O fato é que o "bolsa celebridade" vai despejar 1.700.000,00 pra bancar a turne do Caetano Veloso. Tendo como requisito um abatimento do ingresso previsto para R$ 200,00. Quem sabe com esse abatimento os sem teto, esfomeados e assistidos pelo fome zero, poderao ser banhados culturalmente na turne do ex exilado e ex encaracolado.
A esqueci,segundo o ministro, o MINC nao é a Madre Tereza de Calcuta, a quantia milhonaria devera mesmo servir para subsidiar as cortesias VIPs . Ou seja a unica relacao com a Madre, pode estar no elenco da novela que fala da India, pois boa parte das "estrelas" deverao receber um "bolsa vip celebridade" pra assistir o show . Portanto a esperanca é ultima que morre quem sabe a GLOBO reproduza um especial, aqueles no domingo antes dos filmes da Madruga. Dessa forma parte do povao, que sofre de insonia, vai se beneficiar com as acoes do nosso grande Ministerio da Cultura. Em 24/06/09, oswaldo oleare<[email protected]> escreveu: > Sonia: > > Com todos os créditos a você, *"psicogarfei"* seu textim sobre o Ministro da > Cultura e postei no www.bloguidonoleari.blospot.com > > Eles esteve em Vitória semana passada e seguiu por essa trilha que você > traça no seu ótimo texto. > Um abraço do Oleari. > > 2009/6/24 Sonia Palhares Marinho <[email protected]> > >> >> >> >> Oi, turma: >> >> >> >> >> >> O Ministro Juca Ferreira fez uma explanação belíssima sobre as alterações >> na Lei Rouanet quando da posse do novo coordenador da Frente Parlamentar >> da >> Cultura, Dep. Geraldo Magela (PT-DF). Foi aplaudido por todos os >> presentes >> em vários momentos da palestra. Ele disse que o MinC não vai acabar com a >> Lei Rouanet e sim alterá-la para que outras manifestações culturais possam >> ser beenficiadas por ela. Disse que cerca de 80% dos projetos que são >> aprovados no Ministério da Cultura para capatação de recursos pela tal >> Lei, >> NÃO CONSEGUEM recursos porque não dão às empresas o retorno que elas >> esperam. Somente 20% dos projetos efetivaemnte saem do papel e se tornam >> realidade. >> >> >> >> Elas só querem bancar os grandes nomes da música, do teatro e da >> televisão, >> ou sejam, fazem MECENATO COM DINHEIRO PÚBLICO. Afinal, isso nada mais é do >> que RENÚNCIA FISCAL. Várias áreas da cultura não conseguem os benefícios >> da >> Lei Rouanet porque os empresários não querem investir sem a garantia de >> retorno de mídia, tais como literatura, museus, bibliotecas, cultura >> popular >> (maracatu, cavalo-marinho, caboclinho, folia de reis, congado, >> tambor-de-crioula, bumba-meu-boi, teatro de rua, circo, entre outros >> exemplos). Os recursos acabam se concentrando nos grandes nomes da MPB, >> particularmente. Vocês acham mesmo que coisas tipo "Camarote da Daniela >> Mercury" ou shows de Ivete Sangalo e Caetano Veloso precisam mesmo de >> incentivos da Lei Rouanet???? O que ocorre é que muita gente se acostumou >> a >> mamar nas tetas do Estado - não estou dizendo que é o caso desses >> artistas, >> que fique bem claro -, mas isso acontece, e muito. >> >> >> >> Dinheiro público é para as manifestações que não conseguem sobreviver com >> as suas próprias pernas ou que tem dificuldades de capatação de recursos. >> Na >> página do MinC é possível encontrar o projeto com as propostas de >> alteração. >> Sugiro que todo mundo leia primeiro e depois faça o necessário debate. >> >> >> >> >> >> >> >> Abraços. Sonia Palhares (BsB-DF) >> >> >> >> >> >> >> >> > Date: Wed, 24 Jun 2009 09:38:56 -0300 >> > Subject: Re: [S-C] Vamos acabar com o MINC >> > From: [email protected] >> > To: [email protected] >> > CC: [email protected] >> > >> > Caros, >> > >> > >> > Vou tentar analisar a questão por dois pontos: >> > >> > 1. Quem disse o que disse a partir da leitura de uma entrevista (ainda >> > mais da forma como as perguntas foram colocadas pela Folha) desconhece >> > a figura de Juca Ferreira. Não o conheço pessoalmente. Mas conheço um >> > pouco da história. Juca Ferreira não é um ninguém. Trata-se de um >> > batalhador histórico da cultura brasileira. Homem culto, agudamente >> > sensível, emotivo demais às vezes e - principalmente - totalmente >> > despido de preconceitos culturais. Juca não é homem de partido e não >> > tem padrinho político. Foi indicado por Gilberto Gil, mas não possui >> > qualquer vínculo com o PV, muito menos com o PT. É dos poucos >> > ministros técnicos deste governo. Não loteou cargos e trabalha com >> > assessores de carreira ou outros técnicos da área cultural; gente >> > totalmente desvinculada de partido político. É funcionário concursado >> > do MinC, caso raríssimo nesse governo ou em qualquer outro. >> > >> > Portanto, o MinC não está partidarizado e aparelhado como ocorre nos >> > Esportes, onde o PCdoB simplesmente montou uma