado a ouvir sem querer).
Odiei saber que teve fuque no Caldeirão junto com o samba no pé, mas essa
mistura não é novidade, já soube da presença do "Cão" diversas vezes nas
quadras, na avenida, na região dos lagos, até em Porto Seguro soube que toca
fuque. Felizmente proibiram o axé e o fuque em algumas cidades de Minas,
preservando as marchinhas, o samba...
Aproveito para colocar uma lenha das grandes para o período de Momo:
Quanto à "Ao mesmo tempo destróem duas fontes de cultura negra, identidade
sensibilizadora e formadora crítica de toda a América.", tomando como
exemplo
o carnaval carioca e suas influências (festas de colheita, corsos, grandes
sociedades, desfiles e músicas marciais, danças de corte, Zé Pereira,
entrudo, bandas regionais, o choro, danças africanas, músicas e sapateados
indígenas...), pergunto se podemos dizer sem medo de errar que alguma
manifestação cultural brasileira seja exclusivamente de um país, uma região
ou um continente?
(Acredito que influências diversas, nos compõem, e que é muitíssimo
descuidado, declarar que uma manifestação cultural BRASILEIRA vem desse ou
daquele grupo. E que no dia que nos olharmos como uma nação MISTURADA,
respeitando nossos antepassados, sejam eles negros, brancos, indígenas...
Seremos mais felizes, fortes e respeitados, pois no mundo nenhum país possui
a nossa quantidade, qualidade e variedade em termos de cultura.)
Outra lenha: porque reclamamos tanto da pressão exercida pelo poder
econômico dos Estados Unidos e passamos todo o tempo copiando os mesmos e
colaborando para que eles tenham mais sucesso?
Que tal iniciarmos uma campanha que inclui coisas simples como:
1. Parar de falar "os americanos" para denominar os estadunidenses, pois os
latino americanos e os canadenses também são;
2. Buscar ouvir e tocar em festas que promovamos prioritariamente as "nossas
músicas";
3. Oferecer em projetos destinados à comunidades mais carentes
(economicamente)
samba, forró, frevo e outras músicas, já consideradas brasileiras, em troca
do Hip-Hop, por exemplo;
4. Evitar ao máximo comprar produtos dos Estados Unidos, dinheiro esse que
vira
arma, eternamente apontada para o resto do mundo (nos esforçar,
especialmente, para comprar produtos brasileiros);
5. Passar férias no Brasil - evitando a maçã (NY), por exemplo;
6. Parar de chamar o Obama de primeiro presidente negro, já que ele é
também 50%
branco. (Não chamar nem mesmo de afro descendente, a não ser que chamemos,
para sermos minimamente coerentes, de afroeurodescendente) (estaríamos
corroborando com uma idéia estúpida e racista dos estadunidenses (brancos e
negros) onde uma gota de sangue negro, indígena, latino... transforma a
pessoa em negro), ;
7. Evitar falar e escrever com estrangeirismos: como já disse um filósofo
contemporâneo:
halloween é o cacete!
Abraços polêmicos a todos.
Luís Florião
ps.: Alguém tem alguma informação (livros, teses, imagens antigas...) sobre
os distintos tipos de samba no pé? (samba duro, samba de coco, samba
espanhol, sambas latino americanos, samba dos Cariris, samba de passista
masculino, samba de passista feminino, samba de mestre sala, miudinho...)
----- Original Message -----
From: "Caio Tibúrcio" <[email protected]>
To: "iroza" <[email protected]>
Cc: "tribuna" <[email protected]>
Sent: Wednesday, February 18, 2009 7:10 AM
Subject: Re: [S-C] Fw: Portela no Caldeirão.....
!!!
Caio Tiburcio
De:[email protected]
Para:"Caio Pontual-Globo" [email protected]
Cópia:"Tribuna" [email protected],"Gabriel Sousa"
[email protected]
Data:Tue, 17 Feb 2009 23:57:50 -0300
Assunto:Re: [S-C] Fw: Portela no Caldeirão.....
