AMANHã, TERçA-FEIRA, àS 21 HORAS, PELA RáDIO NACIONAL DO RIO DE
JANEIRO – 1.130 KHZ - AM, O "PROGRAMA GARIMPO", DO ABENçOADO E
COMPETENTE CLáUDIO JORGE, TEM, COMO ATRAçãO, O CD "3 POR 4", DO
SETE CORDAS FERNANDO CéSAR.
 VOCê PODE OUVIR A RáDIO NACIONAL PELO SEU MICRO, VIA INTERNET:
RáDIO NACIONAL [1]  
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        Reprise: Sexta-feira, às 21 horas.
 Matérias  do Jornal de Brasília e do Correio Braziliense, do mês
de dezembro passado, veículadas quando do lançamento do Cd estão
transcritas em seguida.
 Rádio Nacional do Rio de Janeiro – 1.130 Khz - AM,  "Programa
Garimpo", do Cláudio Jorge, amanhã, terça, 21 horas, destaque para
o CD "3 por 4", do sete cordas Fernando César.
 Caio Tiburcio  
 Jornal  de Brasília
 LANÇAMENTO  

        Valsas de 

        um chorão 

        DIEGO BRESANI/DIVULGAÇÃO 

        Violonista Fernando César faz pocket-show para marcar estreia em
disco solo, com  

        3 por 4  
        Da Redação  
        cultura@ jornaldebrasilia. com. br 

        Carioca radicado em Brasília, Fernando César se tornou um grande
expoente do choro, e após dividir o palco com diversos artistas como
Raphael Rabello, Paulinho da Viola, Carlos Malta, Hermeto Pascoal e
seu irmão Hamilton de Holanda, O violonista lança hoje seu CD solo
de valsas, intitulado _3 Por 4_, em pocket-show na Livraria Cultura do
Iguatemi Brasília.  
        Fernando César teve seu primeiro contato com a música na família,
mas foi com a tranferência de seu pai militar para a capital que ele
entrou na Escola de Música de Brasília (EMB) e começou a trilhar
sua carreira integrando o Dois de Ouro, que dividia com o bandolim
virtuoso de seu irmão Hamilton. "Começei a tocar choro por
influência do meu pai.", comenta o violonista que também é
professor da Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello. "Não estou
fechado a nenhuma possibilidade, mas o choro é o que eu gosto de
fazer", completa. 

        Sob a alcunha de Dois de Ouro, Fernando e Hamilton gravaram três
CDs. O segundo recebeu o Prêmio Candango de Cultura, oferecido pela
Secretaria de Cultura do DF em 1998, como destaque musical daquele
ano, chegando a excurcionar pela França, Áustria, Turquia e África
do Sul. Depois, os irmãos seguiram caminhos separados. Hamilton
partiu para uma carreira no Rio de Janeiro, solo e com seu quinteto e
grupo Brasilianos; e César permaneceu em Brasília, dando aulas e à
frente dos grupos livres de choro AQuattro e Choro & Cia. 

        "O choro não é um gênero que está na mídia", diz. "Mas acho que
o choro não é elitista. Só acredito que para ser mais escutado ele
merece ter tanto espaço quanto outros estilos musicais", emenda. 

        Entre as demais tarefas diárias, o  instrumentista divide-se entre
a coordenação da Escola Raphael Rabello, as salas de aula e o palco.


        "Vou me afastar da coordenação da escola para me dedicar mais à
minha carreira de músico", adianta Fernando, que durante esta semana
organizou as apresentações dos mais de 600 alunos da escola no Clube
do Choro. "Um projeto como esses, incentiva a educação musical da
população e a aproximação do público com o choro.", intera o
multi-instrumentista, que teve Everaldo Pinheiro como professor. 

        Pautado completamente pelo repertório do CD  
        _3 Por 4_, Fernando faz seu primeiro trabalho solo voltado não para
o gênero que abraçou desde criança, mas valsas, cujos compassos
rítimos (3 por 4) batizam o álbum.  
        Em seu quarto CD, e primeiro sem acompanhamento, César fez um
trabalho minuncioso na escolha do  repertório, com composições
próprias, de Pixinguinha e Raphael Rabello, além de três músicas
compostas por Hamilton de Holanda, uma das quais em sua homenagem:  
        _A César o que é de César_. "Continuamos interagindo não só na
vida familiar, mas também, na vida profissional", revela o
especialista em violão de 7 cordas, sobre a sua interação com seu
irmão Hamilton, que assina a direção geral do disco, com Marcos
Portinari.  
        3 por 4 –  

        Hoje, às 17h, na Livraria Cultura do  
        Iguatemi Brasília (CA 4, Lago Norte). Entrada 

        franca. Classificação livre.  
 FAIXAS DE 3 POR 4 

        Sete Cordas , a valsa que abre o CD é de Raphael Rabello, que junto
com Dino 7 cordas foi sua maior referência no violão de sete cordas.
 
        Brasil 3 por 4  

        é de Alencar 7 Cordas, violonista cearense radicado em Brasília a
anos e que também é um expoente do violão de sete cordas no Brasil.
 