infra-estrutura de >> > partido dentro do ministério. >> > >> > 2. Não penso que a música, como produto, deva sobreviver às custas de >> > repasse de recursos públicos. A música é um produto. Ela se vende. >> > Daí, não vejo a menor necessidade em artistas como Caetano captarem >> > recursos de renúncia fiscal. Mas acho que é imoral, não ilegal. Já que >> > a lei não exclui a música, muito menos o artista consagrado. >> > >> > O exemplo de que a música não precisa desse tipo de estratégia está no >> > Calypso. Musicalmente acho uma lástima (mas isso é apenas meu gosto >> > pessoal, não uma verdade da estética cultural), mas em termos de auto >> > financiamento do artsita é uma aula. >> > >> > O Calypso produz, grava e vende seus própios CDs e DVDs, com preços >> > entre 4,0 e 10,00. Isso mesmo: CD original a 4 reias. Sem gravadora, >> > sem loja de disco, com venda em banca e em shows. Um sucesso. >> > Lembrem-se que também não se locupletaram de campanhas políticas. O >> > sucesso do Calypso coincide com a proibição dos showmícios pela >> > legislação. O Calypso não comparece a rodeios, festas e exposições. >> > Eles mesmos organizam seus shows, sempre individuais. >> > >> > Enfim, há bons exemplos na área de sobrevida do músico em tempos de >> > downloads e pirataria. >> > >> > É só mexer o esqueleto e trabalhar. >> > >> > Abs, >> > >> > Eugenio >> > >> > >> > >> > >> > >> > 2009/6/24 Caio Dias <[email protected]>: >> > > "O samba bem merecia >> > > >> > > Ter ministério algum dia >> > > >> > > Então seria ministro, Paulo César Batista Farias" >> > > >> > > Abs >> > > Caio >> > > >> > > -----Mensagem original----- >> > > De: [email protected] >> > > [mailto:[email protected]] Em nome de Phadha Phada >> > > Enviada em: terça-feira, 23 de junho de 2009 20:14 >> > > Para: [email protected] >> > > Assunto: [S-C] Vamos acabar com o MINC >> > > >> > > Sera que o Brasil precisa mesmo de um Ministerio da Cultura ? >> > > Eu sinceramente nao vejo necessidade alguma. Juntamente com o >> ministerio >> > > dos >> > > esportes eh uma das pastas mais inuteis do governo federal. >> > > >> > > E essas porcarias de leis do tipo Rouanet deveriam acabar com todas. >> > > No lugar poderiam criar festivais, mostras todas competitivas onde >> > > os melhores colocados garantiriam premios para financiar suas >> > > producoes. >> > > >> > > Eh claro que os julgamentos seriam mas polemicos do que apuracao de >> > > escola de samba.. >> > > Mas pelo menos existiria um criterio competitivo e mais justo do que o >> > > atual. >> > > >> > > flw >> > > fabio padilha. >> > > >> > > >> > > >> > > >> > > "Ministério não tem vocação para irmã Dulce", diz Juca Ferreira >> > > Publicidade >> > > >> > > MARCIO AITH >> > > da Folha de S.Paulo >> > > >> > > "Não sou masoquista para trabalhar só com artistas malsucedidos. O >> > > ministério não tem vocação para irmã Dulce ou para Madre Teresa de >> > > Calcutá." Com essas palavras o ministro da Cultura, Juca Ferreira, >> > > indicou à Folha que irá rever a decisão que proibiu produtores do >> > > músico Caetano Veloso de captar patrocínio da Lei Rouanet para >> > > divulgar o novo CD do artista, "Zii e Zie". >> > > >> > > Em reunião em maio, a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) >> > > decidiu que o projeto, no valor de R$ 2 milhões, não precisa da >> > > Rouanet por ser comercialmente viável. >> > > >> > > A CNIC é um órgão colegiado que pertence ao Ministério da Cultura. O >> > > ministro pode, a seu critério, rever as decisões da comissão. Ferreira >> > > negou ter sofrido pressões da empresária Paula Lavigne, ex-mulher e >> > > empresária de Caetano, para que a decisão fosse revertida: "Ela não >> > > fez nenhum sauê, apenas ligou para mim e perguntou qual critério tinha >> > > sido utilizado para Caetano que ela não percebia que tinha sido usado >> > > para outras pessoas". Leia a seguir a entrevista. >> > > >> > > Folha - O sr. vai rever o veto a Caetano Veloso? >> > > >> > > Juca Ferreira - A produção de Caetano entrou com o recurso, que vai >> > > ser analisado pelo ministério. Estou acompanhando. Evito ao máximo >> > > rever decisões da CNIC. Só quando ocorre um erro muito contundente >> > > procuro chamá-los à razão. >> > > >> > > Folha - Que erro foi esse? >> > > >> > > Ferreira - O que houve é o seguinte. Não é possível aplicar um >> > > critério para um artista e não aplicar para outro. A lei atual não tem >> > > nenhum critério que diga que os artistas bem-sucedidos não podem ter >> > > seus projetos aprovados, e nem a nova deverá ter. No ano passado, >> > > quando eu intervim para aprovar o show da Maria Bethânia [a CNIC >> > > também tinha negado acesso da cantora à Rouanet], já tínhamos aprovado >> > > projetos da Ivete