> Pior que isso tudo é que não é funk, que vem do movimento funk-soul
> americano, que é a expressão negra do rock americano, ou seja o rock com
> balanço que influenciou os americanos. Eles, globalizantes banqueiros
> néo-liberais (tudo o que puderem fazer para acabar com as
> culturas-nações do mundo), querem enfiar no Brasil o rock inglês, que é
> o duro, sem graça (não sensibiliza, não torna criativo, crítico. Só
> política panfletaria, qdo não é pura lavagem cerebral). Aliás a intenção
> e deturpar tudo que é cultura (querem que todos acreditemos que só
> existe dinheiro, o único valor, justamente o que não se calça, não se
> come, não se mora, não se anda). O nome é tecno e milhões de dólares
> fizeram ele chegar até nossos morros (existe um jornal do Paraguai
> denunciando isso). Lambada é uma dança, o nome do rítmo é merengue.
> Forró é um baile, for all, inventado para descaracterizar os ritmos
> nordestinos, baião, xote, frevo, maracatú de baque solto, maracatú de
> baque virado, boi da ilha, boi de matraca, tambor de crioula, num
> genérico forró. A imprensa é deles. Os políticos ou são seus testas ou
> não querem perder a mamata, ou estão fazendo o que podem contra tudo e
> contra todos.
> Assim enfiaram no reduto do samba o tecno e chamaram de funk. Ao mesmo
> tempo destróem duas fontes de cultura negra, identidade sensibilizadora
> e formadora crítica de toda a América.
> Abraços,
> Iberê Roza.
>
>
>
>
>
> > Mensagem Original:
> > Data: 10:06:48 16/02/2009
> > De: Caio Pontual-Globo
> > Assunto: Re: [S-C] Fw: Portela no Caldeirão.....
>
> > Gabriel, minha questão não está focada na questão do funk em si, isso já
> > é outra discussão, mas na questão de se querer modificar e impor uma
> > relação estético/artística que não existe, de querer misturar coisas que
> > não são naturalmente misturáveis, ou seja, em suma, forçar a barra,
> > deturpar algo que já está bastante atingido por influências alienígenas
> > que só prejudicam e não acrescentam nada ....
> >
> > Um abraço.
> > Caio Pontual
> > ----- Original Message -----
> > From: Gabriel Sousa
> > To: Caio Pontual-Globo
> > Sent: Sunday, February 15, 2009 1:28 PM
> > Subject: Re: [S-C] Fw: Portela no Caldeirão.....
> >
> >
> > Agora respondendo só pra você.
> >
> >
> > É Caio, a Globo sempre faz e sempre fez o que quer. Mas a verdade é que
> > existem certas "invasões" culturais que são inevitáveis. Eu já fui muito
> > radical contra o funk, hoje não mais. Não por achar que existe alto
> > nível cultural em suas letras, ou por achar que é mais uma grande
> > criação da musica brasileira, mas simplesmente por ver que existe uma
> > realidade de vida que eu não entendo, mas que é fato que cada um desses
> > funkeiros vivem diariamente.
> >
> >
> > Todos nós cantamos o nosso dia-a-dia. Cantamos situações que passamos,
> > seja amor, seja ódio. E essas letras vulgares ou não, sempre descrevem
> > exatamente o que eles pensam diariamente, pois basta parar
pra conversar
> > com um e parece que as letras dessas músicas são os únicos assuntos que
> > eles tem para falar. É mais uma deficiência social do que qualquer outra
> > coisa e é importante entendermos isto. Eu venho de Bangu, zona oeste do
> > Rio, não moro mais lá, mas tenho grandes amigos de infância que
> > demonstram exatamente isso para mim.
> >
> >
> > No fundo concordo sobre essa mania da Globo de querer enfiar idéias na
> > guela do povo.
> >
> >
> > forte abraço.
