O texto sobre a viagem da presidenta Dilma Rousseff à China levando o grupo
Choro Livre foi enviada por mim e é relevante pela porta que se abre para a
música brasileira no país mais populoso do mundo. O resto é bobagem de
derrotados que querem encher a paciência da gente ou então procurar pêlo em
ovo. O artigo fala de MÚSICA, fala de CHORO, que é o objeto desta lista de
discussão.
Abraços. Sonia Palhares (BsB-DF)
Date: Wed, 13 Apr 2011 11:04:45 -0300
From: [email protected]
To: [email protected]
CC: [email protected]; [email protected];
[email protected]
Subject: Re: [S-C] [papodebutiquim] DILMA LEVA PARA A CHINA O CHORO
LIVRE DO BRASIL
Política é tão interessante que só deve ser discutida com quem tem o interesse
em ser isento e desapaixonado no assunto.
As doenças também devem ser tratadas neste fórum. as ceguerias e miopias
políticas tem tratamento e se pudermos ajudaralguéma se curar não devemos
negar tal ajuda.
DILMAis a mais a presidenta poderia não levar ninguém do choro, não é verdade?
Exigir 100% de acerto é ser por demais justo. Quem o é?
E tem gente que não participou da redemocratização e não a valoriza. É como
disse a presidente no Senado Federal: enquanto eu mentia para proteger meus
companheiros... o senhor estava do outro lado, senador!!! Foi esta mulhar que
sofreu um campanha sórdida nas eleições presidenciais, com aplausos dos
desvalidos. Pode?!... Ainda bem que dançaram em seu projeto de defenestrar uma
guerreira. Se dançaram, este texto tem a ver com música, não é mesmo?
abraço a todos.
Joel de Oliveira
Brasília/DF
Em 13 de abril de 2011 09:54, oswaldo oleare <[email protected]> escreveu:
Se é verdade - confesso que não acreditei - que sua Excia., a Presidente da
República, determinou ao Reco do Bandolim o repertório das apreentações na
China em cima de repertório de Roberto Carlos, ela elaborou em equívoco,
quinemqui diria o saudoso Stanislaw Ponte Preta/Sergio Porto, que continua
fazendo falta ao Brasil.
Do meu falso modesto ponto de vista, chorinho com repertório do Roberto - que
tem, no seu gênero, um ótimo repertório - é a mesma aberração que botar Beatles
em arranjo de supostos sambas.
Viva a democracia - que não começou em 2002, mas levando porrada na época das Diretas Já,
pelo que meus dois neurônios se lembram - e o nosso lema "Só o Humor Salva".
abração do oleari.
Em 10 de abril de 2011 14:24, Sonia Palhares Marinho
<[email protected]> escreveu:
DILMA LEVA PARA A CHINA O CHORO LIVRE DO BRASIL
Mais do que um gênero musical, junto com a Presidenta Dilma em sua viagem à
China no dia 07 de abril, segue a própria Alma Brasileira que mereceu inclusive
a nobreza deste título no ?Choro Número Cinco? de Heitor Villa Lobos, o gênio
brasileiro que está entre os dez maiores compositores da história da humanidade.
O choro brasileiro, livre em sua alma, é a expressão de todas as etnias e
formas sentimentais do povo brasileiro. O Brasil jamais esteve divorciado dessa
alma, dessa verdadeira identidade da nossa gente, tanto que Mário de Andrade
sentencia que é esta, ?a música popular brasileira a mais totalmente nacional e
a mais forte criação de nossa raça até agora?.
Essa nacionalidade está condicionada aos fatores sociais e do tempo do próprio
Brasil. O Choro Brasileiro não é um fenômeno isolado, mesmo atento às
tendências de cada época e interligado com o sentimento de nossas artes. Se ele
liga uma arte à outra, com o fio invisível que Camargo Guarnieri prefere chamar
de ?espírito do tempo?, o choro é o som e o ritmo desta forma humana de sentir
e fazer a arte do Brasil. É um mundo geograficamente visto como uma peça de
autêntica brasilidade. Ao mesmo tempo são os seus sons que fazem a ponte entre
dois fundamentais movimentos brasileiros, o popular e o erudito. Por isso, o
clima constante de disponibilidade emotiva dos segredos espirituais de nossa
arte que esteve presente na Semana de Arte Moderna de 22, é revelado também com
os sons do nosso povo.
