Já sim, Marcelo. Fui pro lançamento de ambos e inclusive os adquiri para colaborar na socialização dos mesmos. Apesar de algumas críticas, são materias importantes para a memória e divulgação do samba da Bahia e seu recôncavo. E por falar nestes, gostaria de aproveitar o espaço para ressaltar a importante ocupação destas manifestações no território de contradições do Carnaval da Bahia, neste ano de 2009. Pois, em meio à cultura dominante da axé miusic, e da profulsão de bloco$ comandado$ por sambistas e pagodeiros cariocas, ver o Trio Elétrico Samba do Recôncavo (ou seria de Santo Amaro?), com Mariene de Castro, Roberto Mendes e Raimundo Sodré, e o Trio Samba da Velha Guarda, com Nelson Rufino, Walmir Lima, Edil Pacheco e Cacau do Pandeiro, foi uma prazerosa surpresa que torço para que siga resistindo e produzindo e preservando...
Abraços gratos. Inté, Petry Lordelo > Date: Sun, 22 Feb 2009 07:27:26 -0800 > From: [email protected] > Subject: RE: [S-C] cultura!?! brasileira?!? > To: [email protected]; [email protected]; [email protected] > CC: [email protected] > > Petry, vc já assistiu o documentário de Jorge Pacoa e o livro de Roberto > Mendes sobre a chula? São excelentes. Sua dissertação não poderia ter um tema > melhor. Gostaria de receber informações sobre ela após sua publicação. > Obrigado > > Abs > Marcelo Neder > > > > > > Camaradas, > > > > > > > > Esse debate o que tem de interessante, tem de complexo, > > pois a discussão sobre a Cultura (Brasileira, Nacional, > > Negra, Popular, Erudita, Letrada, Dominante, de Massa, etc.) > > traz, para além da polissemia do termo Cultura, uma série > > de ambiguidades e contradições que historicamente tem sido > > aceitas, interiorizadas, reproduzidas, transformadas, no > > interior de uma sociedade composta por classes sociais > > distintas, dotadas de sentidos e significados antagônicos, > > com estratégias e táticas diferenciadas de resistirem no > > terreno da hegemonia. > > > > Foi o discurso do "tipicamente nacional", por > > exemplo, utilizado por diversos setores da classe dominante, > > que fizeram da feijoada, do samba, do futebol, do > > cristianismo, símbolos de adoração do "povo > > brasileiro", negando, silenciando, manipulando, > > matrizes e referências fundamentais na constituição > > destas expressões. A própria "miscigenação", > > foi alimentada em um determinado momento histórico, > > inclusive com o favorecimento dos imigrantes europeus e > > asiáticos, para "enbranquecer" a sociedade que > > se queria "civilizada", fosse no seio das > > relações materias ou sexuais de reprodução. > > > > Gostaria de dispor de mais tempo para participar deste bate > > tecla, no entanto, envolvido com a produção de uma > > dissertação de mestrado sobre o Samba Chula do Recôncavo > > da Bahia, deixo esse comentário para sambar nessa roda > > virtual. > > > > Sobre as referências solicitadas por Luís acerca dos > > sambas, sugiro o trabalho de Edison Carneiro (Samba de > > Umbigada. Rio de Laneiro: MEC, 1961) que, embora não trate > > de forma aprofundada, é uma das mais importantes > > referências acerca das variedades de samba no Brasil. > > > > Vibra-sons... > > > > Petry Lordelo > > > > > > > > > Date: Sat, 21 Feb 2009 01:28:00 -0300 > > > From: [email protected] > > > To: [email protected] > > > Subject: Re: [S-C] cultura!?! brasileira?!? > > > CC: [email protected] > > > > > > Luis, desde já quero desobrigá-lo a responder, > > porque não sei se o > > > farei. Mas já que estou... > > > > > > Quero a seu pedido explicar: Lambada é o nome da > > dança. Merengue o nome > > > do rítmo que se dança lambada. Não é baião e > > forró... > > > Quanto a forró vir de for all ou forrobodó, o fato > > é que não existe um > > > rítmo nordestino com esse nome. Anula-se, > > característica, > > > história/origens, região em que formou-se cada um, > > num genérico "forró". > > > > > > "Interessante também comentar que nas festas no > > Nordeste, se ouvia, > > > dependendo da época, schotishs, polca, foxes músicas > > que foram > > > incorporadas à nossa cultura, na forma de choros, > > sambas, xotes, > > > frevos..." > > > > > > Agora quem não entendeu fui eu. A origem do samba, do > > frevo e do choro > > > são polca e foxes que aliás conheço como afoxé? > > (não confundir com o > > > instrumento) > > > Concordo apenas com schotish que resultou no nosso > > xote com algumas > > > mudanças. > > > > > > "Quanto a: "Ao mesmo tempo destróem duas > > fontes de cultura negra, > > > identidade > > > sensibilizadora e formadora crítica de toda a > > América.", tomando como > > > exemplo > > > o carnaval carioca e suas influências (festas de > > colheita, corsos, > > > grandes > > > sociedades, desfiles e músicas marciais, danças de > > corte, Zé Pereira, > > > entrudo, bandas regionais, o choro, danças africanas, > > músicas e > > > sapateados > > > indígenas...), pergunto se podemos dizer sem medo de > > errar que alguma > > > manifestação cultural brasileira seja exclusivamente > > de um país, uma > > > região > > > ou um continente? > > > (Acredito que influências diversas, nos compõem, e > > que é muitíssimo > > > descuidado, declarar que uma manifestação cultural > > BRASILEIRA vem > > > desse ou daquele grupo. E que no dia que nos olharmos > > como uma nação > > > MISTURADA, > > > respeitando nossos antepassados, sejam eles negros, > > brancos, > > > indígenas... > > > Seremos mais felizes, fortes e respeitados, pois no > > mundo nenhum > > > país possui a nossa quantidade, qualidade e variedade > > em termos de > > > cultura.)" > > > > > > ... e aqui coloco o pensamento completo: > > > Assim, enfiaram no reduto do samba, o tecno e chamaram > > de funk. Ao mesmo > > > tempo destróem duas fontes de cultura negra, > > identidade sensibilizadora > > > formadora crítica de toda a América. > > > > > > Para confirmar o que você disse sobre povo misturado, > > lembro da parte > > > africana. > > > > > > Se o foxe e polca foram "incorporados à nossa > > cultura na forma de samba, > > > choro, frevo", qual a influência que semba e > > jongo tiveram sobre o > > > samba. Aliás devo também lembrar que o choro foi um > > genérico do século > > > XIX formado por polca, modinha e samba. > > > > > > Digo sem medo de errar que nossas músicas, nossos > > rítmos são só nossos. > > > Se sofreram influências, tranformaram-se aqui, no > > nosso solo, nosso > > > clima, nossa pluviosidade, fluviosidade, relêvo. > > Brasileiro tem cara de > > > brasileiro. Já fui identificado como brasileiro fora > > do Brasil, sem > > > falar, por quem nunca esteve aqui. Pergunte ao João > > Ubaldo Ribeiro como > > > é. > > > Lembro-lhes que nas primeiras formações orquestrais > > européias era usada > > > a percussão turca, que muito influenciou a rítmica > > clássica ocidental. > > > Nem por isso citamos clássicos europeus como > > turco/europeus. Aliás o > > > Brasil tem disso. Europeu é patriota, brasileiro é > > xenófobo. > > > > > > Quando citei os americanos falava de funk-soul, estilo > > americano, muito > > > bom por sinal. Não citei pejorativamente. Só para > > lembrar que o que > > > chamam de funk é técno-music, também americano. > > > Funk é Tim Maia, Cruzaders. Já ouviram Funk Como Le > > Gusta, banda > > > paulistana? > > > Lá na América, como dizia Monteiro Lobato, é > > verdade, existe a tal gota > > > de sangue negra ou índia. È declarado. Por isso > > Obama é considerado > > > negro lá. Aqui isso não existe. Temos aqui o racismo > > velado, aquele que > > > ninguém diz que é, temos o negro de alma branca, as > > negras louras, de > > > cabelo liso pra ficar "mais bonita", os > > narizes diminuidos à bisturí... > > > > > > De um miscigenado brasileiríssimo que ama o Brasil e > > sabe que é maioria, > > > apesar