> >
> >
> > 2009/2/15 Caio Pontual-Globo
> >
> > Não acho que eu deva deixar o funk em paz ..... eu estou criticando a
> > Globo por fazer uma inserção de um rítmo que não tem nada a ver com
> > carnaval e ficou uma coisa muito forçada...... é o mesmo que alguns
> > estão tentando fazer por aqui de botar o rock no meio do povão para
> > atrair metaleiro para uma festa que tem e deve ter uma tradição, com
> > seus rítmos próprios, folguedos que se originam de uma cultura realmente
> > popular. É o mesmo que botar como fizeram por aqui no Galo da Madrugada,
> > colocar a Banda Calypso (?) e dizer que eles vão tocar e cantar frevo,
> > isso é jogada e eu não concordo com essas figuras que forçam a barra
> > para aproveitar uma "onda" e distorcer as coisas que já são boas e belas
> > como são......
> >
> > Abs.
> > Caio Pontual
> > ----- Original Message -----
> > From: Gabriel Sousa
> > To: Caio Pontual-Globo
> > Cc: Tribuna
> > Sent: Saturday, February 14, 2009 6:32 PM
> > Subject: Re: [S-C] Fw: Portela no Caldeirão.....
> >
> >
> > Caio,
> >
> >
> > Não sei se você sabe, mas no Rio de Janeiro já faz anos, anos que o funk
> > está sim presente em todo o Carnaval, muito presente até :D
> >
> >
> > De qualquer forma, estamos aqui para falar de samba, pois somos
> > amantes de samba. Vamos deixar o funk em paz...
> >
> >
> > Abraços,
> >
> >
> > 2009/2/14 Caio Pontual-Globo
> >
> >
> >
> >
> > Portela deu um banho de beleza e samba no Caldeirão do Hulk (nem sei se
> > é assim que se escreve) com uma passista que é um verdadeiro
> > monumento...... só que sem mais nem menos ele (o Luciano) "inventa" de
> > meter um funk na história ... tô pra ver forçação(?) de barra maior ....
> > quis dar a entender que esse rítmo agora é considerado rítmo de
> > carnaval, dá pra engolir isso? Mais uma do plim plim ........
> >
> > Abs.
> > Caio Pontual
DOIS DEDOS DE PROSA SOBRE O FORRÓ
Forró - A Música
Para definir as bases do forró temos que falar um pouco do baião. A palavra
baião que pode significar baiano, bailão ou bailar, designava,
originalmente, uma introdução, um "aquecimento" que dois ou mais cantores
faziam para esperar a inspiração e só então começar a cantar para valer,
revezando-se em repentes e músicas regionais para animar as festas e
encontros.
O grande Luiz Gonzaga foi o responsável por fazer do baião um gênero
musical, ao desenvolver aquela introdução, criando, gravando e difundindo o
baião, já como música inteira, não mais limitada ao som da viola do
cantador, mas com letra, arranjo e toda orquestração sertaneja.
Foi também Luiz Gonzaga quem desenvolveu o estilo musical que hoje
conhecemos como forró quando deu molho, balanço e tornou o ritmo do baião -
que é mais quadrado - mais picado e acelerado.
Forró - A Festa
Se você for convidado para ir a um forró, vá! Todo mundo sabe que ir ao
forró é ir a um local onde acontece um baile com música, dança e muita
alegria. Mas por que forró?
"Foi o maior forrobodó" - significava ter sido a maior bagunça, desordem...
Alguns historiadores afirmam que a palavra forró veio de forrobodó,
demonstram ainda que a palavra forrobodó era usada antes do final do século
XVIII (*1) como designação de baile ou festa com danças e cantorias.
Importantes etimólogos acrescentam que a palavra forró veio do francês
faux-bourdon e que depois de algumas corruptelas resultou em forbodó, termo
usado na Galícia e em Portugal para designar um tipo de baile sem graça,
assim, para estes a palavra teria origem pejorativa, como também acontece
com "gafieira" que designava um local onde se cometem gafes.