        Rogério Caetano, um dos mais requisitados violonistas de sete
cordas da atualidade compôs  

        _Fraterna _.  
        De seu irmão Hamilton de Holanda, estão presentes:  

        _Rafaela _, _A César o que é de César _(composta em sua
hoemangem) e a inédita _Valsinha de Mãe_.  
        Há ainda as valsas  

        _Igreja da Penha_, de Guinga, e _Uma Valsa e Dois Amores_, do mais
tradicional compositor de valsas para violão, Dilermando Reis.  
        De Pixinguinha, foi incluída  

        _Página de Dor_. 
 Fernando toca duas valsas de sua autoria: _Mãos de Anjo_, com
Rogério Caetano, e _Rebento _.  
        A faixa que encerra o CD é  

        _Uma Voz e Sete Cordas_, de Félix Júnior, violonista sete cordas
de Brasília.  
 CORREIO BRAZILIENSE
 Entre choros e valsas
 Irlam Rocha Lima 

        Publicação:18/12/2010 08:00 
 Durante 21 anos, entre 1981 e 2000, o violonista Fernando César
formou com o irmão e bandolinista Hamilton de Holanda o Dois de Ouro,
que transformou-se em referência do choro em Brasília. O trabalho
que realizaram —, registrado em três CDs e apresentados em
incontáveis shows —, reverberou nacional e internacionalmente. Com
o fim do duo, cada um partiu para projetos individuais.
 Radicado no Rio de Janeiro desde então, Hamilton de Holanda
transformou-se num dos nomes mais importantes da nova geração de
músicos brasileiros, com obra reconhecida pela crítica e pelo
público e por companheiros de ofício. O êxito obtido o levou a
alçar voos cada vez mais altos, culminando com a criação do
próprio selo, o Brasílianos, pelo qual tem sido lançados discos
instrumentais de reconhecida qualidade.
 Um desses discos é o 3 por 4, o primeiro solo de Fernando César
que, ao contrário do irmão, optou por permanecer em Brasília, onde
tem contribuído para o desenvolvimento musical da cidade, a partir de
diferentes formas de atuação. Nos último três anos tem estado à
frente da Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello; integrou o
conjunto Choro Livre; foi um dos criadores do grupo AQuattro, com o
qual gravou álbum só com músicas do bandolinista e compositor
pernambucano Luperce Miranda.
 Fez mais: levou o choro feito na capital para várias cidades
brasileiras e de países da Europa, África e Ásia, América do Sul e
América Central; e o seu conhecimento prático-teórico para a salas
de aula do Curso Internacional de Verão da Escola de Música, e do
Festival Internacional de Inverno, promovido pela UnB. Hoje, a partir
das 20h, ele participa, como coordenador-geral, do último dia da
maratona de choro, que conta com aproximadamente 300 músicos —
reunidos em 60 grupos — no encerramento das atividades, em 2010, da
Escola de Choro.
 Melodias
 Mais cedo, às 17h, Fernando César lança o 3 por 4, com recital no
Teatro Evar Herz, na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi. “Será
uma boa oportunidade para as pessoas ouvirem, ao vivo, os temas
registrados no disco. São choros e valsas, alguns de melodias simples
e dolentes, e outros com rara complexidade, que busquei valorizar ao
máximo ao violão”, diz.
 Gravado entre julho e agosto último, num estúdio do Lago Sul, o
álbum, com 12 faixas, traz desde clássicos como Página de dor
(Pixinguinha e Cândido das Neves), Uma valsa e dois amores
(Dilermando Reis), Sete cordas Raphael Rabello) e Igreja da Penha
(Guinga e Aldir Blanc) às inéditas Brasil 3 por 4 (Alencar Sete
Cordas), Valsinha de mãe (Hamilton de Holanda) e Uma voz e sete
cordas (Félix Júnior). Sozinho, Fernando assina Rebento e, com
Rogério Caetano, compôs Mãos de anjo.
 CRÍTICA **** 
 Depuração e virtuose 
 Gustavo Falleiros
 Feliz o título deste trabalho solo de Fernando César, que remete
tanto ao formato fotográfico quanto ao compasso ternário da valsa. A
dimensão modesta da imagem na Carteira de Identidade contrasta com a
importância do documento. Na música, ocorre algo semelhante: muitos
compositores escolheram a singela valsinha como suporte para suas
obras mais arrebatadoras, mais apaixonadas.
 No caso do violonista, vê-se que o número reduzido de elementos é
resultado de um processo de depuração. Em Rebento, ele revela a
intimidade do lar e de seus estudos em sete cordas. Igreja da Penha é
o sumo do lirismo suburbano de Guinga. O cerne do violão tradicional
brasileiro está em Uma valsa e dois amores, de Dilermando Reis. Essas
e outras escolhas põem em relevo a assinatura do artista. As faixas
escritas pelo irmão Hamilton de Holanda e pelos amigos Rogério
Caetano e Félix Júnior reforçam o toque caseiro e deixam 3 por 4
mais aconchegante. No encarte, o músico posa para um lambe-lambe.
Trata-se do registro de um momento musical essencial, sem retoques.
 3 POR 4
 Recital do violonista Fernando César. Lançamento do CD 3 por 4.
Gravadora Brasílianos. Preço: R$ 24,90. Hoje, às 17h, no Teatro Eva
Herz (Livraria Cultura do Sopping Iguatemi/ Lago Norte). Entrada
franca. Classificação indicativa livre.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2010/12/18/interna_diversao_arte,228306/entre-choros-e-valsas-3-por-4-e-o-primeiro-solo-de-fernando-cesar.shtml
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