do IBGE e da tv. > > > > > > Abraços, > > > > > > Iberê Roza. > > > > > > > > > > > > > Mensagem Original: > > > > Data: 20:54:49 20/02/2009 > > > > De: LF - listas <[email protected]> > > > > Assunto: Re: [S-C] cultura!?! brasileira?!? > > > > > > > Ô Joel, beleza de comentários, do tipo merece > > todo respeito. > > > > Concordo com a parte de fazer o que se gosta cada > > vez melhor e concentrar esforços nisso. Eventualmente temas > > se misturam como já vimos aqui (samba e futebol, > > política...) e acho que devemos deixar espaço para algumas > > janelas - não boicotar temas paralelos, apenas deixar fluir > > que o assunto logo volta à se concentrar no bom e velho > > samba. > > > > Não concordo, no entanto, que o fuque seja uma > > via em que a turma marginalizada se expressa e manifesta > > seus desencantos. Tenho um vizinho que toca todo dia e não > > ouvi uma sequer que tenha sido manifestação de desencanto. > > O que tenho "acesso" é só violência e > > pornografia. > > > > Bem, voltemos ao samba: estou pesquisado as > > danças chamadas samba, se os companheiros puderem me > > ajudar, agradeceria muito. > > > > Atenciosamente, > > > > Luís Florião > > > > > > > > > > > > ----- Original Message ----- > > > > From: JOEL > > > > To: LF - listas > > > > Sent: Friday, February 20, 2009 9:45 AM > > > > Subject: Re: [S-C] cultura!?! brasileira?!? > > > > > > > > > > > > Alô pessoal, > > > > Eu acho que a melhor forma de combater o que não > > nos agrada é fazermos bem e cada vez melhor o que nos > > agrada. Por exemplo: se a invés de estarmos falando do fank > > (tem lá suas virtudes por ser a via em que a turma > > marginalizada se expressa e manifesta seus desencantos) > > devíamso estar falando dos grande sambas, reproduzindo > > letras e espaços para conhecermos, ouvirmos, lermos as > > letras do bom samba. Ou seja, descontruir nem sempre > > constrói. > > > > Outra coisa que precisamos verificar é que, > > quando o movimento marginal se solidifica, mundam-se o(a)s > > personagens na miserável telinha e os criadores ou > > incentivadores ou precursores ficam de fora. na Bahia a > > negritude é maioria absoluta mas quem faz sucesso são as > > lourinhas, não é mesmo? O que fazer? Produzirmos, > > apoiarmos a base apra que ela não seja tragada pelso > > interesses da mídia padronizada em tudo. > > > > Meu negócio é samba!!! > > > > Quanto aos demais gêneros... respeito. > > > > Joel > > > > Brasília/DF > > > > > > > > > > > > 2009/2/19 LF - listas <[email protected]> > > > > > > > > Olá companheiros de lista, > > > > > > > > > > > > Acompanho frequentemente as conversas, mas sem me > > dar o direito de > > > > escrever, para não ficar na obrigação de > > responder aos que comentarem sobre as minhas idéias e > > opiniões (ou me > > > > xingarem rs) . É que estou envolvido em alguns > > projetos que me ocupam todo o tempo que > > > > estou acordado.. > > > > > > > > Nesse caso resolvi abrir uma exceção, pois são > > três temas juntos que me > > > > mobilizam muito: as danças de salão, o samba no > > pé e o fuque (funk). > > > > > > > > Pensemos pelo lado positivo da coisa, melhor a > > Joelma no Galo da Madrugada que a vovó > > > > Tati Quebra Barraco (rs). > > > > > > > > Iberê, você pode explicar o que você quis > > dizer com "Lambada é uma dança, > > > > o nome do ritmo é merengue."