Geraldo Azevedo difundiu, na sua música "For All Para Todos", que a
denominação forró surgiu quando da inauguração da primeira estrada de ferro
brasileira, por ter a Great Western promovido uma festa com livre
acesso a
todos - em inglês "for all" - e que o povo acabou mudando a pronúncia.
No filme brasileiro "For All" a versão acima foi contestada, já que o termo
teria surgido no tempo da Segunda Guerra Mundial, quando uma base militar
americana instalada no Brasil promovia as festas "for all".
Importantes historiadores afirmam que estas duas versões são histórias
interessantes, porém pura fantasia. Dizem que se esse fosse o caso as
pessoas tenderiam a falar foral, ou até foró, mas não forró que tem
pronúncia mais elaborada.
Independente de quem está com a razão, é certo que pelos forrós do Brasil
dançou-se muita mazurca, polca, xote, xaxado e coco e mais modernamente o
baião e o forró encontraram também seu apogeu nesses democráticos espaços.
Forró - A Dança
De um grande leque de danças chamadas forró, como o estilizado, o de Itaúnas
e o universitário e/ou dançadas ao som de músicas chamadas forró como o
miudinho, o xote bragantino e o rastapé, ressalto o forró tradicional que
conheci sendo dançado no nordeste e que posteriormente observei também em
algumas escolas de Dança de Salão no sudeste e centro-oeste. O tradicional é
sensual e alegre, caracteriza-se por movimentos muito marcados,
fortes, bem
definidos que lembram, em alguns momentos, danças indígenas. Foi
influenciado por diversos folguedos e danças populares, tais como o xaxado,
o xote, o frevo e o baião, sendo que, interessantemente sua base principal
(o pisa o milho) é muito semelhante ao carimbó.
Recentemente jovens passaram a dançar ao som do forró "pé de serra" (que
geralmente é tocado com zabumba, triângulo e sanfona) o forró universitário:
uma mistura de estilos que muito tem a ver com a salsa e o "soltinho".
Por outro lado, com o surgimento do forrock - forró executado com
aparelhagem de som eletrônica e sintetizador, em cidades como Fortaleza e
Recife passou-se a dançar o que seria o "forró estilizado" e que é muito
mais próximo da lambada moderna. Esses dois últimos fenômenos têm sua
importância na medida que atraíram os jovens para os salões e fizeram uma
nova difusão do forró.
Por todo Brasil encontramos danças praticadas ao som do forró ou
influenciadas pela dança do forró. Algumas tornam-se tão diferentes da
original que acabam ganhando outro nome ou terminação.
Espera-se que a renovação, o desenvolvimento e a evolução de qualquer
manifestação artística respeite suas bases e raízes. Só assim se mantém a
tradição e a cultura de um povo. A dança, por ser uma arte de movimento
exige especial atenção na sua preservação. O problema não está na
continuação e nas mudanças, mas na ruptura, no aprendizado errado das
características de cada modalidade. Isso sim pode e costuma causar
distorções maléficas.
Luís Florião
*1 - registrado no dicionário de Cândido Figueiredo, de 1899, que a define
como "baile reles". A forma reduzida 'forró' aparece menos de vinte anos
depois, em 1913, como sinônimo de forrobodó.
Bibliografia:
A origem curiosa das palavras - Márcio Bueno;
O Forró - Gilberto Gil;
Novo Dicionário da Língua Portuguesa - Aurélio Buarque de Holanda;
A festa que virou gênero musical - Tárik de Souza;
A História do forró - Revista Forró Mania;
Entrevistas e pesquisas de campo também ajudaram a construir esse trabalho.
Interessantes fontes que devem ser consultadas por aqueles que
queiram saber
mais, sendo que também serviram para a elaboração deste trabalho: Dicionário
do Folclore Brasileiro de Câmara Cascudo e os trabalhos dos pesquisadores
Eleuda de Carvalho e Alberto Ikeda.
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