Então ele não teve nenhum envolvimento com sambista nenhum da época, né?
Felicidades, um forte abraço e um grande beijo. Artur de Bem (48) 9969-0311 http://arturdebem.blogspot.com E o povo continua cantando: "Foi em Diamantina / Onde nasceu JK / Que a Princesa Leopoldina / Arresolveu se casá..." (Sérgio Porto) Em 26 de agosto de 2010 12:57, GILBERTO JOSE MUNIZ < [email protected]> escreveu: > João Cândido e seus colegas de trabalho, eram escravisados pela Marinha do > Brasil, depois de 22 anos da Abolição, sendo esta a única razão da Revolta > dos Marinheiros que liderou. > > O que aconteceu com ele foi o mesmo que aconteceu em 2003, quando, 25 anos > depois de decretada a morte dos estaleiros e por consequência, os cursos > apropriados e a tecnologia. > > Com os estaleiros sucateados e apenas com vigilantes a tomar conta, o mundo > soube da decisão da fabricação das obras [navios, plataformas], no Brasil. > Apareceu o primeiro investidor [com capital de risco e não empréstimo], > sendo contratado, por R$ 100.000,00, professor, que capacitou engenheiros e > técnicos e, estes, as demais necessidades de capacitação. > > Não é nada, não é nada. a P 51 - a maior plataforma do mundo, navega nossos > mares. Todos assistiram o Presidente em seu convés, com as mãos sujas de > petróleo. Dezenas de estaleiros ressurcitaram e outros surgiram. O Brasil > hoje, cumpre o papel daquele promeiro professor contratado, ensinando aos > estrangeiros da América Latina. Nossa construtoras, erguem as instalações de > estaleiros e usinas etc > > Um pensador de séculos passados, parece que resumiu tudo, dizendo: "Todo o > bem do mundo vem da instrução e todo mal, da ignorância". > > Com efeito. A falta de conhecimento da vida, a pobreza de espírito e a do > conhecimento dos direitos da pessoa humana em relação ao Reino Unido, inibia > qualquer ação contra a poderosa marinha. > > Quando os navios Minas Gerais e São Paulo, foram encomendados, no lugar de > enviar graduados, João Cândido e outros marinheiros, permaneceram 4 anos > observando detalhes das construções. Aprenderam inglês, foram contratados > como trabalhadores, sindicalizados. > > Foi no sindicato e nas conversas no estaleiro que houve uma melhor > compreensão dos direitos trabalhistas. Enquanto no Brasil não havia horário > de trabalho, às vezes, chegando a 36 hs ininterruptas, no estaleiro eram 8, > Enquanto o soldo mensal era a prática geral, aqui, dependia dos superiores > pagarem ou não. Os marinheiros brasileiros eram proibidos de casar, sua > comida eram os "restos" dos oficiais graduados. > > A viagem de volta ao Brasil foi outra escola. O fabricante informou aos > comandantes que João Cândido e alguns outros conheciam os navias em detalhes > e se econtravam absolutamente capacitados. As palavras são da boca de João > Cândido e foram gravadas no MIS pouco antes de sua morte. Ele disse. Para > qualquer descuido no trabalho, um dos piores castigos era as dises de > chibatadas, começando com 25 até 250, sendo frequentes, se atingir 500, > casos em que os condenados morriam. > > A revolta foi planejada no estrangeiro. Todas as cousas seriam feitas a > poco e pouco, mas os castigos corporais, principalmente as chibatadas, não > seriam toleradas. As questões de pagamento, proibição de casamento e outos, > foram relegadas. > > ´Faltando cerca de 36 horas para a chegada ao Brasil, os marinheiros foram > proibidos de dormirem. Ao despontar as águas do Rio de Janeiro, alguns > marinheiros, tendo dado os serviços por encerrado, cairam de sono no convés. > Na primeira ameaça da aplicação de chibatadas, João Cândido se revoltou > mesmo diante de armas em punho dos oficiais. Declarando não admitir os > castigos, que era a tentativa de amarrar os dorminhocos nos ferros para o > castigo da chibata no porto do rio, argumentando que, mesmo desarmado a > quantidade e ferocidade dos