? > > > > > > > > Quanto ao forró, gostaria de considerar... > > > > > > > > A palavra forró vem de forrobodó (seguem > > algumas informações para os > > > > interessados no fim dessa mensagem), não de for > > all. (Creio que a música For > > > > All foi mais importante para a difusão dessa > > lenda que o filme com o mesmo > > > > nome.) Como sabemos, uma mentira contada mil > > vezes torna-se verdade. > > > > > > > > Outra informação relevante é que quem começou > > a usar o termo forró, que desde muito > > > > tempo designa baile, para um tipo de música, foi > > o Luiz Gonzaga - segundo ele, um tipo de baião com mais > > molho. > > > > > > > > Interessante também comentar que nas festas no > > Nordeste, se ouvia, > > > > dependendo da época, schotishs, polca, foxes > > músicas que foram > > > > incorporadas à nossa cultura, na forma de > > choros, sambas, xotes, frevos... > > > > > > > > Outro ponto, o fuque. > > > > > > > > Fico realmente muito triste quando a Tati é > > contratada pelo (des)governo brasileiro para representar a > > mulher brasileira na > > > > Europa e quando não se prende (pela Maria da > > Penha) os responsáveis pelas > > > > músicas que incitam a violência contra a mulher > > (sem falar nas outras > > > > atrocidades que sou obrigado a ouvir sem querer). > > > > > > > > Odiei saber que teve fuque no Caldeirão junto > > com o samba no pé, mas essa > > > > mistura não é novidade, já soube da presença > > do "Cão" diversas vezes nas > > > > quadras, na avenida, na região dos lagos, até > > em Porto Seguro soube que toca > > > > fuque. Felizmente proibiram o axé e o fuque em > > algumas cidades de Minas, > > > > preservando as marchinhas, o samba... > > > > > > > > Aproveito para colocar uma lenha das grandes para > > o período de Momo: > > > > Quanto à "Ao mesmo tempo destróem duas > > fontes de cultura negra, identidade > > > > sensibilizadora e formadora crítica de toda a > > América.", tomando como exemplo > > > > o carnaval carioca e suas influências (festas de > > colheita, corsos, grandes > > > > sociedades, desfiles e músicas marciais, danças > > de corte, Zé Pereira, > > > > entrudo, bandas regionais, o choro, danças > > africanas, músicas e sapateados > > > > indígenas...), pergunto se podemos dizer sem > > medo de errar que alguma > > > > manifestação cultural brasileira seja > > exclusivamente de um país, uma região > > > > ou um continente? > > > > > > > > (Acredito que influências diversas, nos > > compõem, e que é muitíssimo > > > > descuidado, declarar que uma manifestação > > cultural BRASILEIRA vem desse ou > > > > daquele grupo. E que no dia que nos olharmos como > > uma nação MISTURADA, > > > > respeitando nossos antepassados, sejam eles > > negros, brancos, indígenas... > > > > Seremos mais felizes, fortes e respeitados, pois > > no mundo nenhum país possui > > > > a nossa quantidade, qualidade e variedade em > > termos de cultura.) > > > > > > > > Outra lenha: porque reclamamos tanto da pressão > > exercida pelo poder > > > > econômico dos Estados Unidos e passamos todo o > > tempo copiando os mesmos e > > > > colaborando para que eles tenham mais sucesso? > > > > Que tal iniciarmos uma campanha que inclui coisas > > simples como: > > > > 1. Parar de falar "os americanos" para > > denominar os estadunidenses, pois os latino americanos e os > > canadenses também são; > > > > 2. Buscar ouvir e tocar em festas que promovamos > > prioritariamente as "nossas músicas"; > > > > 3. Oferecer em projetos destinados à comunidades > > mais carentes (economicamente) > > > > samba, forró, frevo e outras músicas, já > > consideradas brasileiras, em troca > > > > do Hip-Hop, por exemplo; > > > > 4. Evitar ao máximo comprar produtos dos Estados > > Unidos, dinheiro esse que vira > > > > arma, eternamente apontada para o resto do mundo > > (nos esforçar, > > > > especialmente, para comprar produtos > > brasileiros); > > > > 5. Passar férias no Brasil - evitando a maçã > > (NY), por exemplo; > > > > 6. Parar de chamar o Obama de primeiro presidente > > negro, já que ele é também 50% > > > > branco. (Não chamar nem mesmo de afro > > descendente, a não ser que chamemos, > > > > para sermos minimamente coerentes, de > > afroeurodescendente) (estaríamos > > > > corroborando com uma idéia estúpida e racista > > dos estadunidenses (brancos e > > > > negros) onde uma gota de sangue negro, indígena, > > latino... transforma