Sangalo, artista mais bem-sucedida comercialmente em >> > > todos os tempos. Não podemos sair discricionariamente decidindo, sem >> > > critérios legais. >> > > >> > > Folha - A empresária Paula Lavigne pressionou-lhe para rever a decisão >> > > sobre Caetano? >> > > >> > > Ferreira - Ela não fez nenhum sauê, apenas ligou para mim e perguntou >> > > qual critério tinha sido utilizado para Caetano que ela não percebia >> > > que tinha sido usado para outras pessoas. Eu, da mesma maneira que >> > > ela, também estranhei. Eu e Caetano nem tratamos do assunto. >> > > >> > > Folha - Sobre o que o senhor conversou com Caetano? >> > > >> > > FERREIRA - Falamos de uma série de coisas, menos do projeto. Eles >> > > [Caetano e Paula Lavigne] têm agido com uma delicadeza enorme. Eu é >> > > que estou mobilizado porque esse assunto surge neste momento final de >> > > discussão para a reforma da Lei Rouanet. Estamos ganhando a opinião >> > > pública, trazendo os artistas para uma escala de confiança maior. E >> > > não é justo que [a CNIC] tome essa decisão. Podem estar querendo me >> > > atritar com Caetano. Estão tentando arregimentar artistas consagrados >> > > contra a reforma. >> > > >> > > Folha - O senhor diz que não há critério legal para negar o projeto de >> > > Caetano Veloso. Se não existe critério, por que musicais como "Peter >> > > Pan" e "Miss Saigon", e exposições como "Leonardo da Vinci" e "Corpo >> > > Humano" foram negados? >> > > >> > > Ferreira - Não vou aqui discutir casos. Frequentemente há erros, eu >> > > tenho dito isso. É justamente a falta de critérios que cria ambiente >> > > para julgamentos subjetivos. Um dos objetivos da reforma da lei é >> > > adotar critérios previamente legitimados pela discussão pública. >> > > >> > > Folha - Não há uma contradição entre o espírito da reforma da Lei >> > > Rouanet, baseada no uso de dinheiro público para quem precisa, e a >> > > decisão de estender a lei a Caetano, um artista consagrado? >> > > >> > > Ferreira - De modo algum. O show já está em turnê, cobrando um preço. >> > > Seus produtores se dispuseram a reduzi-lo para pouco menos da metade >> > > se for incorporado dinheiro público. Ao que parece, o ingresso cairia >> > > para R$ 40 inteira, e R$ 20 meia. Isso possibilita a ampliação de >> > > pessoas na plateia. Atende a uma demanda nossa, a de que um artista >> > > bem-sucedido amplie seu público. Não é contraditório. Queremos uma >> > > política cultural sólida, mas não faremos isso sem os grandes artistas >> > > brasileiros. >> > > >> > > A única coisa que apontamos é que, da maneira como a lei é hoje, os >> > > artistas novos, de diversos Estados, não têm acesso à lei. Não sou >> > > masoquista para trabalhar só com artistas malsucedidos. O ministério >> > > não tem vocação de irmã Dulce nem de Madre Teresa de Calcutá. Um >> > > artista conhecido pode ter dificuldade de conseguir patrocínio para >> > > uma obra experimental, ou pode ser do interesse público abaixar os >> > > preços de um espetáculo popular. Deve-se avaliar economicamente cada >> > > projeto, o que hoje a lei sequer prevê. >> > > >> > > A discussão não está aí. >> > > >> > > Folha - Qual é a discussão? >> > > >> > > Ferreira - Mais de 20% dos recursos da lei vazam por meio de serviços >> > > de "garantias", assim, com aspas, de aprovação de projetos no >> > > Ministério e de captação em departamentos de marketing de empresas. A >> > > sociedade não aguenta mais negociações por baixo da mesa >> > > _______________________________________________ >> > > Para CANCELAR sua assinatura: >> > > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela >> > > Para ASSINAR esta lista: >> > > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina >> > > Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: >> > > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta >> > > >> > > _______________________________________________ >> > > Para CANCELAR sua assinatura: >> > > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela >> > > Para ASSINAR esta lista: >> > > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina >> > > Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: >> > > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta >> > > >> > _______________________________________________ >> > Para CANCELAR sua assinatura: >> > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela >> > Para ASSINAR esta lista: >> > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina >> > Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: >> > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta >> >> _________________________________________________________________ >> Conheça os novos produtos Windows Live! 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