marinheiros tomariam as armas, implorando para > brecar os castigos. > > Iniciado o primeiro tiro, as armas foram tomadas e os comandantes mortos. > Naquele momento, João Cândido, assumiu o controle do navio, apontando as > armas para os 3 outros [2 novos e 2 velhos], comunicando seu posto de > comando e solicitando a rendição dos outros comandantes ou a peleja. > Imediatamente os comandantes deixaram os navios, mas o então presidente, > recém eleito, não aceitou suas explicações e ordenou sua captura. Neste > momento foram dados vários tiros de canhão para as proximidades do palácio > presidencial e para niteroi, matando pessoas em ambos os lados. > > A intervenção de Rui Barbosa, logrou êxito, obtendo HC. Na rendição, > desrespeitando a própria norma jurídica, prendeu a todos e, aos poucos > matando-os. > > João Cândi e seus colegas de navio foram presos em cadeia subterrâneo, > colocado cal virgem e trancada a porta do calabou-se. Exceto João Cândido, > todos morreram. > > Hoje, no centenário da revolta, a República batizou um navio, 100% > construido por mãos brasileiras - seus colegas de trabalho, imortalizando o > seu nome e dignificando nossos trabalhadores. > > Um vavio da Inglaterra, por seu comandante, ofereceu asilo, que foi > dispensado. Um comandante de vavio argentino, além do asilo, ofereceu > emprego, também dispensado, pelo respeito ao HC, que afinal não foi honrado. > > COmo todos os empregos eram perseguidos pela marinha, acabou vivendo uma > vida toda como ambulante ou coisa que o valha. Para corrigir o erro, o > Brasil concedeu pensão vitalícia de R$ 5.000,00 para sua única descendente > viva, entre outras homenagens, como a transferência de sua estátua para seu > local de trabalho - a Praça XV. > > Grande abraço > Em 26 de agosto de 2010 11:41, Eugenio Raggi > <[email protected]>escreveu: > >> Edu, >> >> >> Quem aglutinou as forças radicais da Marinha no caso do motim do >> Sindicato foi o Cabo Anselmo. É claro que se tratava de uma estratégia do >> núcleo golpista. Quando os da velha guarda chegaram, dentre eles João >> Cândido e Alberto Montes, veteranos da Chibata, pensou-se em amenizar o >> movimento, mas já haviam sido insuflados pelo Cabo Anselmo. >> >> Fato muito suspeito esse. >> >> No mais, crioulo integralista...Faça-me o favor, né? >> >> Abs, >> >> Eugenio >> >> >> >> Em 26 de agosto de 2010 11:21, Eduardo S. Martins >> <[email protected]>escreveu: >> >> Eugênio, a história do Cabo Anselmo, todo mundo sabe né, em 71 foi preso >>> pelo Dops, passou a dormir no 5º andar ao lado da sala do Romeu Tuma e virou >>> o principal deletor dele e do Delegado Fleury, embora muita gente defenda >>> que ele já era um agente infiltrado desde 64. Mas esta sobre o João Cândido >>> é novidade absoluta pra mim, conta aí. >>> abs. >>> Edu >>> >>> >>> ----- Original Message ----- From: Eugenio Raggi >>> >>> >>> Edu, >>> Há controvérsia a respeito disso. Existe uma suspeita de relação entre o >>> Cabo Anselmo (o agitador infiltrado) e o João Cândido. >>> Abs, >>> Eugenio >>> >>> >>> Em 26 de agosto de 2010 10:43, Eduardo S. Martins <[email protected]> >>> escreveu: >>> >>> Apesar de ter sido integralista nos anos 30 (D. Helder Câmara também >>> foi), em 64, já muito velho, João Candido foi dar o seu apoio aos >>> marinheiros amotinados no Sindicato dos Metalúrgicos, movimento que acabou >>> sendo a desculpa oficial para a derrubada do João Goulart, ou seja, o >>> Almirante Negro lutou até o fim pela sua classe. >>> abs. >>> Eduardo Martins >>> >>> >> >> _______________________________________________ >> Tribuna mailing list >> [email protected] >> http://www.samba-choro.com.br/cgi-bin/mailman/listinfo/tribuna >> >> > > > -- > Gilberto José Muniz > Associação Cultural Zona Oeste. > Biblioteca Comunitária Muniz, > Manoel e Joana > 9285.5704 > 3394.6618 >
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