a > > > > pessoa em negro), ; > > > > 7. Evitar falar e escrever com estrangeirismos: > > como já disse um filósofo contemporâneo: > > > > halloween é o cacete! > > > > > > > > Abraços polêmicos a todos. > > > > > > > > Luís Florião > > > > > > > > ps.: Alguém tem alguma informação (livros, > > teses, imagens antigas...) sobre > > > > os distintos tipos de samba no pé? (samba duro, > > samba de coco, samba > > > > espanhol, sambas latino americanos, samba dos > > Cariris, samba de passista > > > > masculino, samba de passista feminino, samba de > > mestre sala, miudinho...) > > > > > > > > > > > > ----- Original Message ----- > > > > From: "Caio Tibúrcio" > > <[email protected]> > > > > To: "iroza" <[email protected]> > > > > Cc: "tribuna" > > <[email protected]> > > > > Sent: Wednesday, February 18, 2009 7:10 AM > > > > Subject: Re: [S-C] Fw: Portela no Caldeirão..... > > > > > > > > > > > > !!! > > > > > > > > Caio Tiburcio > > > > > > > > > > > > De:[email protected] > > > > > > > > Para:"Caio Pontual-Globo" > > [email protected] > > > > > > > > Cópia:"Tribuna" > > [email protected],"Gabriel Sousa" > > > > [email protected] > > > > > > > > Data:Tue, 17 Feb 2009 23:57:50 -0300 > > > > > > > > Assunto:Re: [S-C] Fw: Portela no Caldeirão..... > > > > > > > > > Pior que isso tudo é que não é funk, que > > vem do movimento funk-soul > > > > > americano, que é a expressão negra do rock > > americano, ou seja o rock com > > > > > balanço que influenciou os americanos. > > Eles, globalizantes banqueiros > > > > > néo-liberais (tudo o que puderem fazer para > > acabar com as > > > > > culturas-nações do mundo), querem enfiar > > no Brasil o rock inglês, que é > > > > > o duro, sem graça (não sensibiliza, não > > torna criativo, crítico. Só > > > > > política panfletaria, qdo não é pura > > lavagem cerebral). Aliás a intenção > > > > > e deturpar tudo que é cultura (querem que > > todos acreditemos que só > > > > > existe dinheiro, o único valor, justamente > > o que não se calça, não se > > > > > come, não se mora, não se anda). O nome é > > tecno e milhões de dólares > > > > > fizeram ele chegar até nossos morros > > (existe um jornal do Paraguai > > > > > denunciando isso). Lambada é uma dança, o > > nome do rítmo é merengue. > > > > > Forró é um baile, for all, inventado para > > descaracterizar os ritmos > > > > > nordestinos, baião, xote, frevo, maracatú > > de baque solto, maracatú de > > > > > baque virado, boi da ilha, boi de matraca, > > tambor de crioula, num > > > > > genérico forró. A imprensa é deles. Os > > políticos ou são seus testas ou > > > > > não querem perder a mamata, ou estão > > fazendo o que podem contra tudo e > > > > > contra todos. > > > > > Assim enfiaram no reduto do samba o tecno e > > chamaram de funk. Ao mesmo > > > > > tempo destróem duas fontes de cultura > > negra, identidade sensibilizadora > > > > > e formadora crítica de toda a América. > > > > > Abraços, > > > > > Iberê Roza. > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > Mensagem Original: > > > > > > Data: 10:06:48 16/02/2009 > > > > > > De: Caio Pontual-Globo > > > > > > Assunto: Re: [S-C] Fw: Portela no > > Caldeirão..... > > > > > > > > > > > Gabriel, minha questão não está > > focada na questão do funk em si, isso já > > > > > > é outra discussão, mas na questão de > > se querer modificar e impor uma > > > > > > relação estético/artística que não > > existe, de querer misturar coisas que > > > > > > não são naturalmente misturáveis, ou > > seja, em suma, forçar a barra, > > > > > > deturpar algo que já está bastante > > atingido por influências alienígenas > > > > > > que só prejudicam e não acrescentam > > nada .... > > > > > > > > > > > > Um abraço. > > > > > > Caio Pontual > > > > > > ----- Original Message ----- > > > > > > From: Gabriel Sousa > > > > > > To: Caio Pontual-Globo > > > > > > Sent: Sunday, February 15, 