Mário de Andrade descreve de forma poética essa criação espontânea que constrói
de forma gradativa a síntese da linguagem da arte brasileira. ?Enquanto o povo
boliviano traz a entre seus lábios a folha de coca, o povo brasileiro traz em
seus lábios a sua música, a sua melodia?. Uma melodia alicerçada na filmagem de
seus próprios sentimentos, favorecendo todas as nossas infinitas fusões.
E é desta originalidade formidável que Mário de Andrade faz uma análise de um
dos clássicos do choro brasileiro do nosso gênio Pixinguinha que, aliás, é
justo no mês de abril que, em homenagem ao seu nascimento, é comemorado no dia
23 o Dia Nacional do Choro. Em nota, Mário de Andrade diz sobre ?Urubatã? de
Pixinguinha: ?Disco admirável. Riqueza e beleza de combinações instrumentais.
Alfredo Viana é o próprio Pixinguinha. O título ?Urubatã? é digno de nota.
Urubatã é um deus do catimbó cuja melodia registrei no Nordeste. Pixinguinha,
macumbeiro contumaz carioca, denominando uma obra sua em nome de Catimbó?.
Ao mesmo tempo em que esta alma brasileira, o choro, é homenageada na viagem da
Presidenta Dilma à China, Chiquinha Gonzaga, a mais legítima representante das
mulheres brasileiras, aparece como uma das figuras centrais desse caráter
nacional que é o choro brasileiro. Pois foi ela, Chiquinha que, ao lado de
Joaquim Antonio Callado, fixou com detalhes e de maneira afirmativa o termo
?choro? como um gênero rigorosamente brasileiro, extraído da multiculturalidade
manifestada pelo povo até aquela época, a segunda metade do século XIX.
E, mais uma vez, como disse Mário de Andrade: ?Francisca Gonzaga continuou
demonstrando ao Brasil como eram ricas as peças populares?, com o seu caráter
generalizado com que ela compunha e executava para deixar impressa esta alma
nas instituições oficiais do Brasil, sendo o Corta Jaca ? Gaúcha o seu mais
conhecido e executado choro.
Todos estes documentos distintos que seguem nesta viagem de Dilma à China, são
símbolos que estão contidos no extraordinário repertório do grupo Choro Livre
liderado e legitimado por um dos mais importantes personagens da história
contemporânea da música brasileira, Henrique Filho, o Reco do Bandolim que,
além de uma apresentação crítica e refinada, leva uma obra positivamente
artística como instrumentista, bandolinista, compositor e Presidente do Clube
do Choro de Brasília que é hoje considerado o templo sagrado da música
instrumental brasileira. E é esta mesma síntese que possibilitou a expansão dos
horizontes de sua liderança frente ao choro contemporâneo brasileiro que ergue
agora o Espaço Cultural do Choro em Brasília, com a assinatura de Niemeyer e
que deixa cada vez mais expresso que a capital do Brasil é também a Capital do
Choro Brasileiro.
Por isso temos muito que comemorar essa demonstração de respeito e carinho que
a Presidenta Dilma tem com o universo multidisciplinar que é a manifestação
musical do Brasil. Um universo riquíssimo que reflete a característica do nosso
povo que conforma a produção humana do país com a realidade da arte nacional.
__._,_.___
| através de email | Responder através da web | Adicionar um novo tópico
Mensagens neste tópico (1)
Atividade nos últimos dias:
Visite seu Grupo
FREQUENTAM BURGUEIS E PLEBEU,ASSUNTAM COISA QUALQUÉ,TOMA A BEBIDA QUE
TIVÉ,UISKY,CACHAÇA OU CAFÉ,MAS O CUTUVELO ENCOSTA ONDE DÉ.
Tem muita gente querendo te conhecer! Que tal dar uma chance?
Trocar para: Só Texto, Resenha Diária ? Sair do grupo ? Termos de uso
.
__,_._,___
_______________________________________________
Tribuna Livre, uma lista de discussão de Samba & Choro
Para cancelar: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela
Assine: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina
Estatutos da Gafieira: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/estatutos
_______________________________________________
Tribuna Livre, uma lista de discuss?o de Samba & Choro
Para cancelar: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela
Assine: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina
Estatutos da Gafieira: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/estatutos