2009 1:28 PM > > > > > > Subject: Re: [S-C] Fw: Portela no > > Caldeirão..... > > > > > > > > > > > > > > > > > > Agora respondendo só pra você. > > > > > > > > > > > > > > > > > > É Caio, a Globo sempre faz e sempre > > fez o que quer. Mas a verdade é que > > > > > > existem certas "invasões" > > culturais que são inevitáveis. Eu já fui muito > > > > > > radical contra o funk, hoje não mais. > > Não por achar que existe alto > > > > > > nível cultural em suas letras, ou por > > achar que é mais uma grande > > > > > > criação da musica brasileira, mas > > simplesmente por ver que existe uma > > > > > > realidade de vida que eu não entendo, > > mas que é fato que cada um desses > > > > > > funkeiros vivem diariamente. > > > > > > > > > > > > > > > > > > Todos nós cantamos o nosso dia-a-dia. > > Cantamos situações que passamos, > > > > > > seja amor, seja ódio. E essas letras > > vulgares ou não, sempre descrevem > > > > > > exatamente o que eles pensam > > diariamente, pois basta parar > > > > pra conversar > > > > > > com um e parece que as letras dessas > > músicas são os únicos assuntos que > > > > > > eles tem para falar. É mais uma > > deficiência social do que qualquer outra > > > > > > coisa e é importante entendermos isto. > > Eu venho de Bangu, zona oeste do > > > > > > Rio, não moro mais lá, mas tenho > > grandes amigos de infância que > > > > > > demonstram exatamente isso para mim. > > > > > > > > > > > > > > > > > > No fundo concordo sobre essa mania da > > Globo de querer enfiar idéias na > > > > > > guela do povo. > > > > > > > > > > > > > > > > > > forte abraço. > > > > > > > > > > > > > > > > > > 2009/2/15 Caio Pontual-Globo > > > > > > > > > > > > Não acho que eu deva deixar o funk em > > paz ..... eu estou criticando a > > > > > > Globo por fazer uma inserção de um > > rítmo que não tem nada a ver com > > > > > > carnaval e ficou uma coisa muito > > forçada...... é o mesmo que alguns > > > > > > estão tentando fazer por aqui de botar > > o rock no meio do povão para > > > > > > atrair metaleiro para uma festa que tem > > e deve ter uma tradição, com > > > > > > seus rítmos próprios, folguedos que > > se originam de uma cultura realmente > > > > > > popular. É o mesmo que botar como > > fizeram por aqui no Galo da Madrugada, > > > > > > colocar a Banda Calypso (?) e dizer que > > eles vão tocar e cantar frevo, > > > > > > isso é jogada e eu não concordo com > > essas figuras que forçam a barra > > > > > > para aproveitar uma "onda" e > > distorcer as coisas que já são boas e belas > > > > > > como são...... > > > > > > > > > > > > Abs. > > > > > > Caio Pontual > > > > > > ----- Original Message ----- > > > > > > From: Gabriel Sousa > > > > > > To: Caio Pontual-Globo > > > > > > Cc: Tribuna > > > > > > Sent: Saturday, February 14, 2009 6:32 > > PM > > > > > > Subject: Re: [S-C] Fw: Portela no > > Caldeirão..... > > > > > > > > > > > > > > > > > > Caio, > > > > > > > > > > > > > > > > > > Não sei se você sabe, mas no Rio de > > Janeiro já faz anos, anos que o funk > > > > > > está sim presente em todo o Carnaval, > > muito presente até :D > > > > > > > > > > > > > > > > > > De qualquer forma, estamos aqui para > > falar de samba, pois somos > > > > > > amantes de samba. Vamos deixar o funk > > em paz... > > > > > > > > > > > > > > > > > > Abraços, > > > > > > > > > > > > > > > > > > 2009/2/14 Caio Pontual-Globo > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > Portela deu um banho de beleza e samba > > no Caldeirão do Hulk (nem sei se > > > > > > é assim que se escreve) com uma > > passista que é um verdadeiro > > > > > > monumento...... só que sem mais nem > > menos ele (o Luciano) "inventa" de > > > > > > meter um funk na história ... tô pra > > ver forçação(?) de barra maior .... > > > > > > quis dar a entender que esse rítmo > > agora é considerado rítmo de > > > > > > carnaval, dá pra engolir isso? Mais > > uma do plim plim ........ > > > > > > > > > > > > Abs. > > > > > > Caio Pontual > > > > > > > > DOIS DEDOS DE PROSA SOBRE O FORRÓ > > > > > > > > > > > > > > > > Forró - A Música > > > > Para definir as bases do forró temos que falar > > um pouco do baião. A palavra > > > > baião que pode significar baiano, bailão ou > > bailar, designava, > > > > originalmente, uma introdução, um > > "aquecimento" que dois ou mais cantores > > > > faziam para esperar a inspiração e só então > > começar a cantar para valer, > > > > revezando-se em repentes e músicas regionais > > para animar as festas e > > > > encontros. > > > > O grande Luiz Gonzaga foi o responsável por > > fazer do baião um gênero > > > > musical, ao desenvolver aquela introdução, > > criando, gravando e difundindo o > > > > baião, já como música inteira, não mais > > limitada ao som da viola do > > > > cantador, mas com letra, arranjo e toda > > orquestração sertaneja. > > > > Foi também Luiz Gonzaga quem desenvolveu o > > estilo musical que hoje > > > > conhecemos como forró quando deu molho, balanço > > e tornou o ritmo do baião - > > > > que é mais quadrado - mais picado e acelerado. > > > > > > > > > > > > > > > > Forró - A Festa > > > > Se você for convidado para ir a um forró, vá! > > Todo mundo sabe que ir ao > > > > forró é ir a um local onde acontece um baile > > com música, dança e muita > > > > alegria. Mas por que forró? > > > > "Foi o maior forrobodó" - significava > > ter sido a maior bagunça, desordem... > > > > Alguns historiadores afirmam que a palavra forró > > veio de forrobodó, > > > > demonstram ainda que a palavra forrobodó era > > usada antes do final do século > > > > XVIII (*1) como designação de baile ou festa > > com danças e cantorias. > > > > Importantes etimólogos acrescentam que a palavra > > forró veio do francês > > > > faux-bourdon e que depois de algumas corruptelas > > resultou em forbodó, termo > > > > usado na Galícia e em Portugal para designar um > > tipo de baile sem graça, > > > > assim, para estes a palavra teria origem > > pejorativa, como também acontece > > > > com "gafieira" que designava um local > > onde se cometem gafes. > > > > Geraldo Azevedo difundiu, na sua música > > "For All Para Todos", que a > > > > denominação forró surgiu quando da > > inauguração da primeira estrada de ferro > > > > brasileira, por ter a Great Western promovido uma > > festa com livre > > > > acesso a > > > > todos - em inglês "for all" - e que o > > povo acabou mudando a pronúncia. > > > > No filme brasileiro "For All" a versão > > acima foi contestada, já que o termo > > > > teria surgido no tempo da Segunda Guerra Mundial, > > quando uma base militar > > > > americana instalada no Brasil promovia as festas > > "for all". > > > > Importantes historiadores afirmam que estas duas > > versões são histórias > > > > interessantes, porém pura fantasia. Dizem que se > > esse fosse o caso as > > > > pessoas tenderiam a falar foral, ou até foró, > > mas não forró que tem > > > > pronúncia mais elaborada. > > > > Independente de quem está com a razão, é certo > > que pelos forrós do Brasil > > > > dançou-se muita mazurca, polca, xote, xaxado e > > coco e mais modernamente o > > > > baião e o forró encontraram também seu apogeu > > nesses democráticos espaços. > > > > > > > > > > > > > > > > Forró - A Dança > > > > De um grande leque de danças chamadas forró, > > como o estilizado, o de Itaúnas > > > > e o universitário e/ou dançadas ao som de > > músicas chamadas forró como o > > > > miudinho, o xote bragantino e o rastapé, > > ressalto o forró tradicional que > > > > conheci sendo dançado no nordeste e que > > posteriormente observei também em > > > > algumas escolas de Dança de Salão no sudeste e > > centro-oeste. O tradicional é > > > > sensual e alegre, caracteriza-se por movimentos > > muito marcados, > > > > fortes, bem > > > > definidos que lembram, em alguns momentos, > > danças indígenas. Foi > > > > influenciado por diversos folguedos e danças > > populares, tais como o xaxado, > > > > o xote, o frevo e o baião, sendo que, > > interessantemente sua base principal > > > > (o pisa o milho) é muito semelhante ao carimbó. > > > > Recentemente jovens passaram a dançar ao som do > > forró "pé de serra" (que > > > > geralmente é tocado com zabumba, triângulo e > > sanfona) o forró universitário: > > > > uma mistura de estilos que muito tem a ver com a > > salsa e o "soltinho". > > > > Por outro lado, com o surgimento do forrock - > > forró executado com > > > > aparelhagem de som eletrônica e sintetizador, em > > cidades como Fortaleza e > > > > Recife passou-se a dançar o que seria o > > "forró estilizado" e que é muito > > > > mais próximo da lambada moderna. Esses dois > > últimos fenômenos têm sua > > > > importância na medida que atraíram os jovens > > para os salões e fizeram uma > > > > nova difusão do forró. > > > > Por todo Brasil encontramos danças praticadas ao > > som do forró ou > > > > influenciadas pela dança do forró. Algumas > > tornam-se tão diferentes da > > > > original que acabam ganhando outro nome ou > > terminação. > > > > > > > > > > > > > > > > Espera-se que a renovação, o desenvolvimento e > > a evolução de qualquer > > > > manifestação artística respeite suas bases e > > raízes. Só assim se mantém a > > > > tradição e a cultura de um povo. A dança, por > > ser uma arte de movimento > > > > exige especial atenção na sua preservação. O > > problema não está na > > > > continuação e nas mudanças, mas na ruptura, no > > aprendizado errado das > > > > características de cada modalidade. Isso sim > > pode e costuma causar > > > > distorções maléficas. > > > > > > > > > > > > > > > > Luís Florião > > > > > > > > > > > > > > > > *1 - registrado no dicionário de Cândido > > Figueiredo, de 1899, que a define > > > > como "baile reles". A forma reduzida > > 'forró' aparece menos de vinte anos > > > > depois, em 1913, como sinônimo de forrobodó. > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > Bibliografia: > > > > A origem curiosa das palavras - Márcio Bueno; > > > > O Forró - Gilberto Gil; > > > > Novo Dicionário da Língua Portuguesa - Aurélio > > Buarque de Holanda; > > > > A festa que virou gênero musical - Tárik de > > Souza; > > > > A História do forró - Revista Forró Mania; > > > > > > > > > > > > > > > > Entrevistas e pesquisas de campo também ajudaram > > a construir esse trabalho. > > > > > > > > > > > > > > > > Interessantes fontes que devem ser consultadas > > por aqueles que > > > > queiram saber > > > > mais, sendo que também serviram para a > > elaboração deste trabalho: Dicionário > > > > do Folclore Brasileiro de Câmara Cascudo e os > > trabalhos dos pesquisadores > > > > Eleuda de Carvalho e Alberto Ikeda. > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > _______________________________________________ > > > > Para CANCELAR sua assinatura: > > > > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela > > > > Para ASSINAR esta lista: > > > > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina > > > > Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: > > > > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta > > > > > > > > > > > > _______________________________________________ > > > > Para CANCELAR sua assinatura: > > > > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela > > > > Para ASSINAR esta lista: > > > > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina > > > > Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: > > > > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > > -------------------------------------------------------------------------------- > > > Na Oi Internet você ganha ou ganha. 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